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dIáloGoS
(p. 160)
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas 
para os Refugiados (Acnur), órgão ligado à ONU, são 
consideradas refugiadas as pessoas que se encontram 
fora do seu país devido ao “fundado temor de persegui-
ção por motivos de raça, religião, nacionalidade, opi-
nião política ou participação em grupos sociais, e que 
não possa (ou não queira) voltar para casa”. Em outras 
palavras, pessoas que se deslocaram forçosamente 
da sua região de origem para outra (no mesmo país 
ou para fora do país). Ainda conforme o Acnur, outras 
definições foram acrescentadas, ao longo das últi-
mas décadas, ampliando a noção para indivíduos que 
deixaram o país graças a conflitos armados, violência 
generalizada, violação massiva dos direitos humanos 
ou ausência de oportunidades de trabalho. Segundo 
o órgão, até 2014, cerca de 59,5 milhões de pessoas no 
mundo já tinham se deslocado em função de guerras 
e conflitos armados. Entre 2013 e 2014, houve “um 
aumento de 8,3 milhões de pessoas forçadas a fugir. 
Professor, um excelente material de apoio pode ser 
encontrado no livro Êxodos, do fotógrafo Sebastião 
Salgado (São Paulo: Companhia das Letras, 2000), 
que registra em fotografias os principais processos de 
migração forçada no final do século XX.
orGAnIzAndo AS IdeIAS
(p. 164)
1. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, as potências 
europeias não tinham mais condições materiais 
e políticas para defender a continuidade de seus 
territórios coloniais, por isso, diante da pressão dos 
Estados Unidos e da União Soviética, mas também 
da mobilização das populações que viviam nos 
territórios colonizados, teve início o processo de 
independência na África e na Ásia. Esse processo 
assumiu formas diferentes. Em algumas regiões, a 
independência se de por meio da luta armada, como 
é o caso dos movimentos ocorridos na Tunísia, no 
Marrocos Francês e na Argélia. Em outros locais, a 
emancipação foi obtida por meio da negociação 
política entre os territórios coloniais e as metrópo-
les, como na Guiné, em 1958, na Nigéria (1960), em 
Serra Leoa (1961), no Quênia (1963), entre outras.
2. A guerra separatista na Nigéria, em 1967, foi resul-
tado das lutas do povo da etnia ibo contra o regime 
autoritário que se formou no país após um golpe de 
estado. Situações como essa ocorreram em diversos 
países africanos após a emancipação, pois as fron-
teiras entre as colônias tinham sido constituídas 
de modo arbitrário pelos países europeus. Assim, a 
mesma colônia passou a abrigar etnias diferentes e 
tradicionalmente rivais. No processo de emancipa-
ção, as rivalidades étnicas eclodiram provocando, 
em algumas regiões, guerras civis violentas. Além 
disso, a simples independência política não poderia 
resolver de uma só vez os grandes problemas da 
África, muitos deles gerados pelo tráfico de escravos 
e pelo colonialismo, que levaram à desarticulação 
das economias tradicionais e a sua vinculação à 
monocultura voltada para o mercado externo.
5
Ver: Comissão Nacional da Verdade. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2016.
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