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partir do conheci-
mento prévio dos alunos, pedindo que cada um escreva 
em seu caderno, na forma de um pequeno texto ou 
apenas tópicos, o que sabem sobre Getúlio Vargas e 
seus governos. Em seguida, pode-se dividir as ideias 
na lousa em dois grupos: “positivas” e “negativas”. 
Uma alternativa, então, é destacar que todo governo 
político se esforça para construir uma imagem positiva 
de si próprio, como forma de conquistar apoio popular 
para suas medidas.
Com base nessa discussão inicial, é possível apre-
sentar os elementos que permitem contextualizar o 
governo Vargas, destacando que esse período pode ser 
dividido em três períodos principais: o governo provisó-
rio (1930-1934); o período entre as duas Constituições 
(1934-1937); e o Estado Novo (1937-1945). Uma forma 
de trabalhar essa temática é apresentar as principais 
características dos três períodos, ressaltando como o 
período inicial foi um momento de consolidação do novo 
governo, incluindo a adoção das primeiras medidas para 
a construção de uma imagem positiva do regime (com a 
criação, por exemplo, do Ministério da Educação e Saú-
de) e também de criação de uma legislação trabalhista 
para regulamentar as relações entre empregados e 
empregadores no país. Em seguida, pode-se destacar 
as principais características da Constituição de 1934, 
bem como as disputas políticas que se desenrolaram 
no período, como o enfrentamento da Ação Integralista 
Brasileira e da Aliança Nacional Libertadora. Final-
mente, essa discussão pode ser encerrada destacando 
os problemas políticos e tensões sociais que abriram 
caminho para o golpe que deu origem ao Estado Novo.
A partir dessa discussão que contextualiza os 
diferentes momentos do governo Vargas, pode-se 
aprofundar alguns temas. Nesse caso, pode-se, em 
primeiro lugar, propor a realização da atividade da 
seção Interpretando documentos: texto, da página 121, 
que solicita a leitura e a interpretação de documentos 
relacionados com a política educacional do governo 
Vargas. Em seguida, é possível discutir a seção Olho 
vivo, da página 122, que analisa os símbolos mobiliza-
dos pelos integralistas como forma de defender suas 
propostas políticas no período. Além disso, outro tema 
importante que pode ser discutido nesse momento 
é a questão do movimento negro e a luta contra o 
preconceito racial e a discriminação no período. Uma 
forma de trabalhar essa questão é propor a leitura e 
discussão do subtítulo A Frente Negra Brasileira, da 
página 118. Após essa discussão, para explorar a ques-
tão do preconceito racial no período, pode-se propor 
a realização da atividade Interpretando documentos: 
imagem, da página 127.
Em seguida, pode-se abordar a temática da parti-
cipação brasileira na Segunda Guerra Mundial, bem 
como a maneira como esse fato está relacionado com o 
caminho para redemocratização e para o fim do Estado 
Novo. Nesse caso, é importante relacionar a questão do 
envolvimento brasileiro no conflito com negociações 
políticas e econômicas do Brasil com os Estados Unidos. 
Outro fato que pode ser ser destacado é a mobilização 
popular defendendo o envolvimento do Brasil no con-
flito, como forma de ajudar no combate aos avanços do 
eixo na Europa e outras regiões do mundo. Esse tipo de 
mobilização popular começou a ganhar força a partir de 
1942, o que ajuda a entender o processo de distensão 
dos controles políticos e sociais utilizados pelo Estado 
Novo para manter o controle do país. A partir de en-
tão, movimentos populares começam a ganhar força e 
passam a exigir a redemocratização do país. Por conta 
disso, em 1945, o governo Vargas deu início ao processo 
necessário para restaurar a democracia no país.
Finalmente, para retomar o eixo conceitual da 
unidade, a questão dos meios de comunicação de 
massa, e relacioná-lo com a temática do capítulo, 
pode-se propor uma discussão sobre o uso de técnicas 
de propaganda pelo governo Vargas, como as diretrizes 
do departamento de Imprensa e Propaganda (dIP)
Pode-se apontar, no entanto, que o DIP nada mais era 
do que o órgão sucessor de outros dois similares: o 
Departamento Oficial de Propaganda (DOP), de 1931, 
e o Departamento de Propaganda e Difusão Cultural 
(DPDC), de 1934. Desde o seu início, portanto, o gover-
no Vargas preocupou-se em investir na construção de 
sua imagem e, pela primeira vez na história do Brasil, 
o Estado criou órgãos específicos para isso.
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