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MANUAL DO PROFESSOR 357
evitando a atual concentração de poder nas 
mãos de poucas grandes corporações. Final-
mente, é preciso refletir sobre a importância 
do humor na crítica jornalística, cuja liberdade 
de ironizar, divertir, debochar e denunciar as 
estruturas de poder deve ser ampla. Sem essa 
liberdade, a imprensa se torna uma espécie de 
porta-voz das elites e perde sua função crítica 
e investigativa.
2. a) As imagens evidenciam que a sociedade civil se 
organizou de diferentes formas, em contextos 
variados, para questionar as medidas adotadas 
pelo governo civil-militar, tanto com relação 
à repressão e censura quanto com relação às 
medidas econômicas adotadas pelo governo.
b) A primeira imagem é do início de 1968. Nesse 
período, a linha dura tinha acabado de chegar 
ao poder, com a posse do general Costa e Silva 
como chefe do governo. Assim, o regime vinha 
tomando medidas para ampliar a repressão e 
combater os movimentos que questionavam 
suas ações. Ao longo de 1968, diversos acon-
tecimentos vão refletir essa nova postura do 
governo, como a prisão de estudantes no Con-
gresso da UNE, a violenta repressão de greves 
em Contagem, Minas Gerais, e Osasco, em São 
Paulo, entre outros eventos. Já a segunda ima-
gem, produzida no final da década de 1970, mar-
ca o período de abertura “lenta e gradual” do 
regime, com medidas para diminuir o controle 
político exercido pelo governo e a repressão de 
manifestações populares e jornalísticas.
c) As greves operárias de 1978 e 1979, na região 
do ABC paulista, foram as primeiras grandes 
paralisações ocorridas no Brasil desde 1968. 
À frente do movimento encontrava-se o pre-
sidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São 
Bernardo, Luiz Inácio Lula da Silva. Os protes-
tos eram não apenas por aumentos salariais, 
mas também contra a ditadura militar e pelo 
retorno da democracia no país. A onda grevista 
alastrou-se para outras cidades, como Osasco e 
Guarulhos, e posteriormente atingiu outros es-
tados, por meio de paralisações parciais ou por 
categorias e em diferentes momentos. Além dos 
metalúrgicos, profissionais de outras categorias 
também cruzaram os braços, como professores, 
funcionários públicos, bancários, jornalistas, 
médicos, trabalhadores da construção civil etc. 
Até 1980, cerca de 2 milhões de pessoas haviam 
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