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Mulheres de luta
O endocrinologista estadunidense Gre-
gory Goodwin apresentou, em 1960, um medi-
camento que promoveu profundas mudanças 
culturais, demográficas e sociais: a pílula an-
ticoncepcional. A nova droga transformou -se 
instantaneamente em um símbolo dos movi-
mentos feministas. Com a pílula anticoncep-
cional, as mulheres passaram a ter controle 
sobre o momento de ter filhos e a possibilidade 
de não os ter.
O advento da pílula foi apenas um entre 
muitos processos ligados aos movimentos 
feministas. Durante a Revolução Francesa 
de 1789, por exemplo, foi fundada, sob a lide-
rança da atriz Claire Lacombe, a Sociedade 
de Mulheres Republicanas Revolucionárias 
(SMRR). Na mesma época, outra mulher no-
tável, Olympe de Gouges, insatisfeita com o 
fato de a Declaração universal dos Direitos 
do homem e do Cidadão não incluir o gênero 
feminino, escreveu e divulgou uma Declaração 
dos Direitos da Mulher.
Em 1949, a escritora francesa Simone de 
Beauvoir (1908-1986) lançou o livro O segundo 
sexo. Na obra, a autora discute o papel secun-
dário destinado à mulher na sociedade: “Não 
se nasce mulher, torna-se”, concluiu em seu 
livro. Na sociedade machista, cabem às mulhe-
res a educação precária, os piores empregos e 
os salários mais baixos (mesmo quando exer-
cem a mesma atividade que os colegas do sexo 
masculino). Além disso, pesa sobre seus om-
bros a responsabilidade exclusiva pelas ativi-
dades domésticas e pela educação dos filhos. 
Os valores morais predominantes também são 
opressores e determinam que a mulher deve
casar-se virgem, obedecer ao marido e não se 
preocupar com o próprio prazer sexual. Os mo-
vimentos feministas colocam em xeque todas 
essas questões.
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, todos os anos cerca de 500 mil ga-
rotas com menos de 20 anos de idade engravidam no Brasil – muitas delas, por falta 
de informação a respeito de métodos preventivos. Em grupos e sob a orientação do professor de Biologia
pesquisem quais são os métodos contraceptivos mais comuns no Brasil e apresentem o resultado final 
do trabalho em cartazes.
DiÁlOGOS
Manifestação pelos direitos das mulheres em São Paulo. Apesar dos muitos avanços no último século, as mulheres ainda sofrem discriminação, 
recebem salários menores e não têm todos os seus direitos individuais garantidos, o que se agrava no caso de mulheres negras, periféricas, 
homossexuais e transexuais. Foto de 2014.

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