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ascensão do fundamentalismo



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ascensão do fundamentalismo 
religioso
O fundamentalismo religioso é um fenômeno caracterizado pela forte 
influência da religião na cultura de um grupo social. Ele está presente em 
várias religiões, como o cristianismo, judaísmo, hinduísmo e também o is-
lamismo. Os fundamentalistas defendem a obediência rigorosa e literal a 
um conjunto de princípios religosos. No caso dos muçulmanos, os princípios 
encontrados no Alcorão, entendidos pelos fundamentalistas como eternos 
e imutáveis. Para o historiador Peter Demant, o fundamentalismo islâmico 
pode ser definido como uma ideologia política antimoderna, antissecularis-
ta e antiocidental, cujo projeto é “transformar a sociedade formalmente reli-
giosa em uma comunidade religiosa voltada ao serviço a Deus e estabelecer 
o reino de Deus em toda a Terra”.
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Manifestantes ligados ao movimento Occupy Wall Street fazem rápida ocupação do 
Memorial do Vietnã, em Nova York, durante as manifestações trabalhistas do 1
o
de Maio 
de 2012. Esse movimento é formado por pessoas que criticam a ganância dos banqueiros 
e dos grandes capitalistas responsabilizando-os pela crise econômica.
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Mundo globalizado 

CAPÍTULO 12
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A expansão das riquezas promovida pela globalização teve benefícios, 
mas aumentou o desemprego e o empobrecimento de muitos setores da po-
pulação de vários continentes. A diminuição do poder decisório dos Estados 
nacionais e a imposição da cultura globalizada sobre os valores culturais dos 
países periféricos agravaram a situação. No Irã, por exemplo, a proximidade 
da monarquia local com o Ocidente, justificada pelo petróleo abundante na 
região, causou uma revolta popular, a Revolução Islâmica (1979). O líder da 
oposição era o aiatolá Ruhollah Khomeini, que alertava a população sobre a 
desigualdade social causada pela má gestão do xá Reza Pahlevi.
A postura do novo governo era extremamente radical. Passaram a vigo-
rar novas leis, baseadas no islamismo, e a ação de militantes islâmicos fez 
estadunidenses como reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerã. O 
Irã decretou o fim das afinidades com os Estados Unidos e o rompimento das 
relações diplomáticas entre os dois países.
Nesse contexto, grupos religiosos e políticos de países periféricos que 
se viam na mesma situação de exploração – como os do Oriente Médio e da 
África – passaram a recorrer ao fundamentalismo islâmico para enfrentar 
aquilo que consideram uma ameaça aos valores religiosos dos seus povos.
Alguns grupos fundamentalistas, como o Hamas e o Hezbollah, têm atuação 
e projeto político nacional restritos às fronteiras dos seus Estados Nacionais. 
Outros, como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda, querem eliminar as fronteiras 
estatais e instituir um califado.
Com 1,6 bilhão de seguidores, o islamismo é a religião que mais cresce 
no mundo. A maioria dos muçulmanos encontra-se em países pobres ou em 
desenvolvimento, como Bangladesh, Egito, Índia, Iraque, Nigéria, Paquistão, 
Sudão e Indonésia. Essa situação favorece o crescimento dos grupos funda-
mentalistas nesses países, em especial extremistas empenhados na criação 
de sociedades regidas por uma interpretação estrita e questionável do Alco-
rão. Esses grupos atribuem a culpa pela situação de pobreza nessas regiões à 
exploração dos países desenvolvidos e à cultura ocidental.
Homenagem aos mortos dos 
ataques terroristas de 2015
na Place de la République 
(Praça da República) em Paris, 
França. Foto de 2015.
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