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MANUAL DO PROFESSOR 319
jornais ajudaram a reforçar os laços de identidade 
étnica entre os afrodescendentes, contribuindo 
para que essas pessoas valorizassem cada vez mais 
sua negritude e estimulando-as a reivindicar cons-
tantemente seus direitos de cidadãos.
orGAnIzAndo AS IdeIAS
(p. 61)
1. A Constituição de 1891 estabeleceu o sistema fede-
rativo e o presidencialismo como forma de governo 
e determinou a divisão do Estado em três poderes 
– Legislativo, Executivo e Judiciário. Os senadores 
deixaram de ser vitalícios e houve a separação 
entre o Estado e a Igreja. A nova Carta estabele-
ceu também o voto universal (não mais censitário) 
masculino. No entanto, somente homens maiores 
de 21 anos de idade e alfabetizados podiam votar 
(analfabetos, mendigos, soldados, religiosos e mu-
lheres não tinham direito ao voto). A duração do 
mandato presidencial foi fixada em quatro anos. A 
escolha dos integrantes do Poder Executivo deveria 
ser feita por meio de eleições diretas.
2. A Política dos Governadores consistia em um acor-
do de reciprocidade entre os governadores e o 
presidente da república. O objetivo era garantir 
a eleição somente dos deputados federais que 
apoiassem o presidente. Em troca, o presidente 
concederia verbas para a realização de obras nos 
estados, não interferiria nas nomeações para car-
gos públicos estaduais e usaria sua influência para 
impedir o avanço de grupos de oposição nessas 
regiões. No âmbito estadual, a base de apoio dessa 
política era a aliança entre os governadores e os 
coronéis do interior, que controlavam, na esfera 
local, os resultados das eleições. Isso possibilitou o 
fortalecimento de práticas clientelistas, ou seja, os 
coronéis controlavam o resultado das eleições pela 
garantia do comprometimento do voto do eleitor e, 
em troca, oferecia a eles favores e benefícios. Essa 
prática, muitas vezes, era coercitiva e violenta. Os 
coronéis se apoiavam nas condições de vida das 
populações, geralmente de extrema pobreza, que 
dependiam dos grandes proprietários de terra.
3. O deslocamento da população mais pobre para a 
periferia das grandes capitais brasileiras foi resulta-
do de um processo para “civilizar” a sociedade bra-
sileira. Esse processo foi desencadeado a partir de 
1902, quando Rodrigues Alves assumiu a presidên-
cia do Brasil e decidiu transformar o Rio de Janeiro 
em uma cidade semelhante às principais capitais 
europeias. Na remodelação do Rio de Janeiro, as 
pequenas casas e cortiços foram derrubados e em 
seu lugar foram construídos novos prédios. As ruas 
ganharam iluminação elétrica e bondes elétricos 
passaram a circular pela cidade. Essa ideia de que 
a “civilização” chegava ao Brasil espalhou-se para 
outras capitais brasileiras, que também promove-
ram melhorias urbanas e realizaram uma série de 
obras que embelezaram as cidades. Porém, assim 
como ocorreu no Rio de Janeiro, a população mais 
pobre também se viu expulsa das regiões centrais
deslocando-se para a periferia.
4. A pobreza dos trabalhadores, decorrente da fal-
ta de terra (concentrada nas mãos dos grandes 
proprietários), é o principal denominador comum 
entre as guerras de Canudos e do Contestado. 
Essa situação fez com que milhares de pessoas 
buscassem amparo junto a líderes messiânicos que 
se diziam porta-vozes do mundo divino na Terra. A 
violência dos coronéis, que exploravam o trabalho 
dos camponeses e não admitiam contestações à 
sua autoridade, também motivava os pobres do 
campo a buscarem auxílio nesses movimentos.
5. Professor, o objetivo dessa atividade é problemati-
zar a ligação entre o coronelismo e o cangaço, ainda 
que os dois fenômenos tenham ocorrido separada-
mente e, muitas vezes, em oposição. De modo geral, 
pode-se dizer que as milícias locais organizadas 
pelos coronéis, através da contratação de jagun-
ços, acabaram saindo de seu controle e passaram 
a atuar de forma independente, nos grupos do 
cangaço. A violência e a ausência do poder jurídico 
do Estado são elementos que possibilitaram ambos 
os fenômenos.

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