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HisTPassadoPresente 3 MP 0027P18043 PNLD2018
Habeas corpus
:
instrumento legal que 
protege direitos individuais 
diante das instituições legais, 
visando impedir que sejam 
realizadas prisões e 
detenções arbitrárias (sem 
mandado judicial). A 
expressão, de origem latina
significa “tenha seu corpo”.
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Em outubro de 1968, os estudantes desafiaram mais uma vez a ditadura e 
organizaram, clandestinamente, o 30
o
Congresso da UNE (que estava proibi-
da). Realizado em Ibiúna, na Grande São Paulo, o encontro foi descoberto pela 
polícia, que invadiu o local e prendeu centenas de estudantes.
Também em 1968, os trabalhadores organizaram duas grandes greves
com aproximadamente 15 mil operários em Contagem, Minas Gerais, e 10 mil 
metalúrgicos em Osasco, São Paulo. A resposta do governo foi violenta: cente-
nas de pessoas foram presas e os sindicatos sofreram intervenção.
Diante das mobilizações populares, o governo decretou, no dia 13 de 
dezembro de 1968, o
 Ato Institucional número 5, AI-5, o mais repressivo de 
todos. Por meio dele, o presidente poderia fechar o Congresso e legislar so-
bre qualquer assunto, intervir nos estados, aposentar funcionários públi-
cos e suspender o
 
habeas corpus
 
para os crimes que fossem considerados 
de caráter político. A censura à imprensa e à produção artística e editorial 
tornou-se ainda mais rígida.
189
Da renúncia de Vargas às Diretas Já! 

CAPÍTULO 9
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um país amordaçado
A ditadura procurou, das mais variadas 
maneiras, reprimir atos de seus opositores. A 
censura imposta aos meios de comunicação e 
aos artistas em geral foi um exemplo. Notícias, 
livros, filmes, músicas, peças de teatro só po-
diam chegar ao público depois de passar pelo 
crivo dos censores. Ao fazer isso, o governo ale-
gava estar preservando a “segurança nacional” 
e a “moral da família brasileira”.
Em São Paulo, o jornal O Estado de S. Paulo 
substituía as matérias censuradas por receitas 
culinárias e trechos do poema Os lusíadas, de 
Camões, para explicitar a ação da censura. No 
Rio de Janeiro, o Jornal do Brasil simplesmente 
deixava enormes espaços em branco no lugar 
das notícias censuradas. Alguns periódicos, 
como O Pasquim e Opinião, desobedeciam os 
censores e publicavam os artigos censurados. 
Em represália, a polícia retirava os exemplares 
à venda nas bancas e, com frequência, prendia 
os jornalistas.
A censura proibiu várias músicas de compo-
sitores como Chico Buarque, Caetano Veloso, 
Gilberto Gil e Geraldo Vandré, além de livros, 
como Zero, de Ignácio de Loyola Brandão, Feliz 
Ano Novo, de Rubem Fonseca, e a peça Abajur li-
lás, de Plínio Marcos. Muitos filmes só puderam 
ser exibidos depois de terem cenas cortadas.

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