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Palavras-chave: Afrânio Coutinho. Antonio Candido. Adaptação. Imposição. Iracema


Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos 

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Cadernos do CNLF, vol. XX, nº 08 – História da literatura e crítica literária. 

1.  Introdução 

O  assunto  a  ser  tratado  neste  artigo  já  vem  sendo  estudado  com 

afinco e determinação por diversos especialistas, dentre os quais pode-se 

citar Antonio Candido (2009) e Afrânio Coutinho (1968). Ambos utiliza-

dos aqui a fim de que proporcionem embasamento teórico e segurança às 

informações que serão elencadas. Esses dois críticos literários, apesar de 

terem se dedicado em determinado momento ao estudo do mesmo objeto 

– a literatura brasileira – divergem entre si, no que diz respeito à compo-

sição de uma literatura genuinamente nacional. 

Antonio  Candido  (2009)  afirma,  em  seu  capítulo  “Literatura  de 

dois gumes”, que o que houve com a literatura brasileira foi uma “modi-

ficação” do universo de uma literatura “já existente”, “importada com a 

conquista e submetida ao processo geral de colonização e ajustamento ao 

Novo  Mundo”  (Cf.  CANDIDO,  2009,  p.  165).  Para  ele,  a  literatura  do 

Brasil é, sobretudo, europeia em sua formação e, somente a partir da In-

dependência,  é  que  ela  se  tornou  verdadeiramente  brasílica.  Em  conse-

quência desse fato, em suas manifestações artísticas, o Brasil herdou pra-

ticamente todas as características de uma literatura erudita, com diversas 

exigências referentes à forma e receptiva à uma visão real e fantasiosa da 

vida,  ao  mesmo  tempo.  O  crítico  traz  de  forma  historiográfica  um  apa-

nhado  geral dos períodos literários para justificar o que declara e expõe 

que  o  ambiente  colonial  e  contraditório  em  que  o  Brasil  se  encontrava, 

quando foi conquistado, favoreceu o estilo literário Barroco e os escrito-

res  consideravam  essa  tendência  como  uma  maneira  normal  de  mostrar 

ao mundo os seus pensamentos. Porém, a partir do século XVIII, devido 

à influência do movimento romântico, os poetas começaram a humanizar 

e valorizar a natureza, transmitindo seus pensamentos, através dessa e fa-

zendo com que ela tivesse vida própria. Em 1822, com a Independência, 

os escritores começaram a pensar na literatura como uma forma de afir-

mação nacional e de construção da Pátria. Nesse período, de acordo com 

Antonio Candido (2009), é que se definiu a fisionomia literária brasileira 

e se configurou os valores que influiriam na sociedade posteriormente. 

Por  outro  lado,  Afrânio  Coutinho  (1968)  defende  a  ideia  de  que 

“existe  uma  só  literatura  brasileira  desde  o  início,  com  um  sentimento 

“particularista” ou nacional a demonstrar-se progressivamente, diferenci-

ando-se dia a dia do espírito português” (Cf. COUTINHO, 1968, p. 162). 

Para o professor, “a literatura brasileira emerge da literatura ocidental do 

barroquismo. Foi sob o signo do barroco definido não só como um estilo 

de arte, mas também como um complexo cultural, que nasceu a literatura 





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