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pASSADO pRESENtE
O futuro da África
O processo de colonização e usurpação das 
riquezas da África, levado a cabo pelos europeus 
nos últimos 500 anos, transformou o continente 
no mais pobre do mundo. Apesar da gravidade 
dos fatos, nem todos os africanos compartilham 
a ideia de que a situação do continente seja inso-
lúvel. Nos últimos anos, vem ganhando força um 
movimento que afirma que a
 África tem futuro.
Alguns dados justificam a importância do 
movimento. De acordo com estudos recentes, a 
taxa anual de crescimento econômico da África 
tem sido superior à da média mundial. Segundo 
o departamento de estatística do Banco Afri-
cano de Desenvolvimento, em 2015, a taxa de 
crescimento do continente foi de 4,5%, maior 
que a expansão média mundial, que foi de 3,5%.
A África tem potencialidades que permi-
tem reverter o quadro atual, ainda muito mar-
cado pela miséria. Além de ações concretas, 
como a criação de escolas, por exemplo, mui-
tos líderes africanos afirmam que uma maior 
participação do continente no comércio inter-
nacional ajudaria na sua recuperação. Dessa 
maneira, se os países responsáveis pela pilha-
gem do continente adquirissem as mercado-
rias da região, a situação melhoraria.
Essa possibilidade, contudo, esbarra na 
política protecionista estabelecida pelos 
países europeus sobre seus próprios produ-
tos agrícolas. Nos termos dessa política, os 
governos europeus impõem pesadas taxas 
alfandegárias sobre artigos estrangeiros si-
milares para impedir que concorram com pro-
dutos europeus.
Entretanto, as pressões para que a Euro-
pa flexibilize essa política e adote medidas de 
ajuda aos povos africanos têm crescido nos úl-
timos anos.
Europeus na Ásia
Durante o período de expansão comercial da Europa, iniciado no século XV, 
a interferência estrangeira na Ásia se restringiu à instalação de 
feitorias 
(principalmente portuguesas) na Índia e na China. As exceções a essa regra 
eram Java e Bornéu (na região hoje pertencente à Indonésia), ilhas colonizadas 
pelos holandeses a partir do século XVII. Essa situação se alterou com a Revo-
lução Industrial, quando as nações industrializadas europeias começaram a 
conquistar territórios na Ásia e na Oceania (veja mapa na página 19).
5
feitoria: 
posto comercial, 
geralmente fortificado e 
armado, instalado em portos 
das colônias, e provido de 
armazéns, galpões, 
alojamentos, etc., onde eram 
armazenados suprimentos
e negociados produtos e 
mercadorias.
A ONG espanhola 
Worldreader visa incentivar 
a leitura em países em 
desenvolvimento. A 
organização já distribuiu 
mais de 10 mil leitores 
digitais e 
smartphones em 
países africanos. Crianças 
do Quênia com seus leitores 
digitais, em foto de 2013.
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17
Do neocolonialismo à 
Belle Époque 

CAPÍTULO 1
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