Ii c ongresso i nternacional de



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II

 

C

ONGRESSO 

I

NTERNACIONAL DE 

L

INGUÍSTICA E 

F

ILOLOGIA

 

XX



 

C

ONGRESSO 

N

ACIONAL DE 

L

INGUÍSTICA E 

F

ILOLOGIA

 

Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2016  



25 

A REPRESENTAÇÃO DO ÍNDIO 

NA OBRA IRACEMA, DE JOSÉ DE ALENCAR 

Acsa Oliveira Fernandes (UEMG) 

acsaoliveira29@gmail.com 



Lídia Maria Nazaré Alves (UEMG) 

lidianazare@hotmail.com 



Vanessa Fernandes Dias (UEMG) 

vanessafernandes088@gmail.com 



Tailane da Silva Santos (UEMG) 

tailanesantos2011@hotmail.com 



Ivete Monteiro de Azevedo (UEMG) 

imazevedo62@gmail.com 

 

RESUMO 

O  assunto  deste  artigo  está  desenvolvido em  torno  da  temática  "Poéticas  da  mo-

dernidade: um olhar para a diferença", projeto de pesquisa em desenvolvimento neste 

ano de 2016, na UEMG (Carangola), sob a orientação da professora Lídia Maria Na-

zaré Alves e coordenação do professor Alexandre H. C. Bittencourt. Nas pesquisas re-

alizadas entendeu-se por diferença àqueles que tiveram seus direitos à voz e à vez re-

chaçados,  transformando-se,  em  consequência  disso,  num  grupo  marginalizado.  No 

projeto de pesquisa em questão, volta-se o olhar para a representação de grupos mi-

noritários, quaisquer que sejam. Como o índio está inserido neste grupo, mas não só, 

por  ser  muito  pouco  estudado  no  âmbito  das  letras,  elegeu-se  sua  representação  na 

obra de José de Alencar, como objeto de análise, porque, acredita-se que o retorno a 

este romance de fundação, será muito esclarecedor, para que se entenda alguns meca-

nismos de formação, representativa e real, de grupos minoritários, no que se refere ao 

direito à voz e à vez na ficção e na realidade brasileiras. Com a finalidade de analisar 

com maior confiança a obra em questão, adentrou-se com maior interesse nos estudos 

realizados  por  Antonio  Candido  (2009)  e  Afrânio  Coutinho  (1968),  pois  ambos  reali-

zam discursos esclarecedores sobre a relação história e ficção no Brasil. No que tange 

à formação  do  sistema  literário  brasileiro, o  primeiro afirma  que  inicialmente  houve 

um processo de imposição cultural da  matriz colonizadora ibérica e, posteriormente, 

uma adaptação desta para a cultura local. Para o segundo, o referido sistema, foi cons-

tituído mais a partir de um processo de adaptação do que de um processo de imposi-

ção da referida matriz. Objetivou-se, neste artigo, verificar se “Iracema” foi construí-

da a partir de uma  ideologia que prima pela imposição ou a partir de uma ideologia 

que prima pela adaptação da matriz colonizadora ibérica ou, ainda, se houve um diá-



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