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participantes dos protestos contrários ao aumento das



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participantes dos protestos contrários ao aumento das 
tarifas do transporte público em todo o país, em 2013, e a 
cobertura realizada pelos meios de comunicação.
 
paRa assistiR 
 
Carne, osso.
Direção: Caio Cavechini e Caio Juliano Barros, 
Brasil, 2011, 65 min. Documentário que mostra a rotina 
estafante e insalubre de trabalho em frigoríficos, um dos 
setores econômicos que mais cresceu no Brasil nas duas 
últimas décadas.
Que horas ela volta?
Direção: Anna Muylaert, Brasil, 2015, 
111 min. Uma empregada doméstica nordestina que vive em 
São Paulo reencontra sua filha após muitos anos. As 
diferenças de aspirações e atitudes vão levar a atritos entre a 
jovem, sua mãe e a patroa desta.
O som ao redor.
Direção: Kleber Mendonça Filho, Brasil, 2012, 
131 min. O cotidiano em um bairro de classe média no Recife e o 
medo disseminado da violência urbana são o mote para uma 
reflexão sobre a desigualdade social e o abuso de poder no Brasil. 
NÃO
ESCREVA
NO
LIVRO
277
Desafios para um Brasil democrático 

CAPÍTULO 13
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21/05/16 20:23


FECHANDO A UNIDADE
FECHANDO A UNIDADE

seguir, você encontrará três documentos que abordam a questão da ética. O primeiro deles é 
um trecho do livro da filósofa brasileira Márcia Tiburi, Como conversar com um fascista, no qual a 
autora associa democracia com ética e discute isso a partir do cotidiano. O segundo documento é 
um quadrinho da série Calvin e Haroldo, criado por Bill Watterson. Já o terceiro é um trecho de um 
artigo do cientista político brasileiro Wanderley Guilherme dos Santos, no qual ele discute a ques-
tão da corrupção no Brasil. Após a leitura do material proposto, responda ao que se pede.
O afeto que anima a democracia é político, no seu sen-
tido mais simples: produz elos, uniões, coletivos, transfor-
mações. Fica fácil entender se pensarmos que a democra-
cia é bonita como é bonita uma festa em que pessoas se 
alegram com o que tem em termos de lugar, bebida e co-
mida, danças e cerimônias. O principal da festa é a alegria. 
Com ela qualquer festa é possível. Mas uma festa precisa 
ser minimamente produzida. Alguém tem que achar o lu-
gar, a música, algo para comer. Penso na beleza das festas 
mais simples em que tudo se move em nome do simples 
fato de que confraternizar, de estar juntos alegremente
é possível. Bom lembrar que a festa não está pronta se, de 
mau humor, não nos propusermos a ela.
A democracia é um regime político e uma prática de 
governo, mas é também um ritual diário – como estar 
em festa no mundo com o que há de mais simples – que 
precisamos praticar em família e no trabalho, na casa, na 
rua, no mundo virtual. Não há democracia sem respeito à 
singularidade e aos direitos fundamentais que o Estado, 
cada instituição, cada cidadão, deve ao outro com quem 
compartilha a vida, pública e privada.
A democracia é, portanto, uma forma política cuja 
característica é a alegria. A democracia é sempre alegre. 
A alegria é a força revolucionária interna à democracia. 
Mas ela precisa ser defendida para poder perdurar, porque 
a democracia é delicada. Porque a democracia é sempre 
criança. A imagem de uma criança que precisa de amor, de 
atenção, de cuidados para poder se tornar um adulto for-
te e preparado para a vida é sua expressão mais simples. 
Quem luta contra essa criança é perverso, ou autoritário.
TIBURI, márcia. 
Como conversar com um fascista.
Rio de Janeiro: Record, 2015, arquivo digital sem paginação.

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