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capitalismo monopolista e imperialista



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capitalismo monopolista e imperialista. Um caminho é 
apontar que, desde a descoberta do petróleo nos Esta-
dos Unidos, em 1859, a história das grandes companhias 
se confunde com a história das disputas pelo monopólio 
comercial, pela imposição de padrões de consumo e pela 
disputa por novos territórios/mercados. Não à toa, o his-
toriador inglês Eric Hobsbawm (1917-2012) definiu esse 
período do século XIX como a era do capital: “O mundo 
inteiro tornou-se parte dessa economia. Essa criação de 
um único mundo expandido é talvez a mais importante 
manifestação de nosso período”. Nesse momento, é 
possível abrir uma discussão sobre as consequências 
da opção pelo petróleo como principal combustível 
do planeta. Não apenas os problemas ambientais mais 
evidentes, mas também as relações entre essa opção 
e o boom do automóvel; entre as guerras imperialistas 
e as crises financeiras (conferir a sugestão de filme, ao 
final dessas orientações).
Já com relação ao tema da Belle Époque, uma pos-
sibilidade de trabalho em sala de aula seria discutir a 
importância de diversas inovações tecnológicas que 
afetaram a vida cotidiana a partir de meados do século 
XIX, tais como a invenção do metrô, da bicicleta, do 
avião, entre outros exemplos. Com base nisso, pode-se 
destacar que tais inventos mudaram as relações das 
pessoas com o espaço e o tempo, acelerando as possi-
bilidades de deslocamento e encurtando distâncias. 
Outra consequência do desenvolvimento indus-
trial e da formação de grandes empresas, durante a 
Segunda Revolução Industrial, foi a intensa exploração 
da África, da Ásia, da Oceania e de suas populações. 
Professor, uma sugestão para trabalhar essa questão, 
relacionando-a mais uma vez com o mundo atual, é 
questionar sobre a situação atual dos países que se 
tornaram colônia no século XIX. O texto da seção Pas-
sado presente, na página 17, oferece uma abordagem 
ao mostrar as potencialidades sociais e econômicas 
da África pós-colonial. Porém, em que medida estão 
realmente superadas as heranças da exploração im-
perialista do século XIX? A seção Hora de refletir, na 
página 28, mostra que as mais altas concentrações de 
famintos do mundo estão na África subsaariana e no sul 
da Ásia. Por que esse dado aparece mais em algumas 
áreas do planeta do que em outras? Como Atividade 
Alternativa, é possível propor a discussão dos efeitos 
econômicos e sociais de décadas de exploração colo-
nial com uma análise de dados estatísticos e dos mapas 
A partilha da África (1876-1914), na página 16, e Colônias 
na Ásia e na Oceania (do século XV a 1914), na página 19. 
A partir desses mapas, pode-se visualizar a estreita 
correspondência entre as áreas do globo mais intensa-
mente exploradas pelas potências europeias e as atuais 
áreas com mais famintos. Professor, por meio de uma 
pesquisa na internet, é possível levar aos alunos dados 
estatísticos sempre atualizados sobre o problema da 
fome e os países mais atingidos. Um exemplo é o site 
da Organização das Nações Unidas para a Alimentação 
e a Agricultura (FAO), que monitora a fome no mundo 
(disponível em: , acesso em: 
18 abr. 2016). A utilização de mapas históricos e dados 
estatísticos é um caminho para esclarecer que muitos 
dos graves problemas de desigualdade na atualidade 
são fruto do desdobramento de processos históricos
como o imperialismo do século XIX.
Pode-se também, como forma de aprofundar a te-
mática do avanço imperialista, propor aos alunos que 

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