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5  CONCLUSÃO 

 

Ao longo desse trabalho verificou-se que o soft power pode ser exercido de maneira 



positiva,  melhorando  a  imagem  do  país  e  contribuindo  para  promoção  internacional.  No 

entanto,  ele  também  pode   ser  usado,  mesmo  sem  intenção,  contra  o  soft  power  nacional, 

como  foi  o  caso  da  Copa  do  Mundo  de  2014  no  Brasil,  que  mesmo  sendo  um  espetáculo, 

acabou repercutindo internacionalmente de uma maneira que os governantes não desejavam.

 

Nos  exemplos  discorridos  no  marco teórico  foi  possível  observar  a  diferença  entre 



soft 

hard power e como os países, através do esporte e cultura, podem exercer soft power e 

se  projetar  internacionalmente  através  da  propaganda  e  do  nation-branding.  O  capítulo 

também  mostrou  como  o  Brasil,  especificamente,  se  utiliza  de  agências  de  promoção  para 

expor a imagem desejável, e a utilização do esporte como instrumento de soft power no caso 

da  Haiti  no  Jogo  da  Paz,  demonstrando  como  o  esporte  pode  desempenhar  um  papel 

importante na diplomacia e transcender barreiras culturais.

 

No segundo capítulo foi possível observar o esporte como agente de transformação, e 



a contribuição do futebol para a  formação de uma  identidade  brasileira,  formada através de 

inúmeros fatores, mas sendo o futebol um fato de grande parcela que contribuiu para que o 

povo  brasileiro  se  unisse  em  pró  de  algo  e  se  sentisse  parte  de  uma  nação,  principalmente 

através da seleção e dos jogos. Também foi possível notar que muitos governos e governantes 

se  utilizaram  do  futebol  para  benefício  próprio,  como  angariar  votos,  e  que  políticas  foram 

pautadas  pensando  em  como  o  futebol  uniria  a  população  e  poderia  ajudar  a  demonstrar 

desenvolvimento do país, como o caso da Copa de 1950 que foi utilizada tanto para políticos 

locais,  quanto  para  mostrar  ao  mundo  que  o  Brasil  estava  em  um  processo  de 

desenvolvimento e tinha capacidade para realizar um grande espetáculo em tempo. 

 

No último capítulo, a Copa de 2014 e a repercussão internacional, foi notável que o 



Brasil tentou utilizar o futebol e a realização de uma Copa do Mundo para demonstrar poder e 

desenvolvimento,  mas  não  foi  muito  aceito,  no  decorrer  do  tempo,  pela  população,  pois 

eventos  de  que  demandam  grandes  investimento,  quando  o  país  está  entre  os  de  maiores 

desigualdades sociais no mundo, não recebem aceitação completa, reafirmando o argumento 

que o soft power, mesmo sem querer, pode agir contra os interesses nacionais e repercutir de 



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maneira  negativa,  como  o  que  ocorreu  com  o  Brasil  através  das  notícias  veiculadas 



internacionalmente, destacando um país perigoso, corrupto, com educação e saúde precárias.

 

Por fim, o futebol é uma ferramenta de soft power que ajuda a promover o país no 



cenário  internacional,  além  de  consolidar  identidades,  no  entanto,  ainda  considerado,  por 

vezes,  irrelevante  pela  comunidade  acadêmica,  sendo  tratado  como  secundário.  Todavia,  o 

prestígio  que  o  esporte  desempenha  nas  relações  internacionais  e  a  comprovação  de  que  a 

Copa  do  Mundo  de  Futebol  e  os  Jogos  Olímpicos  são  os  eventos  mais  assistidos  pela 

televisão, demonstram o grande alcance que possuem e o espaço que devem ter dentro de uma 

política  de  promoção  nacional.  Cabe  aos  países  tratarem  essa  ferramenta  como  primária  na 

execução direta e indireta de soft power e considerarem que o esporte/futebol rompe barreiras 

e é cada vez mais fundamental na diplomacia internacional.

 

 

 



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