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CAPÍTULO 10
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A partir do final do século XIX, o 
sionismo, movimento que defende a 
criação de um Estado judeu na Palestina, ganhou força na Europa. Para os 
sionistas, a Palestina é a terra prometida por Deus ao povo hebreu. Nessa 
época, entretanto, a região estava sob o domínio do Império Turco Otomano 
e era habitada majoritariamente por árabes muçulmanos. Financiados por 
poderosas famílias judaicas, aproximadamente 12 mil famílias de judeus se 
fixaram na Palestina a partir do fim do século XIX.
O convívio pacífico entre judeus e árabes seria posto em risco a partir 
da Primeira Guerra Mundial. O governo inglês obteve ajuda dos chefes das 
comunidades árabes para expulsar os turcos otomanos da região. Em troca
prometeu apoiar a formação de um grande reino árabe que se estenderia da 
península Arábica até parte da Síria.
Entretanto, os governos da In-
glaterra e da França fizeram um 
acordo secreto que determinava a 
divisão dessas regiões do Oriente 
Médio igualmente entre os dois 
países. Ao mesmo tempo, os in-
gleses garantiram o amparo da 
comunidade judaica internacio-
nal em troca do apoio na criação de um Estado judeu na Palestina.
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, a Palestina passou a ser 
administrada pelos britânicos e recebeu levas cada vez maiores de imigrantes 
judeus. O fluxo aumentou ainda mais nos anos 1930, depois que o regime na-
zista na Alemanha iniciou uma perseguição implacável à comunidade judaica 
(releia o Capítulo 4).
Sentindo-se ameaçados com esse afluxo, os árabes-palestinos passa-
ram a hostilizar colônias e cidades judaicas. Ao mesmo tempo, as informa-
ções sobre o extermínio de judeus nos campos de concentração nazistas 
comoveram a opinião pública no mundo todo, abrindo caminho para ini-
ciativas mais agressivas 
do movimento sionista. 
Formaram-se desde
or-
ganizações que introdu-
ziam judeus na Palestina 
sem a autorização das 
autoridades inglesas até 
grupos que promoviam 
ações terroristas
 
contra 
alvos árabes e ingleses 
na região.
Muitos dos primeiros imigrantes sionistas organiza-
ram fazendas coletivas na Palestina, os
 kibutzim, nos quais 
compartilham as mesmas moradias, refeições, escolas, 
etc. O modelo, de caráter coletivista, persiste ainda hoje. 
VOCÊ SAbiA?
Sobreviventes do nazismo, 450 
judeus chegam ao porto de Haifa
na Palestina, em junho de 1946, e 
exibem uma faixa com os dizeres: 
“Mantenham os portões abertos. 
Nós não somos os últimos.”.
Hulton-Deutsch Collection/Corbis/Latinstock
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