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Reformas de base e golpe civil-militar



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Reformas de base e golpe civil-militar
Entre setembro de 1961 e janeiro de 1963, o Brasil viveu um regime parla-
mentarista frágil, marcado por manifestações de insatisfação política e social. 
Três pessoas ocuparam o cargo de primeiro-ministro até que um plebiscito
em janeiro de 1963, decidiu pela volta do regime presidencialista ao país.
Como presidente, João Goulart apresentou um programa de governo que 
pretendia combater a inflação (que chegara a 54,8% em 1962), promover refor-
mas sociais (como reforma agrária e direito de voto para analfabetos) e lançar 
as bases para a retomada do crescimento econômico e industrial brasileiro.
Chamadas reformas de base, as medidas dividiram a sociedade. De um 
lado, o apoio a elas vinha dos grupos de esquerda e dos setores trabalhistas, 
dos sindicalistas, dos integrantes das Ligas Camponesas e das entidades 
estudantis (lideradas pela União Nacional dos Estudantes-UNE). De outro 
lado, opunham-se os grupos conservadores, como as associações patro-
nais, empresários, oficiais de alta patente das Forças Armadas, setores da 
alta hierarquia da Igreja católica, políticos de direita, etc. Para esses seto-
res, as reformas de base implantariam o comunismo no Brasil. Inseguros, 
parlamentares do PSD – que somados ao PTB garantiam a base política do 
presidente no Congresso – aproximaram-se dos deputados da UDN, que 
faziam forte oposição ao governo de Jango.
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O então governador do Rio 
Grande do Sul, Leonel de Moura 
Brizola, durante discurso pelo 
governo da legalidade, em 1961.
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Da renúncia de Vargas às Diretas Já! 

CAPÍTULO 9
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No dia 13 de março de 1964, em frente à estação Central do Brasil, no Rio 
de Janeiro, foi realizado um grande comício com a presença de aproximada-
mente 150 mil pessoas, em apoio às reformas de base. Na ocasião, o presi-
dente assinou decretos nacionalizando as refinarias de petróleo e anunciou 
a desapropriação de terras ao longo das rodovias federais como parte da 
política de reforma agrária.
Como resposta, em 19 de março do mesmo ano, a oposição levou às ruas 
de São Paulo aproximadamente meio milhão de pessoas em uma passeata 
conhecida como Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Liderados por 
empresários, representantes da classe média e setores do clero, os mani-
festantes protestavam contra o “comunismo” do 
governo Goulart.
A passeata do dia 19 de março proporcionou 
o apoio político e social necessário para o golpe 
que derrubaria o presidente. Assim, no dia 31 

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