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populista
,
 
anos mais tarde. 
Apresentado como autor magnânimo das leis trabalhistas, Getúlio era cha-
mado de “pai dos pobres”, uma espécie de protetor da classe trabalhadora, 
desconsiderando as conquistas como resultado das lutas dos trabalhadores.
populismo:
prática política 
na qual o governante atende 
às reivindicações e vontades 
do povo ao mesmo tempo que 
atende às reivindicações das 
classes privilegiadas,
num jogo de alternâncias 
constante, de modo que
mantém o poder e a imagem 
carismática. Mesmo quando 
concede direitos a uma 
camada da população,
o faz de maneira a atrelá-la
ao Estado. Getúlio Vargas,
como populista, manipulava
as vontades do povo,
da oligarquia cafeeira
e da burguesia industrial
que surgia.
Fachada da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), 
na região central da capital paulista, em 1940.
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O Brasil durante o governo Vargas 

CAPÍTULO 6
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a Frente Negra brasileira
Em 1931, representantes da “elite negra” fundaram na cidade de São 
Paulo a Frente Negra Brasileira (FNB), que logo se tornou a mais importante 
entidade de afrodescendentes do Brasil na primeira metade do século XX. 
Vale ressaltar que não se tratava, de fato, de uma elite, mas de um grupo de 
negros que era diferente da maioria por serem alfabetizados, conscientes da 
opressão racial e dispostos a discuti-la. Suas ações sociais e políticas tinham 
por objetivo principal combater o preconceito e a discriminação, além de 
acabar com as desigualdades entre brancos e negros no Brasil (veja a seção 
Interpretando documentos na página 127).
A Frente Negra Brasileira manti-
nha uma escola primária e promovia 
o ensino de música, inglês, educação 
física, teatro, corte e costura, entre 
outros. As mulheres frente-negrinas 
se organizavam em dois segmentos 
internos: as Rosas Negras, que cuida-
vam da organização de bailes e festi-
vais; e a Cruzada Feminina, que se de-
dicava a funções assistencialistas. Os 
frente-negrinos contavam ainda com 
uma milícia composta de capoeiristas 
e divulgavam suas ações por meio do 
jornal A voz da raça, com tiragem de até 
cinco mil exemplares.
Do ponto de vista ideológico, a FNB abrigou tendências divergentes: socia-
listas, integralistas (sobre o integralismo, veja adiante) e até monarquistas. 
Mas, de modo geral, seus representantes eram simpatizantes do governo de 
Getúlio Vargas, principalmente em razão das novas leis trabalhistas.
De São Paulo, a Frente Negra espalhou-se pelo país e, em 1936, somava 
sessenta representações em estados como Bahia, Rio Grande do Sul e Per-
nambuco – com cerca de 200 mil filiados em todo o Brasil. Naquele ano, ela se 
tornou um partido político que, no entanto, foi extinto no ano seguinte, com 
a instauração do Estado Novo (que será estudado mais adiante).
Em seu auge, a Frente Negra 
Brasileira (FNB) mantinha escolas 
para possibilitar os estudos à 
população negra, além de cursos 
profissionalizantes. Foto feita 
entre 1931 e 1937, em frente à 
sede da Delegação da FNB.
Foto de 1965 do poeta e 
folclorista Solano Trindade. 
Nascido na capital 
pernambucana, ele idealizou 
em 1934 o I Congresso 
Afro-Brasileiro, Recife.
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