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socialista, os dois grupos de países que estavam sob a 
liderança ou influência dos Estados Unidos ou da União 
Soviética. No entanto, é importante reforçar que esses 
países não eram totalmente subservientes aos desígnios 
dos estadunidenses ou soviéticos e que se aliavam a esta 
ou aquela superpotência de acordo com seus próprios 
interesses estratégicos, suas perspectivas de desenvol
-
vimento e a manutenção do status estabelecido.
Para discutir os temas abordados no item 2, como 
a polarização ideológica e a criação de discursos e 
propagandas que justificavam a conduta de um dos 
lados e desacreditavam o outro, é possível destacar as 
características da doutrina truman e do macarthismo. 
Por meio deles, os Estados Unidos tinham o objetivo 
de conter o avanço da influência soviética tanto no 
campo externo quanto no interno. Além de meios po-
líticos, os estadunidenses também fizeram largo uso 
do cinema para mostrar que aqueles que viviam sob o 
capitalismo eram prósperos, livres e felizes, enquanto 
o mundo socialista era totalitário e infeliz. A União 
Soviética também se valeu de estratégias semelhantes 
para impedir a infiltração das ideias capitalistas em seu 
território e áreas de influência.
A divisão da Alemanha se torna um excelente exem-
plo para trabalhar a ideia de bipolaridade e blocos po-
líticos opostos. A partir dos mapas da página 134, que 
mostram a divisão da Alemanha e de Berlim, pode-se 
apontar aos alunos que ela é oriunda das estratégias 
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MANUAL DO PROFESSOR 341
geopolíticas do final da Segunda Guerra Mundial, mas 
que a sua divisão em dois países distintos, um capita-
lista aliado aos Estados Unidos e o outro socialista 
sob a influência soviética, é fruto do novo contexto 
gerado pela Guerra Fria e pelos interesses de ambas as 
superpotências em expandir suas áreas de influência 
ou deter o avanço do outro. Enfatize a situação insólita 
da cidade de Berlim, onde metade da cidade ficou sob 
a soberania da Alemanha ocidental (República Federal 
Alemã – RFA) e a outra parte coube à Alemanha orien-
tal (República Democrática Alemã – RDA) culminando 
com a construção do muro que dividiu a cidade em duas 
“metades”: uma capitalista e outra socialista. Se pos-
sível, comente que os dois países tinham seleções de 
futebol ou delegações olímpicas distintas. Para apro-
fundar o tema e fazer uma relação com a atualidade, 
é interessante trabalhar a seção Passado presente, na 
página 135, que apresenta exemplos atuais de muros 
que dividem sociedades com interesses diferentes. Por 
meio dessa seção, pode-se promover uma discussão 
sobre como os muros impedem o direito de ir e vir das 
pessoas, bem como promovem a intolerância e o des-
respeito em vez do diálogo e de uma atitude de paz.
Outro aspecto muito simbólico da Guerra Fria foi a 
ação da espionagem, principalmente o embate entre a 
CIA e a KGB. Esses serviços de espionagem foram criados 
para obter informações sigilosas dos países adversários, 
especialmente no que dizia respeito às pesquisas cien-
tífico-tecnológicas, e executar atividades de contrain-
formação, atuando em questões políticas, militares e 
diplomáticas. A espionagem foi muito explorada nos 
filmes americanos e soviéticos. A KGB e os soviéticos, 
por exemplo, foram demonizados pelo cinema ameri-
cano. Uma abordagem interessante e que pode atrair 
a atenção dos alunos seria discutir o que é um espião. 
Quando ele trabalha em seu país, está defendendo suas 
fronteiras de possíveis invasores com o uso de inteligên-
cia e tecnologia. Quando está trabalhando fora, é um 
profissional a serviço de um governo estrangeiro para 
atender uma agenda de interesses que muito prova-
velmente não coincide com a do país visitado. Lembre 
que a espionagem ainda hoje é utilizada pelos governos. 
Um exemplo recente foi o vazamento de documentos 
secretos que mostraram que os Estados Unidos vinham 
espionando cidadãos brasileiros e até mesmo o governo 
do país, ameaçando a soberania do Brasil.
Ainda sobre esse tema, é importante destacar que 
os serviços de espionagem impulsionaram as corridas 
armamentista e espacial na medida em que utilizaram 
amplamente da tecnologia e da inteligência para reali-
zar suas ações. Convém ressaltar que Estados Unidos 
e União Soviética queriam mostrar sua hegemonia 
também no campo científico e tecnológico. Com isso, 
as indústrias bélicas receberam investimentos para 
desenvolver armamentos cada vez mais potentes e 
destruidores, como a bomba de hidrogênio, assim 
como a conquista do espaço, por meio do lançamento 
de satélites e de missões para chegar ao solo lunar.
Ao abordar as tensões envolvendo os Estados Uni-
dos e Cuba, é importante informar os alunos que só 
atualmente os dois países voltaram a estabelecer um 
diálogo a fim de estreitar as relações entre ambos e 
romper o embargo econômico imposto a Cuba após 
esta se declarar um regime socialista alinhado à União 
Soviética. É possível utilizar um mapa para mostrar a 
localização e a proximidade geográfica entre os dois 
países e identificar o problema estratégico que surgiu 
para os Estados Unidos na época: era preciso combater 
o avanço socialista próximo ao seu território e também 
evitar que o “exemplo da Revolução Cubana” se alas-
trasse para o restante da América Latina.

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