Jair augusto soares corrêa comprometimento existencial na era moderna e tecnológica: um diálogo com a filosofia de hubert dreyfus londrina



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JAIR AUGUSTO SOARES CORRÊA

COMPROMETIMENTO EXISTENCIAL NA ERA MODERNA E TECNOLÓGICA: UM DIÁLOGO COM A FILOSOFIA DE HUBERT DREYFUS



LONDRINA

2019

JAIR AUGUSTO SOARES CORRÊA
COMPROMETIMENTO EXISTENCIAL NA ERA MODERNA E TECNOLÓGICA: UM DIÁLOGO COM A FILOSOFIA DE HUBERT DREYFUS

Trabalho apresentado como requisito parcial para a Conclusão do Curso de Bacharelado em Ciências Sociais do Centro de Ciências Humanas da Universidade Estadual de Londrina.




COMISSÃO EXAMINADORA

______________________________________

Prof. Giovanni Cirino

Universidade Estadual de Londrina

______________________________________

Prof.ª Maria Carolina de Araújo Antônio

Universidade Estadual de Londrina

______________________________________

Prof. Celso Vianna Bezerra de Menezes

Universidade Estadual de Londrina


Londrina, 17 de Janeiro de 2019.

‘Era uma antiga tradição passada do Egito para a Grécia, que um Deus inimigo do repouso dos homens era o inventor das ciências’.

Jean Jacques Rousseau


SOARES CORRÊA, Jair Augusto. Comprometimento existencial na era moderna e tecnológica: um diálogo com a filosofia de Hubert Dreyfus. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Bacharelado em Ciências Sociais. Centro de Ciências Humanas. Universidade Estadual de Londrina, 2019.

Resumo

Genericamente falando, este ensaio é sobre a possibilidade de uma vida ‘comprometida’ e significativa na era moderna. É claro, uma ‘vida comprometida’ é pouco mais que a conjunção vaga de duas palavras, sem a base interpretativa apropriada. Portanto, o conceito de ‘vida comprometida’ discutido aqui é aquele encontrado na filosofia existencial de Hubert Dreyfus, com a qual eu empreendi um diálogo interdisciplinar. A obra de Dreyfus é, entre outras coisas, uma crítica contínua de vários aspectos da vida moderna. Partindo das reflexões de seu mestre Martin Heidegger, Dreyfus aborda questões tais como o entendimento cartesiano do nosso ‘ser no mundo’, descrições reducionistas/utilitárias da natureza do conhecimento e da moralidade, e o impacto negativo da tecnologia em nossas vidas. De acordo com Dreyfus, esses tópicos aparentemente variados são na verdade elementos sobrepostos da modernidade, e juntos eles representam o lado niilista do projeto de Esclarecimento do ocidente. Ele argumenta que se nós não nos abrirmos para um novo entendimento do Ser, e cuidadosamente reavaliarmos o papel desempenhado pela tecnologia nos dias de hoje, nós estaremos em direção a um futuro descomprometido, tacanho, decadente e letárgico. Minha opinião, sustentada por razões e comparações com outros autores que oferece no decorrer do ensaio, é que Dreyfus vai um pouco longe demais com sua crítica, embora não seja tão pessimista quanto Heidegger quanto às nossas democracias liberais do ocidente e a possibilidade de integrar de forma frutífera a tecnologia na vida das pessoas.



SOARES CORRÊA, Jair Augusto. Existential commitment in the modern and technological era: a dialogue with the philosophy of Hubert Dreyfus.. Monograph for the Bachelor Degree in Social Sciences. Center of Human Sciences. Londrina State University, 2019.
Abstract

Broadly speaking, this essay is about the possibility of a ‘committed’, meaningful life in the modern era. Of course, a ‘committed life’ amounts to little more than a vague conjunction of two words without the proper interpretative basis. Hence, the concept of ‘committed life’ discussed here is the one found in Hubert Dreyfus’s existential philosophy, with which I undertook an interdisciplinary dialogue. Dreyfus’s work is, among other things, a sustained critique of many an aspect of modern life. Taking his cue from his master Martin Heidegger’s reflections, Dreyfus broaches issues such as the Cartesian understanding of our ‘being in the world’, reductionist/utilitarian accounts of the nature of knowledge and morality, and the negative impact of technology in our lives. According to Dreyfus, these apparently disparate topics are in fact overlapping elements of modernity, and together they represent the nihilistic side of the West's Enlightenment project. He argues that if we do not open ourselves to a new understanding of Being, and carefully re-evaluate the role technology plays nowadays, we’re headed to an uncommitted, narrow-minded, decadent, and lethargic future. My opinion, sustained by the reasons and comparisons with other authors that I offer throughout the essay, is that Dreyfus goes a step too far in his criticism, although he is not as pessimistic as Heidegger when it comes to our western liberal democracies and the possibility of fruitfully integrating technology in people’s lives.





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