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3623-6667 -

Época de Páscoa - 2009




V

ivenciamos, na Escola, a Época de Páscoa, que acompanha a estação do 

outono  em  nosso  hemisfério.  É  como  se  caminhássemos,  agora,  rumo  ao  nosso 

próprio interior, aonde só chegaremos, profundamente, no inverno. 

Essa peregrinação para o encontro com o que temos de mais íntimo em nós, 

é  uma  possibilidade  que  oferece-nos,  como  espelho,  a  própria  natureza,  se 

pudermos observá-la em suas sutilezas regionais: noites mais frescas, convidando-

nos ao recolhimento, céu constantemente nublado, brisa mais fria, mesmo durante o 

dia. E daqui a pouco a profusão de sementes far-se-á notar, encapsulando a vida 

que, caindo na terra, mais tarde brotará na primavera. 

Assim  o  Cristo,  em  sua  passagem  sobre  a  Terra,  ofereceu-nos,  nos 

acontecimentos  da  Semana  Santa,  “a  mais  bela  e  terapêutica  imagem  para  o 

desenvolvimento  humano,  sobre  a  qual  podemos  refletir  e  na  qual  encontramos 

relações com a nossa própria vida. Os acontecimentos da Semana Santa compõem 

um caminho, através do qual trilhamos verdades existenciais, cujo conhecimento, se 

não for considerado de forma dogmática, pode ser um oásis no deserto espiritual 

que constantemente vivenciamos, quando o nosso pensar se torna, unilateralmente, 

racional e materialista”

A Páscoa é uma festa muito anterior à morte de Cristo. Nos primórdios, 

era  celebrada  no  Hemisfério  Norte,  por  lavradores  e  pastores  em  função  do 

começo da primavera. O tempo passou, e o povo judeu começou a celebrar sua 

própria Páscoa, em função do fato histórico de sua libertação da escravidão do 

Egito, acontecido há mais de 3 mil anos. Nesta época, a palavra Páscoa já possuía 

um significado próprio, a “passagem” do inverno para a primavera, da escravidão 

para a liberdade.

Com a morte de Jesus Cristo, na Sexta-feira Santa, um dia anterior às 

comemorações  da  Páscoa,  também  os  cristãos  começaram  a  comemorar  esta 

data. Para eles, festejada no domingo, dia da Ressurreição do Cristo, passagem da 

morte para a vida.

Páscoa na Escola

A Páscoa na História

02

Edna Andrade

Jornal do Estado, abril de 2001.




03

Há  quem  pense  que  o  coelho  e  os  ovos  são  invenções  modernas  para 

incentivar  o  comércio  na  época  da  Páscoa.  Mas,  segundo  a  história,  eles  são  os 

principais símbolos desta data. O coelho significando a fertilidade, e os ovos pintados 

com cores brilhantes, representando a luz solar.

Os primeiros a incentivar o cultivo desses símbolos, foram os imigrantes 

alemães, por volta de 1700. Vindos de sua terra natal para a América, eles trouxeram 

na  bagagem  coelhos  de  comemoração  representando  a  Páscoa.  Um  símbolo  que, 

conforme os alemães, surgiu com uma antiga história passada de pai para filho.

Conta a lenda, que uma pobre mãe alemã, coloria ovos e os escondia num 

ninho  para  dá-los  a  seus  filhos  como  presente  de  Páscoa.  Quando  as  crianças 

descobriram  o  ninho,  um  grande  coelho  passou  correndo.  Espalhou-se,  então,  a 

história de que o coelho é que trouxera os ovos.

Outra  história,  mais  realista,  liga  o  surgimento  do  coelho  como  símbolo 

máximo  da  Páscoa  à  época  dos  egípcios.  Eles  utilizavam  o  animal  como 

representação de nascimento e nova vida, enquanto povos ainda mais antigos viam 

no coelho o símbolo da Lua. Como a lua tem influência total no calendário da Páscoa, 

talvez seja essa a verdadeira origem da relação coelho-páscoa.

Seja  como  for,  desde  os  mais  remotos  tempos  até  a  atualidade,  estes 

símbolos sofreram alterações. O coelho mais estilizado, continua a ser símbolo da 

fertilidade, mas os ovos, que na antiguidade eram verdadeiras obras de arte não-

comestíveis,  pintados  em  cera  e  dados  como  presente,  transformaram-se  em 

maravilhosas guloseimas.

Mesmo assim, o ovo ainda simboliza o nascimento, a vida que retorna. E 

como os cristãos primitivos da Mesopotâmia, dos primeiros a usar ovos coloridos 

especificamente na Páscoa, os homens modernos continuam a oferecê-los como um 

dos presentes mais especiais para esta data.

Símbolos Guardam Várias Origens

Jornal do Estado, abril de 2001.



04

A Vivência Da Páscoa

Existem várias formas para poder se relacionar com esta festa. A época atual, 

tão  longe  de  todo  o  religioso  ou  do  autenticamente  espiritual,  oferece, 

paradoxalmente, muitos elementos que possibilitam uma relação com ela.

A festa da Páscoa lembra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo. O 

Cristo,  um  Deus,  um  ser  que  nunca  tinha  estado  na  Terra  e  que  só  conhece  a 

Eternidade,  vincula-se  ao  ser  humano,  expondo-se  à  experiência  mais  difícil  que 

todos os homens devem enfrentar: a experiência da morte. E Ele a vence: Ele leva 

consigo o corpo físico, naquilo que conhecemos como Ressurreição.

Hoje  em  dia,  o  ser  humano  passa  mais  e  mais  constantemente  por 

experiências  que,  de  uma  ou  de  outra  forma,  lembram  algo  assim  como  a  morte. 

Frequentemente as pessoas se confrontam, por exemplo, com a profissão assumida 

anos antes e percebem como esse impulso profissional está chegando ao fim, e nada se 

encontra que possa substituí-lo; a falta de motivação profissional, após anos, gera uma 

sensação de vazio na alma, um “nada” que nos faz ter a sensação de um fim, de uma 

“pequena morte”. Não só profissionalmente pode esta acontecer, mas também em 

relação à família. Com frequência, pessoas que chegam aos 42-45 anos de idade, com 

trabalho  relativamente  estável,  uma  família  relativamente  bem  constituída,  filhos 

adolescentes ou já entrando na Universidade, sentem uma falta de sentido em tudo e 

gostariam de poder “começar de novo”, deixar tudo para trás, e isso pode ser muito 

dramático,  porque  os  próprios  relacionamentos,  sua  pobre  qualidade,  acentuam  a 

sensação de falta de sentido, que o próprio esvaziamento interior tinha gerado.

Nesses exemplos cada vez mais presentes, em maior ou menos grau, e nas 

mais diversas situações, todos nós passamos por essa experiência de “fim”, de “nada”, 

de “sem sentido”.

Mas  a  mesma  coisa  encontramos  não  só  na  vida  pessoal,  encontramo-la 

naquilo  que,  para  nós,  tinha  um  significado  mais  transcendente.  Na  ciência,  por 

exemplo, o desenvolvimento científico trouxe, com a aplicação de seus resultados, 

consequências  imprevisíveis  para  a  natureza.  As  repetidas  catástrofes  ecológicas 

ilustram  isso  com  muita  clareza.  Mas  o  leitor  não  deve  pensar  que  essas 

consequências são o resultado de um descuido apenas: nessa opinião está embutida 

uma enorme ingenuidade.

A  realidade  é  que  a  própria  metodologia  das  ciências,  o  próprio  método 

científico gera graves consequências, pois o método cientifico tem limitações: ele tem 

os recursos para descrever a composição material do mundo, porém não pode explicar 

a natureza da vida; para esta, precisa-se de um outro método, como o desenvolvido 

por Rudolf Steiner na Antroposofia.




05

O método científico tradicional, nas suas aplicações práticas, desenvolveu 

todo o bem estar material que conhecemos em nossa civilização, todavia chegou num 

ponto onde sua aplicação mais sofisticada converte esse bem estar em situações de 

desastre, que são inesperadas e assustadoras. Isso leva, mais e mais, muitas pessoas a 

perceberem que, também aqui, nas ciências, chega-se a um ponto final que mostra o 

futuro  como  uma  incógnita  assustadora. A  situação  na  medicina  (as  questões  da 

Bioética), a situação na pedagogia e na educação da criança, na agricultura, etc., 

mostra-nos que chegamos ao final de um caminho. Este final é como uma morte. Mas 

o  impulso  do  Cristo  é  Ressurreição.  E  é  com  essas  forças  da  Ressurreição  que 

devemos aprender hoje a nos colocar na vida, também dentro das ciências, para que 

surja um novo conhecimento do homem e da natureza que nos ensinará a agir de 

forma diferente.

E esta situação é ilustrada para nós na semana da Páscoa, onde a Paixão, a 

Morte e a Ressurreição podem nos inspirar a refletir sobre a seriedade do momento 

que vivemos e a seriedade que devemos ter, ao nos confrontarmos com as mudanças 

pelas quais devemos passar.

(Dr. Bernardo Kaliks – médico antroposófico)




06

Depois da ressurreição do Cristo, os apóstolos saíram para o mundo, para 

levar a boa mensagem a todos. João também se pôs a caminho. Esse apóstolo foi 

aquele que, durante a Santa Ceia, recostou sua cabeça no peito de Cristo.

Ele então saiu para o campo e abriu bem os braços. De todas as direções 

chegaram  pombas  que  se  juntaram  à  sua  volta. Algumas  até  pousaram  nos  seus 

braços e ombros. Então João começou a falar com elas: “Peguem, cada uma de vocês, 

um ramo de oliveira no bico e chamem todos os bichos do mundo. Devem vir em paz, 

todos  eles,  sem  machucar  uns  aos  outros.  E  devem  apressar-se,  pois  tenho  algo 

importante a contar-lhes”.

As pombas agiram conforme o pedido de João. Pegaram o ramo de oliveira 

no bico e voaram em todas as direções cardeais: para o sul e para o norte, para o leste e 

para  o  oeste.  Onde  avistavam  um  animal,  davam  a  notícia.  Então  os  bichos  se 

puseram a caminho para encontrar João, e nenhum deles atacou o outro. Reuniram-se 

cães e gatos, as ovelhas e os lobos, as vacas e os ursos, os cavalos, as raposas e os 

cervos, as galinhas e os coelhos, os pássaros e os peixes; vieram de todas as direções.

Quando finalmente todos estavam reunidos, João contou a eles sobre Jesus Cristo, 

sua morte e ressurreição e que com isso libertara todas as criaturas. 

“Sim.  Todo  sofrimento  terá  um  fim  quando  vocês  tiverem  encontrado  e 

chocado o maior ovo de Páscoa que existe, disse o apóstolo feliz. A avestruz levantou 

a cabeça orgulhosa e exclamou: “O maior ovo que existe é o meu ovo de avestruz, e 

eu sou a única que consegue chocá-lo”. Mas João retrucou: “O ovo em que estou 

pensando não foi botado por um pássaro, e não tem pai nem mãe, que pudessem 

chocá-lo.  Não,  não  é  tão  fácil  assim”.  Quando  a  avestruz  ouviu  isso,  ficou  tão 

envergonhada de sua fala vaidosa, que emudeceu. Desde então, não deu mais um pio. 

João,  porém,  disse  aos  bichos:  “Saiam  pelo  mundo  e  procurem  o  ovo!  Quem  o 

encontrar, venha falar comigo. Apressem-se para que o ovo possa ser chocado logo!” 

Os  animais  então  voltaram  para  as  suas  regiões.  Mas  ao  partirem  dali,  perderam 

também a índole pacífica. Começaram novamente a perseguir-se e a fugir uns dos 

outros e, com isso, a maioria esqueceu a missão que João lhes havia dado. 

 Quem, porém, não esqueceu da missão foram os coelhos. Coelhos existem 

no mundo todo e assim eles conhecem todo cantinho e todo esconderijo. Com seus 

narizinhos farejaram debaixo de todos os arbustos, em todos os buracos da terra; 

ficaram nas patas traseiras, em pé, para olhar dentro das flores e viraram cada folha 

caída no chão, com a esperança de achar o ovo. Mas foi em vão. Acharam muitas 

coisas – ovos de pássaros, ovos de formigas – mas não o ovo de que lhes havia falado 

João.

O Maior Ovo De Páscoa



Georg Dreissig


07

 E então foi justamente o medo que os ajudou. Sabemos que os coelhos são 

medrosos e com toda razão, pois eles têm muitos inimigos. E o que fazem quando 

percebem que há um inimigo por perto? Eles não fogem, mas se agacham numa 

depressão do terreno e ficam bem quietinhos, até o perigo passar; e somente quando 

alguém  se  acerca  demais,  eles  dão  um  pulo  e  se  põem  a  correr.  E  assim  sempre 

acontecia que um coelho, num lugar qualquer do mundo, agachava-se na relva e 

apertava o seu coração que batia forte, sobre a terra. “Bum, bum, bum...” o coelho 

ouvia o seu coraçãozinho batendo “bum, bum, bum...” até que, passado o perigo, o 

coração  batia  mais  devagar  –  “Bum...  bum...  bum...”  –  e  o  coelho  continuava 

saltitando.  Mas  havia  algo  estranho  que  foi  percebido  primeiro  por  um  coelho, 

depois  por  outro  e  outro  e  outro  até  que  conversaram  entre  si,  e  aos  poucos 

pressentiram a grande descoberta que haviam feito. Pois quando se agachavam sobre 

a  terra  e  ouviam  seus  coraçõezinhos,  eles  tinham  a  sensação  de  que  havia  outro 

coração batendo lá no fundo e quando o deles fazia “bum... bum... bum...” o outro 

batia bem tranquilo “Buum... Buum... Buum...”. Era a batida tranquila desse outro 

coração que lhes tirava todo o medo. “Você ouviu também?” Perguntavam uns aos 

outros. Sim, todos haviam ouvido. Então colocaram as suas longas orelhas para trás e 

começaram a pensar no que isso poderia significar, e finalmente lhes ocorreu: “O ovo 

que deveríamos procurar, o maior ovo de Páscoa, deve ser a Terra, pois dentro dela 

bate um coração que nos tira o medo”.

Quando descobriram isso, os coelhinhos saltitaram até onde estava João e 

lhes contaram do seu achado. Ele confirmou contente e disse: “Sim! Vocês, coelhos, 

descobriram o ovo certo. A própria Terra é o maior ovo de Páscoa. Mas agora digam-

me, quem poderia chocá-lo para nós?” Os coelhos então sugeriram as galinhas e as 

patas,  o  rouxinol  e  a  avestruz,  todas  as  aves  que  lhes  ocorriam.  De  repente,  um 

coelhinho branco deu um pulo bem alto de alegria e exclamou: “Mas nós mesmos 

podemos  chocá-lo,  pois  somos  muitos!  “Apóstolo  João,  podemos  nós,  coelhos, 

chocar o ovo da Páscoa?” O rosto do Apóstolo iluminou-se e ele consentiu com um 

movimento da cabeça. “Mas vocês terão que chocar por muito tempo ainda, por 

muitos  e  muitos  anos,  e  não  poderão  desistir”.  –  “Faremos  isso,  queremos  fazer 

isso!” exclamaram os coelhos, entusiasmados com a missão importante que haviam 

recebido. “Nós nos agacharemos sobre o solo para que o ovo fique bem quentinho e 

permita sair Aquele de quem sempre ouvimos o coração batendo”. 

- “E cujo coração ouvirão sempre quando estiverem fazendo seu trabalho”.

Desde então, os coelhos chocam a Terra, também quando constroem tocas 

ou ninhos, para poder chocar sempre, o maior ovo de Páscoa do mundo, com o calor 

de seus coraçõezinhos, para que a Terra revele o seu segredo.




08

Não apenas as pessoas mais idosas, mas também jovens fazem a experiência 

de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco 

será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real?

Pela ressonância Schumann se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. 

Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético 

poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km 

acima  de  nós.  Esse  campo  possui  uma  ressonância  (dai  chamar-se  ressonância 

Schumann),  mais  ou  menos  constante,  da  ordem  de  7,83  pulsações  por  segundo. 

Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, 

condição  comum  de  todas  as  formas  de  vida.  Verificou-se  também  que  todos  os 

vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz.

Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa 

frequência  biológica  natural.  Sempre  que  os  astronautas,  em  razão  das  viagens 

espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação 

de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de 

pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico.

Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 

90, a frequência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da 

Terra disparou.

Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações 

climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo 

e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à 

aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a 

percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real 

nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de 

retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço a ser 

pago pela biosfera e pelos seres humanos.

Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem 

cenários,  ora  dramáticos,  com  catástrofes  terríveis,  ora  esperançadores,  como  a 

irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais 

e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.

Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente 

entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um 

Ressonância Schumann



09

superorganismo  vivo,  de  que  Terra  e  Humanidade  formam  uma  única  entidade, 

como  os  astronautas  testemunham  de  suas  naves  espaciais.  Nós,  seres  humanos, 

somos Terra que sente, pensa, ama e venera.

Porque  somos  isso,  possuímos  a  mesma  natureza  bioelétrica  e  estamos 

envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.

Se  queremos  que  a  Terra  reencontre  seu  equilíbrio,  devemos  começar  por  nós 

mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais amor, que é uma 

energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser 

anticultura dominante, que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. 

Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar, com ela, pela Paz.

- Sejamos os coelhos que chocam o coração da Terra!

Artigo de Leonardo Boff, publicado no JB [05/MAR/2004]



10

Podemos compreender todo o mundo visível com a ajuda do pensar. Podemos 

também vivenciar o mundo da religiosidade – o mundo espiritual invisível – através 

de idéias e ideais. Quem examina mais de perto a natureza de seus ideais, conhece um 

aspecto da vida do pensar que normalmente está oculto: ou seja, os pensamentos são 

forças e não meras imagens representativas nebulosas.

De  onde  vêm  essas  forças?  A  pessoa  que  reconhece  os  dois  ideais  do 

Cristianismo – a liberdade e o amor – vivencia que não existe nada na vida humana 

que  não  esteja  relacionado  a  esses  dois  ideais.  Quem  aspira  por  eles  consegue  se 

sobrepor a todas as situações da vida, torna-se imbatível e sente-se sustentado por uma 

grande força. Essa força se origina do ser que se manifesta ao espírito humano através 

desses ideais. Quer dizer, se esse ideal vive numa pessoa, também vive nela o ser que 

está ligado a esse ideal. Assim, a força dos ideais emana dos próprios seres do mundo 

espiritual.

Qual é, então, o ideal através do qual o Anjo pode nos doar sua força? É o ideal 

do altruísmo, pois essa é a qualidade que pode ser identificada mais intensamente com 

o  Anjo.  Ele  está  sempre  presente,  sempre  pronto  a  ajudar,  sempre  desperto, 

acompanha-nos por todos os altos e baixos do desenvolvimento, sem jamais exigir 

algo para si. Ele é fiel a nós; ele espera, nos acompanha, está sempre à disposição.

Dessa forma o ser humano pode aproximar-se do mundo invisível com inteira 

liberdade e consciência. Se, de início, apenas pensamos nos seres mais elevados, isto 

pode  ser  considerado  um  primeiro  contato  bem  leve.  Porém,  no  instante  em  que 

decidimos  considerar  um  pensamento  tão  essencial,  a  ponto  de  nos  ligarmos 

totalmente  a  ele,  de  nos  identificarmos  com  ele  e  procurarmos  nos  transformar 

naquilo que corresponde ao ideal, vivenciamos a força e a realidade do ser espiritual 

que se manifesta através desse pensamento. Se, mais tarde, nos tornarmos infiéis a um 

ideal  desses,  será  possível  sentirmos  claramente  como  essa  força  nos  abandona. 

Podemos então nos considerar “abandonados por todos os bons espíritos”, como diz o 

provérbio.  Contudo,  se  novamente  voltamos  a  estabelecer  esse  relacionamento,  o 

mundo espiritual torna a se aproximar de nós. Os seres do mundo espiritual estão 

constantemente em nós e à nossa volta; o grau de sua atuação e ajuda depende, porém, 

da forma como queremos nos unir a eles.

Sempre que elevamos uma idéia à condição de ideal, podemos estabelecer 

relação com um ser do mundo espiritual, por meio dessa identificação. E há muitas 

qualidades a serem consideradas. Fidelidade é uma coisa, altruísmo é outra; amor é 

O Encontro Com O Anjo Através Do Pensar




11

uma coisa, coragem é outra; paz é uma coisa e quietude é outra. Basta nos dedicarmos 

a um desses ideais para sermos tocados pela força que vive nele, uma força que pode 

atuar em nós e que provém de um ser espiritual.

 Façamos com que o Espírito Pascal inunde a nossa vida com esses ideais 

elevados! 

Michaela Gloeckler

Trecho do livro Eltern Sprechstunde - Consultório de Pais




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Não é interessante pensarmos que carregamos em nós todo o potencial 

de transformação de que necessitamos? Quantas vezes queremos mudar nossa 

vida, as pessoas que nos rodeiam, as situações que vivemos, e nos frustramos, 

porque não reconhecemos que, para alcançarmos vôos mais altos, para sermos 

mais belos, plenos e realizados, precisamos, antes de mais nada, entrar em 

nosso  casulo,  em  nosso  refúgio  interior,  para  daí,  com  nossos  próprios 

recursos, tecermos nossa transformação. E então participarmos da jornada em 

busca da plenitude.

É disto que se trata: da transformação necessária da lagarta que somos 

para a borboleta que almejamos e podemos ser.

Maria Salette / Wilma Ruggeri (De lagarta a borboleta)

Quando  a  noite  pousa  sua  mão  estrelada  sobre  nossa  cabeça, 

entregamos o corpo e a alma ao repouso – a esse instante de renovação em que 

“não somos” – alguma coisa, no infinito, continua zelando pela harmonia de 

tudo.


Luiz Carlos Lisboa (O som do silêncio)

Quando quiseram saber do pensador Karl Jaspers por que não viajava, 

ele explicou que podia vir a saber, dentro de casa, tudo o que valia a pena saber. 

O encanto das viagens não está nas mudanças de cenário, ou na fuga à vida de 

todo dia, mas nas descobertas que se sucedem no espírito do viajante. Assim 

são as peregrinações, as que valem a pena. Se a viagem externa – aquela que 

nos  leva  de  um  lugar  a  outro  do  mapa  –  não  se  fizer  acompanhar  de  uma 

viagem interior, o cavaleiro estará vivendo talvez, no seu percurso, a mesma 

experiência da sua montaria.

Luiz Carlos Lisboa (O som do silêncio)

Paisagens Pascais...



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“Este lugar, como é lindo! Esta paz, este vento fresco, os sons de vários 

pássaros...

O céu? Nossa, o céu está maravilhoso, com várias nuvens compondo muitas 

formas!

Se eu fechar os olhos, escuto os cavalos andando na água, o som do vento, 

dos animais se mexendo e lá no fundo, o som da chuva vindo...

O sol está forte, mas o vento também.

Árvores grandes, pequenas, mato baixo, mato alto, tudo aqui é tão verde!

Todos deviam apreciar a beleza deste lugar, a paz interior que Ele dá.

Deveríamos parar para observar, sentir o máximo possível das coisas ao 

redor, nem que seja por cinco minutos.”     

 Iara Piaseck – 10º ano

A Páscoa é uma época para renascer, refletir sobre nossos atos e reascender a 

chama de nossos corações.

É o surgimento de coisas novas, é uma época de paz que se pode comemorar 

alegremente.

É representada por coelhos e ovos de chocolate, mas o que isso significa 

realmente para nós é o nosso coração e nossa paz que estão ligados ao coração do 

mundo.


O renascimento de Cristo nos diz que o mundo pode renascer como um 

mundo melhor, um planeta completamente diferente.

Carolina Bresser – 8 º ano

A Páscoa é um momento de reflexão em que repensamos nossos atos. 

Pensamos: o que farei para ser melhor? Eu estou dando o melhor de mim?

É uma época importante que serve também para nos desculparmos com um 

amigo, um familiar, um conhecido...

Serve  para  revermos  nossos  conceitos,  para  quebrar  barreiras,  ampliar 

nossos horizontes.

Mas serve principalmente para amarmos. E não só nossos amigos, também 

nossos inimigos.

Porque é muito fácil amar a quem nos compreende, aquele com quem temos 

afinidade.

O difícil é amar aqueles que em nossa opinião são “chatos”.

Temos de demonstrar também o carinho, o afeto, o Amor que sentimos.

E tentar nos aproximar dos que não temos contato.

Fazendo tudo isso, cresceremos espiritualmente e alcançaremos a Paz.

Mariana Pona – 8 º ano

O significado da Páscoa é a renovação da alma. É nos sentirmos bons, como 

se tivéssemos uma chance para consertar nossos erros.

Isadora Zanin – 8 º ano



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Sofia, brincando no pátio do Jardim, subiu no trepa-trepa, pendurou-se e 

não conseguiu voltar com as perninhas para a escada. A professora Cida que a tudo 

assistia, aproximou-se e falou-lhe: – Sofia, suas pernas ainda são tão pequenas... só 






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