Ilê Oyá Tade, em Teresina-Pi



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CONSIDERAÇÕES FINAIS
A cozinha dos orixás é fortemente marcada pela cozinha africana (como o azeite de dendê, o feijão fradinho), entretanto, ao passo em que a religião instalou-se no Brasil juntamente com os negros e tornou-se uma religião afro-brasileira essa cozinha passou por um processo de aculturação, que é reconhecido como hibridismo cultural, em que alimentos indígenas, como: (mandioca, milho) e portugueses, como: (batata, vinho, azeite de oliva) passaram a incorporá-la, e com o passar dos tempos ingredientes de outras culturas também aderiram às comidas de santo em alguns terreiros de Candomblé.

Esse hibridismo foi identificado no ritual presenciado, em que havia a cultura gastronômica de vários povos, como feijões, tapiocas, doces, isto é, alimentos advindos dos negros, índios e portugueses, base da gastronomia brasileira e que servem para harmonizar a relação de deuses e homens. O hibridismo cultural teve função de permitir a sobrevivência do Candomblé por meio de trocas comensais, em que as variedades permitiram o acréscimo de opções e as substituições na falta de algum ingrediente, como o azeite de oliva no lugar do azeite de coco no terreiro Ilê Oyá Tade.


REFERÊNCIAS

LODY, R. Santo também come. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2012.



BELTRAME, I.L, MORANDO. M. O sagrado na cultura gastronômica do Candomblé. In: Antropologia e saúde. 2008,05/26: 242-48.





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