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parte do empresariado brasileiro. Os discursos a favor e 
contra a deposição de Jango podem ser analisados em 
sala de aula a partir das capas e de editoriais dos jornais 
da época, indicando quais setores sociais reivindicavam 
as reformas de base e quais eram contra o que na época 
se chamava de ameaça de “cubanização do Brasil” ou do 
“perigo comunista”.
Finalmente, o período que vai de 1964 a 1985 é 
marcado pelo governo de cinco presidentes militares 
indicados pelas forças armadas. Período ainda contro-
verso na memória recente da sociedade brasileira. Vale 
começar o tema com uma necessária reflexão sobre o 
que o historiador Eric Hobsbawm chamou de “a terra 
de ninguém entre a história e a memória”, uma vez que 
boa parte da geração nascida nos anos que precederam 
o golpe representa ainda hoje significativa parcela 
da população brasileira em plena atividade nos mais 
diversos setores sociais. Significa dizer que a fronteira 
entre a história vivida (os acontecimentos) e a história 
como interpretação do historiador é sempre muito 
frágil, porque, nesse caso da ditadura militar brasileira, 
são acontecimentos absolutamente recentes que ain-
da envolvem memórias enraizadas na experiência de 
vida de cada um. Nesse sentido, abordar as polêmicas 
da ditadura civil-militar passa por uma defesa intran-
sigente dos direitos humanos, reforçando que não há 
justificativa alguma que autorize o uso da força bruta 
e da barbárie da tortura, exercida pelo Estado, contra 
a sociedade civil.
A respeito das resistências contra a ditadura, o cine-
ma é sempre uma alternativa válida para discutir a atu-
ação de diversos grupos que lutaram pelas liberdades 
democráticas. A seção Sugestões de filmes, ao final das 
orientações deste capítulo, elenca alguns filmes fun-
damentais que reconstituem os dramas e as violências 
do período. A essa altura, vale retomar a influência dos 
Estados Unidos na ditadura militar brasileira a partir da 
Operação Brother Sam, analisada recentemente pelo 
historiador Carlos Fico (ver indicação bibliográfica ao 
final dessas orientações). Quanto aos documentos “se-
cretos”, hoje parcialmente desclassificados, é possível 
encontrá-los no site da Comissão nacional da verdade 
(Cnv), também indicado na bibliografia, criada pela Lei 
12528/2011, instituída em 16 de maio de 2012 e encerra-
da em 2014. Como resultado, a Comissão elaborou um 
extenso relatório, que pode ser encontrado no próprio 
site, sobre os órgãos e agentes do Estado responsáveis 
pelos crimes de tortura e assassinato durante a ditadura 
militar, os perfis dos desaparecidos políticos, os méto-
dos e as práticas de tortura, bem como as atividades 
desenvolvidas pela comissão. Sobre o tema, é interes-
sante discutir a seção Passado presente, na página 192, 
que trata dos mortos e desaparecidos políticos durante 
a ditadura militar brasileira. Para aprofundar o tema, 
sugere-se, como Atividade Alternativa, uma oficina de 
pesquisa sobre o relatório final da Comissão Nacional da 
Verdade. O objetivo é organizar a turma em três grupos, 
que deverão ficar responsáveis por estudar um dos três 
volumes do relatório final.
Além de evidenciar os horrores da tortura com 
filmes e fontes primárias, na seção Hora de refletir, na 
página 201, há uma boa oportunidade para questionar 
o significado histórico do golpe de 1964, uma vez que 
ainda somos herdeiros dos problemas criados pela di-
tadura. Vale a pena expor que, a despeito de problemas 
governamentais de qualquer ordem, devemos nos com-
prometer com a defesa das liberdades democráticas e 
do respeito aos direitos humanos. Pode-se sugerir um 
debate ou uma dramatização na qual os alunos possam 
expor ambos os lados da moeda.
Outra forma de estudar a repressão promovida 
pelo Estado brasileiro no período é analisar as músicas 
e os jornais da época que foram censurados. A partir 
do boxe Um país amordaçado, na página 190, é possível 
selecionar algumas canções e publicações indicadas e 
pedir aos alunos que as encontrem na internet. Com 
os documentos em mãos, os alunos podem analisar de 
que forma os artistas e jornalistas “driblaram” a censura 
para ter suas obras divulgadas. Nesse trabalho, é impor-
tante identificar os termos e as metáforas que indicam 
alguma crítica ao regime militar. Para fechar a atividade, 
os alunos podem se colocar no lugar dessas pessoas e 
produzir uma canção, uma reportagem, um poema, 
etc. sobre algum acontecimento da ditadura militar 
brasileira, lembrando-se sempre de utilizar metáforas 
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