Jailson educaçÂo de botuporã



Baixar 31.42 Kb.
Página2/3
Encontro22.09.2022
Tamanho31.42 Kb.
#25461
1   2   3
trabalho de historia sofrido (1)
A educação em Botuporã
DESENVOLVIMENTO:
A educação faz uma grande diferença na vida do indivíduo, é de extrema importância que atualmente tenha-se um nível educacional para entrar no mercado de trabalho formal, traz também benefícios na vida pessoal como na melhora do raciocínio, controle emocional, senso crítico e satisfação pessoal e profissional. Para obter a educação somos ensinados desde muito cedo a frequentar institutos de ensino, e com isso vamos avançando de educação infantil, fundamental, ensino médio e superior, mas sabemos que, nem todos tiveram a mesma oportunidade, pois a educação ao longo dos anos muda, antigamente não eram disponibilizados todos os benefícios de hoje em dia.
No município de Botuporã não diferiu, ao longo dos anos podemos perceber que teve uma mudança significativa na educação. A primeira escola do município foi a escola monte belo, sendo que a primeira turma do magistério se formou na mesma, naquela época a escola não tinha tantas condições financeiras, fazendo que diversos alunos levassem suas próprias cadeiras para sentar.
Hoje o município se encontra aproximadamente com 42 escolas sendo 1 da rede Estadual, 39 municipais,2 privadas e 40 públicas(Sinópses da educação básica – INEP).
Ao falar de educação voltada a Botuporã precisamos saber versões de pessoas que viveram a época passada, por isso foram feitas algumas entrevistas com a população do município, ex alunos e professores com o objetivo de esclarecer “a melhoria na educação que foi obtida ao longo do tempo”.
Foram entrevistadas para tirar essa conclusão em torno de 10 pessoas com faixas etárias diferentes, usando um questionário de 8 perguntas relacionadas às condições educacionais. Os primeiros relatos vieram da faixa de 50 anos ou mais. Foi entrevistada dona Francisca de 79 anos e...
“[...] Na minha época as muié não podiam estudar, era proibido, apenas os homens podiam lê e escrevê. Minha mãe não estudou, eu não estudei, minhas irmã não estudarão, nóis tinha que ficar em casa limpando, cozinhando então eu não pude ir pra escola, fui aprender a lê depois de véia. Mas depois teve que liberar, era lei, os homens ficaram com medo.”

A segunda parte da entrevista aconteceu com adultos (30 a 49 anos), nessa parte foi entrevistada Nalva de 41 anos graduada em história, concluído no ano de 2006.


“[...]Quando eu estudava na zona rural primeiramente era em casas, as casas das professoras, depois que foi estudar na escola do jataí que era uma escola pequena com muitos alunos, aí só então voltou para queimadinha uma escola grande, com mais estrutura que fiz até a 4° série, depois disso vim para o Luíz Eduardo que é um colégio muito bom mas não tinha a estrutura que tem hoje, não tinha merenda não tinha...a merenda era só para as pessoas da zona rural, não tinha livros, como eu falei antes né? Era tudo com apostila, o professor colocava a apostila na papelaria e a gente xerocava e pagava.”


O segundo entrevistado passou as informações de forma objetiva e escrita, seu nome é Nelson de 49 anos. Ele relatou que passou por 7 anos de estudos tendo apenas o ensino fundamental 1 completo, na época as escolas tinham poucos recursos sendo de baixo nível, tinha uma certa dificuldade com relação ao transporte, ele particularmente caminhava até a escola ou usava os cavalos. Desistiu de frequentar justamente por causa dos meios de transporte e condições financeiras necessitando dar prioridade ao trabalho.


Entrando na terceira parte da entrevista com os chamados “jovens adultos” encaixando-se a faixa etária de 20 a 29 anos de idade, a primeira entrevistada é Verônica de 21 anos e Roselaine de 24 anos, as duas tiveram o ensino médio concluído. Relatam que não teve muita mudança da época que estudavam para atualmente, era disponibilizado o transporte assim como uma grande variedade de matérias, estudavam de segunda a sexta e as vezes aos sábados. Para concluir opinaram positivamente sobre as escolas de hoje dando destaque as melhores estruturas, melhoria nos transportes e variedade das matérias, Verônica diz que antes tinha uma matéria que não tem hoje:


“[...] Não mudou muita coisa em relação como está agora, na minha época quando eu entrei no Luís Eduardo por exemplo, tinha as oficinas, tinha as disciplinas que tem hoje, acho que só não tem agora climatologia que era uma disciplina que tinha quando eu comecei a estudar”


Também foram entrevistados dois adolescentes, Érico com 17 anos cursando agora o 3° ano do ensino médio na Escola Estadual Campo de Botuporã e Beatriz de 15 anos cursando o 9° ano da escola Miguel Loureço Reis. Não muito diferente dos jovens adultos eles relatam melhorias na estrutura escolar e nos professores. Para ir a escola usavam o ônibus ou caminhada. Érico diz que no 5° ano utilizava o carro por ser um morador da região do tigre, a caminhada era longa. Surgiu uma crítica em relação a Escola Loureço, Beatriz relata que está tendo falta de água nos banheiros, os pisos das paredes se soltando e queda de energia, diz que a escola deixa a desejar nesse aspecto.


Em 2019 foi feita uma pesquisa com relação ao IDHM de Botuporã, nela há uma entrevista com Daylson Neves que trabalha em gestão pública, formado em ciência política, ele coloca seu ponto de vista sobre a educação do nosso município:


"Bom Ester, você citou um ponto importante desses índices medidos, um dos mais baixos é a educação, eu acredito Ester que da mesma forma daqueles municípios que investem pesado na educação, terão no futuro cidadãos muito mais preparados para competir no mercado de trabalho e ocupar um lugar de destaque na sociedade, gerando renda no município, essa questão do baixo índice em educação em meu ponto de vista, eu acho que a falta de oferecer as escola ai, de incentivar e oferecer também indicadores de avaliação acaba ocorrendo que esse Índice seja baixo na educação. Já existe mais eu acho que deve ser ampliado os indicadores de avaliação em todas as series para que possa medir o grau de aprendizado dos alunos e ver o que precisa ser feito no decorrer de cada ano, a disposição dos alunos também deve existir e a escola deve planejar com seu corpo docente a questão de incentivar e deixar o aluno disposto a estudar, e é claro um dos pontos fundamentais, eu acredito que é a capacitação dos professores, capacitação dos profissionais que atua na área da educação do nosso município a partir da capacitação desses profissionais consequentemente vai oferecer educação de qualidade para nossos alunos e vão estar formando cidadãos preparados para assumir o mercado de trabalho e é claro, investimento em infraestrutura, investimento em educação de qualidade é fundamental para que possa melhorar cada vez mais a educação do município de Botuporã e melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de nossa cidade."


Teve um segundo entrevistado que opinou sobre a educação, mas não permitiu que se expôs o nome abertamente no projeto:

"A Educação de Botuporã teve um avanço muito bom de 2008 para cá. Porem falta estrutura do município para uma educação de qualidade na rede Municipal. Nos últimos anos a educação teve uma grande queda tanto na aprendizagem, com na formação continuada de professores, transporte escolar, e até mesmo em relação sala de aula.


Bem, em questão as áreas da educação vêm a cada dia modificando e com novas exigências, onde a família, município e o estado caminham juntos. E isso vem dando resultados nos ensinos que aqui estão sendo aplicados. Com novas visões, onde o aluno busca mais informações do seu cotidiano e também do mundo."

Baixar 31.42 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
1   2   3




©historiapt.info 2022
enviar mensagem

    Página principal