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Tabela 7.5: Atributos de capacidade da norma ISO/IEC 15504



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Tabela 7.5: Atributos de capacidade da norma ISO/IEC 15504

Fonte: [Koscianski e Soares 2007, p. 163]


Atributos


Níveis de Capacidade

1

2

3

4

5

1.1

L ou F

F

F

F

F

2.1




L ou F

F

F

F

2.2




L ou F

F

F

F

3.1







L ou F

F

F

3.2







L ou F

F

F

4.1










L ou F

F

4.2










L ou F

F

5.1













L ou F

5.2













L ou F

processo utilizado como exemplo são destacados vários atributos representados por numerações. Cada atributo possui seus subitens e estes recebem capacidades através de níveis. A “escada” formada na tabela é constituída à medida que o projeto é realizado, obtendo sua total finalização quando o último atributo do processo for totalmente executado.



A ISO/IEC 15504 contribui em largos passos na obtenção da Qualidade para um Software. Comparando-se o planejamento de um projeto com definição de metas, requisitos, entre outros aspectos que englobam todo o conjunto de fatores sem o uso de pelo menos parte desta norma, há grande tendência em fracasso com consequências bastantes indesejadas.

7.6 Conclusões

O estudo da melhoria de processos com o uso de normas ISO é comumente relevante a complexidade existente no contexto de abordagem caracterizador das ditas normas. Os padrões fixos delimitam a adequação do uso destes artifícios, que compreendem retornos garantidos quando aplicados corretamente, apesar dos custos e investimentos que se fazem necessários no âmbito da obtenção de um reconhecimento qualitativo indispensável para os projetos de sistemas nas organizações.

Mesmo com tantos empecilhos, principalmente para as organizações de pequeno e médio porte, o uso das normas cresce a cada dia e os resultados obtidos despertam a atenção do mercado para a valorização dos princípios de responsabilidade, ética, compromisso, e principalmente respeito ao cliente, trazendo valores que antes não eram reconhecidos devido a falta de uma administração consciente que desmitificasse o conceito de auto-suficiência e trabalhasse realmente na expectativa de valorizar quem traz consigo um ponto definidor para o progresso ou fracasso dos produtos e serviços por elas geradas.

Este capítulo buscou de forma sucinta e objetiva apresentar os principais conceitos de algumas das principais normas para qualidade de processos de software utilizadas atualmente. Foram abordadas as entidades que regem essas normas, a ISO, o IEC e a ABNT, breves histórias de cada uma delas, as relações que as normas possuem com outros modelos de melhorias de processos, uma abordagem simples e direta de sistemas de gestão para qualidade, além do ciclo de vida para o desenvolvimento de software e alguns modelos de acompanhamento e avaliação de processos para obtenção de qualidade em processos de software.

Sugestões de leitura

Para se obter mais informações sobres as normas abordadas neste capítulo estão descritos alguns livros e documentos essenciais de autores renomados sobre os respectivos assuntos:

  • Norma ISO 9001: 2008: Sistema de Gestão da Qualidade para operações de produção e serviços de Mello & Silva 2009

  • Normas ISO 9001, ISO/IEC 12207 e ISO/IEC 15504: Qualidade de Software: aprenda as metodologias e técnicas mais modernas para o desenvolvimento de software. 2 ed. de Koscianski e Soares 2007

  • Sistemas de Gestão para Qualidade de processos: Gestão da Qualidade 9ª edição Marshall Júnior et al. 2009





  • ISO/IEC 12207: NBR ABNT ISO/IEC 12207 ISO 12207 – Tecnologia da Informação – Processos de ciclo de vida de software. 1998




  • ISO/IEC 15504: ISO/IEC 15504 Information Technology — Process Assessment — Part 2: Performing an Assessment. Versão 2.1

Tópicos de pesquisa

As pesquisas sobre os tópicos abordados neste capítulo são diversificadas pelas instituições mantenedoras dos padrões das normas. Visto que são conteúdos restritos a contratos e fechados para consulta pública, os avanços nas pesquisas se dão apenas de atualizações das correntes normas pela ISO provenientes de eventos, encontros, congressos, dentre outras oportunidades, onde são repassadas experiências de vários órgãos, sejam privados ou não, estipulando quais as principais dificuldades, diretrizes, restrições que precisam ser atualizadas.

No Brasil a pesquisa segue os mesmos rigorosos critérios intuídos pela ABNT. Vários associados formam o comitê da qualidade número vinte e cinco (http://www.abntcb25.com.br/) regendo as normas no formato NBR e auxiliando as empresas de consultorias no processo de certificação e implantação de normas ISO para gestão da qualidade.

Exercícios

  1. Ao longo de todo o capítulo torna-se notável a importância que as normas exercem no contexto dos padrões que devem ser adotados pelas as empresas para que as mesmas se destaquem no mercado que demanda maior qualidade e praticidade e menor tempo e custo. Qual a importância de propor a adoção de normas ISO seja em caráter certificador ou não, nos dias atuais?

  2. A implantação e manutenção de sistemas de gestão para qualidade em organizações com normas ISO, dentre elas a ISO 9001, envolve um macro planejamento desde a alta hierarquia aos colaboradores técnicos conforme apresentados na seção 7.3.1 em questão. Sabe-se que a definição de um sistema único e padronizado envolve todos os processos, suas atividades e tarefas, além da completa dedicação dos profissionais para com seu correto funcionamento. Esboce um pequeno índice de práticas que poderiam ser agregadas aos oito princípios da versão ISO 9000:2000 mencionadas na mesma seção que trariam melhorias significativas durante a implantação de um SGQ.

  3. Baseado nas informações apresentadas neste capítulo, na seção 7.3.6, descreva resumidamente com suas palavras o processo de consultoria e implantação da ISO 9001:2008.

  4. A ISO/IEC 90003 é um guia técnico complementar a ISO 9001 para Fábricas de Software. Explique cada atividade, de ciclo de vida e suporte, citando suas características e principais diretrizes para implantação.

  5. O que você entende por “ciclo de vida de desenvolvimento” segundo a norma ISO/IEC 12207?

  6. O processo de adaptação da norma ISO/IEC 12207 envolve algumas práticas administrativas essenciais que todas as organizações deveriam adotar no seu fluxo de funcionamento independente da implantação da norma. Desenvolva um esboço que associe essas práticas aos processos primários, organizacionais e de apoio.

  7. O projeto SPICE surgiu com o intuito de amenizar as dificuldades de implantação provenientes do CMMI e outros modelos mais complexos da época que eram voltados para grandes organizações e exigiam altos conhecimentos sobre os conceitos de processos e sistemas de gestão.Faça uma pesquisa que descreva os propósitos principais almejados pelos engenheiros da época fazendo um comparativo deste projeto com as principais características que descrevem os níveis de maturação do CMMI.

  8. Explique e diferencie os modelos de referência PRM e PAM.

  9. O que você entende por dimensão de processo? Esta dimensão torna-se semelhante aos conceitos de ciclo de vida da ISO/IEC 12207? Aponte uma relação que poderia ser apresentada baseada nestas duas normas.

  10. A dimensão de capacidade para processos, e os níveis de capacidade relacionados com esta dimensão, exercem total influencia nas alterações de características dos atributos e atividades executadas pelos colaboradores. Quais fatores influenciam diretamente na passagem de nível gradativa que os processos alcançam a medida que são avaliados e melhorados?


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REFERÊNCIAS

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ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Comitê vinte e cinco. Brasil 2009b. Disponível em:< http://www.abntcb25.com.br

> Acesso em: 10 Set. 2009


ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9001 – Sistema de Gestão de Qualidade – Requisitos. 2ª Edição 2008a
ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 12207 – Tecnologia da Informação – Processos de ciclo de vida de software. 1998
ABREU, Maurício et al. Gerenciamento de Processos de Negócios: BPM Business Process Management. 2 ed. São Paulo: Editora Érica, Inc, 2007.
CORTÊS, Mário L. Modelos de Qualidade de Software: Norma ISO 9000-3. Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas UNICAMP. Campinas 2009. Disponível em:< http://www.ic.unicamp.br/~cortes/inf326/ > Acesso em 14 Out. 2009
MARINHO, Euler Horta. Gestão da Qualidade de Software: ISO 9000-3. Departamento de Ciências Exatas e Aplicadas da Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto 2009. Disponível em: Acesso em 15 Out. 2009
CPQD. O que é fábrica de Software? Disponível em:< http://www.cpqd.com.br/1/3236+o-que-e-fabrica-de-software-fabrica-software.html >

Acesso em: 15 Out. 2009


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ISO. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. Information Technology — Process Assessment — Part 2: Performing an Assessment. Versão 2.1 Suíça 2004b.
ISO. INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION, Key markers in ISO's history. Suiça 2009a. Disponível em: < http://www.iso.org/iso/about/the_iso_story.htm > Acesso em: 04 Set. 2009
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FALBO, Ricardo de Almeida. Qualidade de Processo Série ISO 9000: Tópicos Especiais em Qualidade de Software. -Departamento de Informática da Universidade Federal do Espírito Santo. Vitória. 2007
MUSSI, Raimundo Nonato Fialho. FERREIRA, Meireluce da Silva. Organismos Internacionais para a Ciência e Tecnologia: Coordenação de Assuntos Multilaterais - Secretaria Especial de Assuntos Internacionais - Ministério da Ciência e Tecnologia. Brasília. 1988. pp.94.
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SPINOLA, Mauro de Mesquita. ISO 9000 para software. Textos acadêmicos Universidade Federal de Lavras. 2ª edição. 2005
CAMFIELD, Claudio Eduardo Ramos. GODOY, Leoni Pentiado. Análise do cenário das certificações da ISO 9000 no Brasil: um estudo de caso em empresas da construção civil em Santa Maria – RS. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. 2003
FORTES, Marcel Menezes. Requisitos, documentos e registros mínimos para na NBR ISO 9001:2008. Arquivos de Qualidade da Petrobrás. 2ª revisão. 2009

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Usando a Norma NBR ISO/IEC 12207 e Suas Ementas 1 e 2. Lavas: UFLA/FAEPE, 2006.
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1A Embrapa destaca a ISO 14000 como uma série de normas referentes a fatores ambientais.


2Dados oficiais retirados do site da ISO: http://www.iso.org/iso/about.htm

3 Ferreira (2004) classifica um elemento chave como uma parte mínima integrante de um conjunto de conceitos.

4 “Comitê técnico Quality managements and quality assurance (ISO/IEC 176), subcomitê Quality systems (SC 2),conforme a ISO/IEC Guide 21-1:2005” [ABNT 2008,p. v]

5 Não inclui requisitos específicos para sistemas de gestão ambiental, gestão de segurança e saúde ocupacional, gesta financeira ou de risco, mas possibilita o alinhamento e organização dos fatores genéricos dos mesmos [ABNT 2008].

6 O Busineess Process Modeling é um conjunto de alternativas para a construção de modelos de processos executáveis em uma organização [ABREU 2007]

7 Conjunto de fatores, dentre processos, metodologias e pessoas, que se integram no propósito do desenvolvimento de sistemas de informação [CPQD 2009].

8 Rapid Application Development é um modelo de processo interativo incremental de curta duração [PRESSMAN 2006, p. 41].



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