Identificação: Nome: Morada: Códigopostal: Nº de Bilhete Identidade: Vimos apresentar junto de V. Exa, no âmbito da discussão publica prévia à aprovação do pedido de informação prévia das quatro operações de loteamento denominadas- hospital de



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Exmo Senhor

Presidente da Camara Municipal de Lisboa



Identificação:

Nome:……………………………………………………………………………………………………………………………

Morada:…………………………………………………………………………………………………………………………

Códigopostal:…………………………………………………………………………………………………………………

Nº de Bilhete Identidade:………………………………………………………………………………………………

Vimos apresentar junto de V. Exa, no âmbito da discussão publica prévia à aprovação do pedido de informação prévia das quatro operações de loteamento denominadas- Hospital de S. José, processo nº 11/URB/2013, Hospital de Santa Marta, processo nº 12/URB/2013, Hospital dos Capuchos, processo nº 13/URB/2013, Hospital Miguel Bombarda, processo nº 14/URB/2013, as seguintes reclamações, observações ou sugestões:




Reclamações/observações/sugestões

(espaço destinado a expor o que considerar importante)




  1. Os projectos de loteamento dos quatro hospitais da Colina de Santana pela sua importância para a cidade e para o país nunca poderiam ter um prazo de apresentação e apreciação públicas de apenas 10 dias úteis, num período de férias de Verão (de 1 a 12 de Julho).


Proposta nº 1:

O período de apreciação pública destes quatro projectos tem de ser alargado, pelo menos, até ao final do ano de 2013.


  1. A Colina de Santana tem outros espaços públicos que vão muito para além destes quatro Hospitais, nomeadamente: Hospitais do Desterro, D. Estefânia, Academia Militar, entre outros.


Proposta nº 2:

Os quatro projectos em apreciação inserem-se, naturalmente, num plano global e integrado para toda a Colina de Santana, plano esse que a Câmara Municipal de Lisboa deverá disponibilizar, quanto antes, para se poder conhecer a integração dos quatro projectos de loteamento destes hospitais nesse plano geral.


  1. Tendo em atenção que a empresa Estamo - Participações Imobiliárias, SA, pretende dar novos usos às grandes áreas que eventualmente ficarão disponíveis dentro das cercas destes 4 hospitais e que os edifícios classificados pertencem ao domínio público há vários séculos,


Proposta nº3:

Todos os edifícios conventuais e/ou classificados ou a classificar dentro das cercas destes quatro hospitais deverão manter-se na área pública, de modo a permitir a continuação do acesso a todos os cidadãos.


  1. Da apreciação possível que dez dias úteis permitem (e sem possibilidade de copiar, digitalizar ou fotografar os projectos) ficou claro que desapareceu destes projectos qualquer memória da actividade hospitalar na Colina de Santana. Passa-se de uma Colina de Conventos (até 1834) para uma Colina do Conhecimento (a partir de 2013) e fazem-se desaparecer 697 anos de história hospitalar, só nestes quatro hospitais: 238 anos do Hospital de S. José; 170 anos do Hospital de Miguel Bombarda; 102 anos do Hospital de S. Marta e 85 anos do Hospital dos Capuchos.

A história da saúde na Colina de Santana e em Lisboa, desde 1492 a 1953 (data da abertura do Hospital de S. Maria), só faz sentido envolvendo a história de todas as instituições de saúde tendo em conta a sua complementaridade e interdependência nas várias fases do desenvolvimento das ciências médicas. Falamos de hospitais, maternidades, institutos de diagnóstico e de tratamento, de institutos de investigação, de escolas médicas, de enfermagem e de outros técnicos, etc.



Mas o centro de toda esta actividade e história foi e é o Hospital de S. José:
Em 1775, como herdeiro directo de 283 anos do Hospital Real de Todos-os-Santos, recebe os seus serviços e passa a designar-se: Hospital Real e Nacional de S. José;
A partir de 1834, com a extinção das ordens religiosas, o Hospital de S. José vai ocupando os conventos da Colina de Santana (S. Lázaro, Desterro, Arroios, S. Vicente de Paulo, S. Marta) e altera a designação para o Hospital Real de S. José e Anexos;
Com a 1ª República o Hospital de S. José e Anexos (já integrando também o Hospital o 1º hospital português de doenças Infecto- contagiosas, actual Curry Cabral) passa a designar-se Hospitais Civis de Lisboa (HCL).
O Hospital de S. José tem uma porta permanentemente aberta a todos os cidadãos desde 1775. Haverá outra instituição na cidade que assim seja? Nunca se poderá apagar esta memória.
Proposta nº 4

Como em Lisboa e em Portugal só a Colina de Santana apresenta uma concentração de instituições de Saúde representativas da evolução da assistência durante mais de 500 anos, esta memória terá de permanecer nos edifícios hospitalares da Colina de Santana com um núcleo central no edifício principal do Hospital de S. José (antigo Colégio de S. Antão-o-Novo), de acordo com a Declaração pública do ICOM –Portugal de Janeiro de 2011.
O edifício principal do Hospital de S. José tem de ficar como o local central da memória dos hospitais de Lisboa: centros de documentação, arquivos históricos (arquivos gerais e clínicos), Biblioteca do Hospital e com o património científico, dos HCL, nomeadamente com os milhares de objectos que constituem o espólio das colecções já existentes.

Lisboa,……….. de Julho de 2013 Assinatura legível

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