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primeira Guerra mundial
As rivalidades explodiram no dia 28 de junho de 1914, quando o arquidu-
que Francisco Ferdinando – herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro 
– e sua esposa foram assassinados por um estudante bósnio simpatizante da 
Sérvia, quando estavam em visita à cidade de Sarajevo, na Bósnia. O atenta-
do foi considerado o estopim da Primeira Guerra Mundial.
Um mês depois, em 28 de julho, o governo do Império Austro-Húngaro 
declarou guerra à Sérvia, acusando o país de conivência com o assassino do 
arquiduque. Os outros países da Europa se alinharam a um ou outro lado e o 
conflito tomou grandes proporções, devido às alianças militares.
Contra os austro-húngaros ficaram os russos – aliados da Sérvia –, fran-
ceses e ingleses – pertencentes à Tríplice Entente –, além dos japoneses, que 
estavam interessados nas posses alemãs do Pacífico. Do outro lado ficaram 
os alemães – parceiros da Áustria na Tríplice Aliança – e os turco otomanos –
opositores dos russos. A Itália, que fazia parte da Tríplice Aliança, inicial-
mente manteve-se neutra, mas alinhou-se à Entente, dando apoio à França, 
Inglaterra e Rússia em 1915.
O Brasil declarou-se neutro logo no início do conflito, mas ao final deci-
diu entrar na guerra.
2
Os efeitos da guerra sobre a população civil
Na Primeira Guerra Mundial as populações civis, 
longe de qualquer campo de combate, foram muito vul-
neráveis à fome e à doença induzidas pela guerra.
Em 1915, os berlinenses foram os primeiros alemães 
a receber cartões de racionamento de pão. A carne, os 
laticínios, a batata, o açúcar, os cereais e o sabão tam-
bém foram racionados. O inverno de 1916-1917 ficou 
conhecido como “inverno dos nabos”, porque depois de 
uma colheita desastrosa de batatas, nabos e beterrabas 
tornaram-se alimentos básicos.
Na Rússia, em 1917, havia filas intermi-
náveis para receber suprimentos mínimos e 
provisões básicas. As filas para pão em Pe-
trogrado funcionavam como centros de in-
formação não oficiais e tornaram-se incuba-
doras da Revolução Russa, iniciada em 1917.
Na Grã-Bretanha, a guerra representou 
mais privação do que fome. No início de 1918, 
a intensificação da guerra com submarinos 
afetou seriamente a importação de alimen-
tos e foi introduzido o racionamento por pes-
soa, principalmente de açúcar, chá, margari-
na, 
bacon, queijo, manteiga e carne.
A guerra foi também um estímulo para a 
abertura de novas oportunidades de empre-
go. Em 1918, mais de um milhão de mulheres 
francesas trabalhavam em setores como de-
fesa nacional, armamento e aeronáutica. No 
Império Austro-Húngaro, em 1916, 42,5% dos trabalha-
dores na indústria pesada eram mulheres – a título de 
comparação, eram 17,5% em 1913. O mesmo aconteceu 
na Alemanha, onde, em 1918, as mulheres compunham 
35% da força de trabalho industrial.
As mulheres passaram ainda a exercer atividades 
antes restritas aos homens, como dirigir ônibus e am-
bulâncias, e também foram para as frentes de batalha.
Texto elaborado com base em: WILLMOTT, H. P. Primeira Guerra 
Mundial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008. p. 124-130.
A indústria de guerra ganha impulso com os grandes conflitos mundiais. 
Trabalhadores durante expediente em uma indústria de bombas em 
Nottinghamshire, Inglaterra, 1917. 
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Professor(a), veja no 
Procedimento Pedagógico deste 
capítulo uma sugestão de 

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