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a persistência da desigualdade



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a persistência da desigualdade
Apesar dos avanços verificados no Brasil 
nos últimos tempos nos mais variados cam-
pos da sociedade, pode-se dizer que o quadro 
de grande desigualdade social persiste.
Segundo o Programa das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento (Pnud), que mede o 
Índice de Desenvolvimento Humano
 (IDH), o 
Brasil tem bons níveis de desenvolvimento 
humano. Entretanto, em 2014, das 188 nações 
investigadas, o país ficou em 75
o
lugar, com o 
índice 0,755 em uma escala crescente de 0 a 1. 
A classificação pode ser considerada baixa, 
principalmente considerando que o PIB bra-
sileiro está entre os dez maiores do mundo.
Nos últimos anos um dos avanços mais significativos do Brasil na área 
social foi na redução da pobreza. Entre 2001 e 2011, os 10% mais pobres do 
país tiveram um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a 
parcela mais rica da população obteve, nesse mesmo período, um cres-
cimento de 16,6%. Mesmo assim, a concentração de renda continua a ser 
uma das mais elevadas do mundo. De acordo com a Pesquisa Nacional por 
Amostra de Domicílios (Pnad), em 2013 o Coeficiente de Gini no Brasil era 
de 0,497 – quanto mais próximo o índice estiver de zero, mais igualitário 
será o país.
A concentração fundiária também é alarmante – uma das maiores do 
mundo. Segundo a série histórica do Censo Agropecuário, a concentração da 
maior parte das terras do Brasil nas mãos de um grupo reduzido de famílias 
de latifundiários praticamente não se alterou.
No que diz respeito à educação, ainda se-
gundo a Pnad (2014), 13,2 milhões de brasi-
leiros com mais de 15 anos são analfabetos 
– 8,3% dessa população. Na Região Nordeste, 
a taxa chega a 16,6%. Estima-se que 17,6% da 
população brasileira acima de 15 anos sai-
ba ler e escrever apenas de maneira muito 
rudimentar – são os chamados analfabetos 
funcionais. Apenas nove países latino-ame-
ricanos têm índices de analfabetismo tão 
elevados. Algumas das nações mais pobres 
do continente, como a Bolívia e o Paraguai, 
têm índices melhores nessa área.
Embora o trabalho infantil tenha diminuído 
nas últimas décadas, de acordo com dados de 
2014 do IBGE, 3,3 milhões de crianças e adoles-
centes de 5 a 17 anos (8,1% do total) são obri-
gados a trabalhar, muitos deles em atividades 
insalubres e estafantes. Em 2002, esse núme-
ro chegava a 5,4 milhões (12,6% do total).
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Morador de rua dorme enrolado 
em uma bandeira do Brasil,
na porta de uma agência 
bancária. São Paulo, SP, 2014.
268
UnidAde 4 

Ética
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