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O operariado brasileiro se organiza



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O operariado brasileiro se organiza
Nas últimas décadas do século XIX, surgiram as primeiras associações 
de ajuda mútua, que reuniam trabalhadores do mesmo ofício e tinham por 
objetivo angariar recursos para amparar os associados e suas famílias em ca-
sos de doença, desemprego ou morte. Elas foram o germe das ligas operárias 
e, mais tarde, dos sindicatos, influenciados por ideias trazidas por imigran-
tes europeus, como o socialismo, o anarquismo e o anarcossindicalismo.
Sob a influência das novas ideias, diversas greves irrompe-
ram nos primeiros anos da República. Em 1906, por exemplo, 
uma greve geral em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, mo-
bilizou aproximadamente 5 mil trabalhadores que reivindica-
vam jornada de oito horas diárias por 21 dias. Outra paralisação 
bastante significativa ocorreu em 1907, quando trabalhadores 
de várias categorias suspenderam o trabalho por alguns dias 
e praticamente pararam a cidade de São Paulo, reivindicando 
direitos como férias, aposentadoria e assistência médica, hoje 
considerados básicos e garantidos por lei.
Um dos períodos de maior concentração de movimentos 
grevistas ocorreu entre 1917 e 1920. Esses quatro anos foram 
marcados por intensa agitação nos meios operários e por 
greves generalizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, 
Porto Alegre, Recife e Salvador.
O governo respondia com a repressão, de diversas manei-
ras. Como muitas lideranças operárias eram de origem euro-
peia, em 1907 foi aprovada a
 Lei Adolpho Gordoque autoriza-
va a expulsão de estrangeiros sob o pretexto de serem “perigo-
sos para a ordem social”. Com base nessa lei, diversos líderes 
anarquistas e socialistas foram obrigados a sair do país.
Em 1922, sob a influência dos acontecimentos da Revolução Russa de 1917, mi-
litantes anarquistas dissidentes fundaram o Partido Comunista do Brasil (PCB).
A partir desse momento, os comunistas entraram na disputa pela liderança do 
movimento operário nos principais estados brasileiros. Assim como os anar-
quistas, eles defendiam o fim da sociedade burguesa, mas acreditavam que isso 
não poderia ser feito de uma hora para outra. Para eles, era preciso que o pro-
letariado tomasse o poder por meio de uma revolução e substituísse o governo 
capitalista por um governo operário, dirigido pelo Partido Comunista.
Primeira página do número 48 do 
jornal anarquista 
Guerra Sociale
publicado em São Paulo, em maio 
de 1917. Jornais operários 
divulgavam os princípios de 
anarquistas, socialistas e 
anarcossindicalistas e 
estimulavam os trabalhadores a 
lutar por melhores condições de 
trabalho e de vida.
Vagão com destino ao bairro da 
Penha, Zona Leste da capital 
de São Paulo, transporta 
operários grevistas no início
do século XX.
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