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O fim da ditadura
De fato, as manifestações pelo fim da ditadura vinham crescendo cada 
vez mais. Em 1978, nasceu nos bairros periféricos das grandes cidades o Mo-
vimento do Custo de Vida, que organizou um abaixo-assinado com mais de 
1,3 milhão de assinaturas exigindo 
aumento salarial e congelamento 
dos preços dos gêneros de primei-
ra necessidade. No mesmo ano, 
representantes do Movimento Uni-
ficado contra a Discriminação Ra-
cial (MUCDR), protestaram a morte 
do jovem negro Robson Silveira da 
Luz, de 21 anos, preso e morto sob 
tortura nas dependências de uma 
delegacia na periferia paulistana.
No fim da década de 1970, o 
mo-
vimento operário
começou a mos-
trar seu potencial de mobilização. 
Em 1978 e em 1979, milhares de tra-
balhadores entraram em greve em 
São Paulo.
8
FilMe
Veja o filme 
Linha de 
montagem
, de Renato 
Tapajós, 1982. Documentário 
sobre o movimento sindical 
de São Bernardo do Campo 
(SP) entre 1978 e 1981, 
quando ocorreram as 
maiores greves de 
metalúrgicos na região, 
desafiando a repressão do 
final da ditadura civil-militar.
Integrantes do Movimento Unificado Contra a 
Discriminação Racial (MUCDR) reúnem-se no centro de 
São Paulo, em julho de 1978, em protesto contra as 
práticas de discriminação étnica e de preconceito 
contra o negro observadas no Brasil.
Folha Imagem/Folhapress
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UnidAde 3 

Violência
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as greves que abalaram o regime
Em 1978, ocorreu a primeira paralisação de 
grandes proporções desde 1968. No dia 12 de 
maio, cerca de dois mil metalúrgicos da Saab
-Scania, em São Bernardo do Campo, entraram 
em greve reivindicando 20% de aumento sala-
rial, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. 
Em seguida, operários da Ford, Mercedes-Benz 
e Volkswagen também aderiram à paralisação.
Em 1979, a onda grevista alastrou-se para 
outras cidades paulistas com grande concen-
tração industrial, como Osasco e Guarulhos. 
Depois, atingiu todo o país: além de metalúrgi-
cos, professores, funcionários públicos, bancá-
rios, jornalistas, trabalhadores da construção 
civil, médicos, lixeiros e profissionais de outras 
categorias entraram em greve. Até 1980, cerca 
de dois milhões de pessoas haviam participa-
do de paralisações. Os trabalhadores sofreram 
todo tipo de violência policial: três grevistas 
morreram em confrontos de rua com as for-
ças de repressão. Sindicatos mais combativos, 
como o dos metalúrgicos de São Bernardo e o 
dos bancários de Belo Horizonte e Porto Ale-
gre, sofreram intervenção. Dirigentes sindicais, 
entre eles Lula, foram presos, enquadrados na 
Lei de Segurança Nacional.
Ainda em 1979, a campanha em prol da
 anistia 
dos presos políticos, cas-
sados e perseguidos pela ditadura ganhou força. Cedendo à pressão popular, 
em agosto de 1979 o Congresso aprovou a Lei da Anistia. A medida permitiu 
o retorno dos exilados, mas implicou também no perdão aos crimes come-
tidos pelos agentes da ditadura envolvidos em torturas e assassinatos de 
presos políticos.
Em novembro de 1979, o Congresso aprovou um projeto de lei que pôs fim 
ao bipartidarismo e regulamentou o pluripartidarismo. Arena e MDB foram 
extintos e surgiram outros partidos: o Partido Democrático Social (PDS); o 
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