Intercultural



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556437-educacao-intercultural-e-praticas-decoloniais-na-educacao-ba
Editoração e revisão: 
Prof. Dr. Raimundo Nonato de Pádua Câncio 


Apresentação 
A obra Educação Intercultural e Práticas Decoloniais na Educação 
Básica, composta por trinte e sete trabalhos, distribuídos em cinco eixo-
temáticos: Educação e práticas interculturaisEducação, interculturalidade 
e relações étnico-raciais; Práticas decoloniais na educação básica, 
movimentos sociais e de resistênciaEducação Intercultural e formação de 
professores; e Educação, diversidade, inclusão, movimentos sociais 
urbanos e do campo, é fruto de um esforço conjunto de docentes, 
discentes, técnicos e pessoal de apoio, vinculados à Linha de Pesquisa 
“Pluriculturalidade, 
Interculturalidade 

Práticas 
Educativas 
Interdisciplinares”, do Programa de Pós-Graduação em Formação 
Docente em Práticas Educativas (PPGFOPRED) da Universidade Federal 
do Maranhão (UFMA), Campus de Imperatriz-MA. Trata-se de uma 
produção decorrente do primeiro evento realizado por esta Linha e pelo 
Grupo de Pesquisa “Diálogos Interculturais e Práticas Educativas” (DIPE) 
de nosso programa de pós-graduação.
O I Colóquio
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foi um evento marcante, pois, além do objetivo de 
promover o debate sobre condições e efeitos de práticas educativas no 
1
O I Colóquio da Linha de pesquisa “Pluriculturalidade, interculturalidade e práticas 
educativas interdisciplinares”, com o tema “Educação intercultural e práticas 
decoloniais na educação básica”, foi realizado no segundo semestre do ano de 2021, 
nos dias 27, 28 e 29 de outubro, de forma virtual, com mesas temáticas, apresentações 
artístico-culturais e seleção de trabalhos para publicação nesta obra e em um Caderno 
de Resumos. Contou também com a participação de pesquisadores nacionais com 
vasta produção acadêmica e experiência nas temáticas abordadas, dentre os quais 
destacamos: Profa. Dra. Susana Beatriz Sacavino - PUC-RJ; Profa. Dra. Kelly Russo - 
UERJ; Prof. Dr. João Colares da Mota Neto - UEPA; Prof. Dr. Paulo de Tássio Borges da 
Silva - UFSB; Profa. Dra. Eugenia Portela de Siqueira Marques - UFMS/UFGD; Prof. Dr. 
Francisco Antonio Nunes Neto – UFSB; Profa. Dra. Solange Aparecida do Nascimento – 
UFT; os quais, com muita boa vontade, se dispuseram a compartilhar conosco suas 
experiências e a debater, dentro de seus campos de investigação, as condições e efeitos 
de práticas educativas no campo da educação, na inter-relação com a interculturalidade 
e o pensamento decolonial, orientações teóricas muito discutidas na Linha de Pesquisa 
“Pluriculturalidade, Interculturalidade e Práticas Educativas Interdisciplinares”, no 


campo da educação, na inter-relação com a Interculturalidade e o 
Pensamento decolonial, e discutir práticas de resistência capazes de 
contribuir para a melhoria e mudanças na realidade da educação básica, 
conseguiu mobilizar e envolver nos debates, nos três dias do evento
alunos de graduação e pós-graduação; docentes e pesquisadores em 
Ciências Humanas e afins; e profissionais da educação básica 
comprometidos com os problemas sociais e educacionais que perpassam 
a Educação em nosso país. Portanto, esta obra evidencia um breve 
resultado de toda essa mobilização, que teve repercussão regional e 
nacional, uma vez que grande parte dos participantes estão vinculados a 
instituições federais, estaduais e municipais, públicas e privadas, de 
vários estados deste país. Fica evidente, com isso, o impacto de nosso 
programa ao mobilizar, num cenário educacional tão adverso, temas 
urgentes e que nos convidam a explicitar e debater fissuras na educação 
brasileira que precisam ser compreendidas e enfrentadas, o que se dá 
por meio da produção de um conhecimento acadêmico engajado em 
favor dos oprimidos, tendo em vista a superação de desigualdades. 
Os trinta e seis trabalhos reunidos nesta obra de alguma forma são 
atravessados pelo debate da Interculturalidade e pela necessidade de 
Práticas Decoloniais na educação, em todos os níveis e modalidades de 
ensino. Sobre esses temas, falas
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tão importantes de nossas convidadas 
e convidados nos ajudam a refletir sobre questões urgentes. Ao fazer 
referência à 
Catherine Wash, l
inguista 
norte-americana radicada no 
Equador, a Prof.ª Dr.ª Susana Sacavivo/PUC-RJ destacou que 

interculturalidade crítica é uma construção de ideias que contribui com 
as comunidades que têm sofrido uma história de submissão e 
subalternização. Para ela, é uma proposta de um projeto político que 
também pode implicar uma aliança com pessoas ou grupos que buscam 
alternativas à globalização neoliberal e a racionalidade ocidental, e que 
lutam tanto para transformação social quanto para criar condições do 
poder, do saber e do ser muito diferentes. Sacavivo observa que, se 
pensada dessa forma, a interculturalidade crítica não é um processo ou 
um projeto étnico, nem um projeto da diferença em si mesma, mas um 
projeto de existência e de vida. É por isso, segundo ela, que a 
Programa de Pós-Graduação em Formação Docente em Práticas Educativas - UFMA
tanto que se tornaram tema de nosso I Colóquio. 
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As falas aqui trazidas podem ser conferidas no Youtube, na página PPGFOPRED-
UFMA: https://www.youtube.com/channel/UCXiTOBvMEqG7pmHm8aUIzRQ 


interculturalidade crítica é uma prática política alternativa à geopolítica 
hegemônica monocultural, monorracional de conhecimentos, de 
distribuição do poder e de caráter social.
Tais questões podem ser evidenciadas como “pano de fundo” nas 
discussões desenvolvidas nos trabalhos aqui apresentados. Fica claro o 
compromisso social de professoras, professores, pesquisadoras e 
pesquisadores, que passam a reivindicar não somente uma nova política 
educacional que respeite às diferenças, mas sobretudo um novo projeto 
de existência e de vida para todas, todes e todos. A esse respeito, 
também destacamos a fala da Prof.ª Dr.ª Kelly Russo/UERJ, ao falar dos 
desafios que encontramos nessas tentativas permanentes de estabelecer 
pesquisas e práticas interculturais. Ao partir de uma interculturalidade 
crítica e decolonial, observou a importância de visibilizar as lutas contra a 
colonialidade a partir das pessoas, de suas práticas sociais, epistêmicas e 
políticas, dos sujeitos coletivos, que lutam historicamente contra a 
colonialidade em nossa sociedade, para a re-construção de um 
pensamento crítico. Destacou que os conflitos de poder não podem ser 
ocultados, mas sim reconhecidos e confrontados, pois sempre se dão a 
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