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partir de 1974, com a crise mundial de petróleo, que 
afetou a economia brasileira, provocando o aumento 
da dívida externa e da inflação no país.
5. A Lei da Anistia, aprovada em 1979, permitiu o 
retorno dos exilados políticos ao Brasil, mas ao 
mesmo tempo perdoou os agentes repressores do 
Estado. Apesar disso, a lei representou um grande 
avanço no processo de abertura política do país. 
Já a campanha das Diretas Já, ocorrida entre 1983 
e 1984, constituiu um dos maiores movimentos 
cívicos de toda a história do país. A população de 
muitas cidades foi para as ruas para pressionar 
o Congresso Nacional a aprovar a emenda cons-
titucional apresentada pelo deputado Dante de 
Oliveira, do PMDB, que restabelecia as eleições 
diretas para a presidência da república. Comícios 
gigantescos foram realizados nas principais cidades 
do país, mobilizando os mais amplos setores da so-
ciedade. Apesar dessa imensa mobilização popular, 
o Congresso rejeitou a proposta e, assim, as eleições 
de 1985, que conduziriam o civil Tancredo Neves à 
presidência, foram mais uma vez indiretas.
InterPretAndo doCUmentoS: ImAGenS
(p. 198)
1. a) Na primeira charge, a crítica se refere à ditadura 
militar, que justificava a sua longa permanência 
no poder, como um “momento delicado”, mas 
transitório. A diferença de tamanho entre a 
ampulheta, que marca o tempo, e o observador 
amplia ainda mais o efeito cômico da charge. 
A segunda charge, por sua vez, refere-se à su-
pressão das eleições presidenciais, ao controle 
da vida política e à prática de cassação dos de-
putados. Na última charge, o autor critica dois 
aspectos relacionados ao contexto político e 
econômico dos anos 1970. De um lado, ironiza 
as difíceis condições de vida da população, ao 
indicar que “cada brasileiro” que consegue acor-
dar vivo no dia seguinte pode ser considerado 
um vitorioso. Trata-se de uma crítica à crise 
econômica que iniciou em meados da década 
de 1970 com o crescimento da dívida externa e 
o aumento da inflação. Por outro lado, a sobre-
vivência desses brasileiros é vista apenas como 
uma contribuição para o “crescimento de nos-
so mercado” e o interesse das “multinacionais 
em aqui investir”. Portanto, a charge critica a 
internacionalização da economia, sugerindo 
que as empresas estrangeiras são as únicas a 
se beneficiarem do país.
b) No texto, o autor trata da impossibilidade do di-
álogo e ironiza o fato de que, diante da oposição, 
o regime militar utiliza a mordaça, isto é, silen-
cia os opositores e faz um monólogo, ou seja, 
o discurso de um único “ator”. Num provérbio 
tradicional, a frase seria mais ou menos a seguin-
te: “É da discussão que nasce o entendimento” 
ou “É da discussão que nasce o consenso”. No 
entanto, com humor, o texto aborda a censura 
à imprensa, aos meios de comunicação e aos 
artistas. Notícias, livros, filmes, músicas, peças 
de teatro só chegavam ao público depois de 
passar pelo crivo dos censores. Jornais, como 
o próprio 
O Pasquim, tinham seus exemplares 
apreendidos e seus diretores eram presos quan-
do desobedeciam aos censores.
c) A resposta é pessoal, mas pode-se levar em 
conta três elementos importantes para uma dis-
cussão prévia com a classe. Em primeiro lugar, a 
liberdade de imprensa é um conceito fundamen-
tal dos países democráticos e uma conquista do 
chamado Estado de direito, isto é, dos regimes 
que tenham garantido um nível seguro de de-
mocracia e justiça social, por intermédio de um 
sistema jurídico estável e legítimo. Isso significa 
que nenhum regime tem o direito de cercear o 
trabalho de profissionais ligados à divulgação 
de informações ou de impedir a publicação de 
críticas ao governo. Mas é preciso também levar 
em conta que o poder dos meios de comunica-
ção provocou a desestabilização de governos 
democraticamente eleitos, como foi o caso do 
Brasil, durante o governo de João Goulart, e do 
Chile, durante o governo de Salvador Allende, 
por exemplo. Portanto, muitos defendem que 
uma verdadeira liberdade de imprensa deve ser 
acompanhada por um sistema democrático de 
acesso e controle dos meios de comunicação, 
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