Histórico e contextualização do Programa


Informo a seguir os pontos que consideramos fortes no Programa



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Informo a seguir os pontos que consideramos fortes no Programa:

O seu corpo docente apresenta uma composição etária bem equilibrada, com a seguinte distribuição por décadas de doutoramento para os docentes permanentes: 1971-1980 = 01 professor; 1981 a 1990 = 04 professores; 1991 a 2000 = 07 professores e 2001-2010 = 04 professores. Houve a realização de um concurso para professor no departamento em 2015, com a aposentadoria de 02 professores, o que abrirá, em 2016, a possibilidade de renovação com o credenciamento de professores formados na década corrente. Tendo em vista que os professores que se aposentarão tendem a permanecer no Programa e que o seu corpo docente é bastante enxuto, a inclusão de novas gerações não causará desequilíbrio na distribuição etária.


Outro ponto forte do corpo docente é a diversidade da origem dos doutorados. Os 16 docentes permanentes do Programa se doutoraram em 13 instituições diferentes, sendo que 08 em instituições estrangeiras – Inglaterra, França e Estados Unidos – e 08 em instituições brasileiras, com nota 06 e 07 nas avaliações da Capes. Há uma predominância de doutorados fora do país nas primeiras gerações, o que coincide com o crescimento e qualificação da pós-graduação em antropologia no Brasil. Soma-se a isto diversidade das linhas e dos temas que são pesquisados.
O Programa apresenta um desenho institucional que tem contribuído significativamente para a integração das pesquisas, a transversalidade dos temas pesquisados e a inovação. A virtude do desenho está em trabalhar com núcleos e grupos de pesquisa temáticos, que congregam professores, pós-doutorandos e alunos de doutorado, mestrado e de graduação, e com linhas de pesquisa transversais que estabelecem pontes de sinergia e de trocas entre os núcleos.
O Programa conta com uma página web moderna, em três idiomas – português, inglês e espanhol – a qual é constantemente atualizada. A página confere transparência à estrutura, às suas regras de funcionamento e aos procedimentos administrativos do Programa. Os processos administrativos, calendários, relatórios e editais internos podem ser acessados pela página web. Há informação sobre professores permanentes, colaboradores, visitantes, pós-doutorandos, alunos de doutorado, de mestrado e de graduação que estão vinculados ao Programa. As disciplinas são relacionadas com seus programas e bibliografias. O processo seletivo é todo realizado online, assim como as matrículas, o processo da defesa da tese e dissertação e a aquisição dos diplomas. A produção discente de teses e dissertação, assim como o acesso às revistas do Programa, estão acessíveis na página.
No último triênio o Programa obteve a mais extensa produção na área e, em muitos dos itens dessa produção, também alcançou a melhor qualificação. Esta produção está bem distribuída entre os docentes permanentes e entre docentes, discentes e egressos. A qualidade da produção discente vem sendo auferida pelas premiações que as teses e dissertações defendidas no Programa têm obtido em concursos nacionais da área. Todos os anos a produção discente tem sido premiada. As revistas do Programa são um ponto positivo a destacar não apenas porque abrem espaço para a publicação dos seus professores e alunos, mas, sobretudo, porque oferecem uma contribuição significativa para que pesquisadores de outras instituições encontrem espaços qualificados para publicar os resultados de suas pesquisas e possam estabelecer um diálogo com o Programa. A publicação de quatro periódicos num único Programa reflete, em grande medida, a dinâmica que o desenho do Programa imprime nas suas atividades fins. A força dos seus núcleos de pesquisa, capazes de publicar seus próprios periódicos, é equilibrada pela força centrípeta da revista Horizontes Antropológicos, na medida em que cada um dos seus números é organizado pelos professores do Programa em parceria com outros pesquisadores internos ou externos. Por fim, é preciso referir como ponto positivo à publicação de livros no Programa, especialmente a organização de séries temáticas, associadas às pesquisas e redes de intercâmbios dos núcleos, grupos de pesquisa e do próprio Programa.
Constitui um ponto positivo ainda a destacar a produção da antropologia audiovisual, associada ao Laboratório de Antropologia. Esta produção tem conferido grande visibilidade ao Programa por meio da produção de vídeos e de exposições fotográficas, assim como pelo serviço que presta na catalogação, manutenção, e divulgação do acervo e das pesquisas realizadas no Núcleo Visual e no Banco de Imagens.
A integração com a graduação é outro ponto positivo a ser mencionado. O Programa conta com um expressivo número de bolsas de iniciação científica que permite uma interação efetiva com a graduação, na medida em que estes alunos bolsistas são integrados aos núcleos e grupos de pesquisa. Estes espaços de pesquisa também integram alunos voluntários, que participam da dinâmica da pesquisa no Programa.
A importância da internacionalização do Programa se expressa, sobretudo pela qualidade de seus intercâmbios, pela diversidade de países e continentes que suas relações abrangem, pelo reconhecimento internacional que alcançou nos últimos anos, pela intensidade das redes de pesquisa em que seus pesquisadores estão vinculados, pela capacidade de atração de estudantes e de pesquisadores visitantes de fora do país. Soma-se a isto, a sua liderança no Mercosul e na América Latina que se expressa na organização de eventos, especialmente a Reunião de Antropologia do Mercosul, que tem seu principal ponto de apoio no Programa. Por fim, como ponto positivo e tendência devemos fazer referencia à abrangência dos sítios de trabalho de campo dos alunos e professores que vem se expandindo a cada ano, especialmente para a África, as Américas e a Europa.
Outro ponto positivo a assinalar é a liderança e a participação dos professores do Programa em postos de representação em associações científicas e nas agências de fomento. Os professores têm ocupado postos de destaque nas principais associações científicas nacionais e internacionais. Assim, um de seus professores é membro da Academia Brasileira de Ciências, já tendo ocupado o cargo de presidente da ABA e da ANPOCS. A composição das diretorias da ABA, nos últimos anos, sempre contou com professores do Programa entre os seus membros, o que acontece também no ano de 2015, com uma docente ocupando o cargo de diretora na ABA e na ANPOCS. Professores do Programa ocupam posição no Conselho da SBPC. A Associação de Cientistas Sociais da Religião, em seus 20 anos de existência, já teve três professores do Programa ocupando a sua presidência, o que aconteceu também em 2015, com um docente do Programa ocupando o cargo de Presidente. Nos órgãos governamentais de fomento à pesquisa, por duas vezes a coordenação da área na Capes foi ocupada por professores do Programa. A representação da área no CNPq também já contou com os professores do Programa, assim como o seu Conselho Deliberativo.
O Programa também se destaca pela sua inserção social. Seus núcleos e grupos de pesquisas têm atuado junto aos movimentos e a órgãos governamentais na formulação de políticas públicas voltadas às populações em condição de vulnerabilidade que são também seus interlocutores em seus universos empíricos de trabalho de campo. Observa-se, assim, a tendência crescente de integração da pesquisa científica com ações de intervenção social, rompendo com a dicotomia entre o trabalho acadêmico e a inserção social. Neste sentido, podemos destacar a inserção do Núcleo de Sociedades Indígenas e Tradicionais junto às populações indígenas e quilombolas da região. O trabalho do Núcleo de Antropologia e Cidadania no campo dos Direitos Humanos, abrangendo migrantes, crianças e adolescentes em condição de pobreza e populações em situação de vulnerabilidade. Do Núcleo de Estudos da Religião, na defesa da liberdade religiosa, especialmente dos seguidores das religiões de matriz africana. Em Antropologia Urbana, há que se destacar o trabalho desenvolvido junto às populações atingidas por catástrofes ambientais. Enfim, trata-se de um Programa comprometido com a vida e as suas condições no ambiente e no planeta. O Navisual tem realizado atividades de formação junto a instituições federais de ensino médio.
O Programa tem contado, em todos os semestres, com professores visitantes de outras instituições brasileiras e estrangeiras. Geralmente associados aos núcleos de pesquisa ou diretamente a algum dos professores, os professores visitantes têm dado uma contribuição importante para o diálogo e a renovação acadêmica. Sua atuação se faz, sobretudo, na pesquisa, mas também no ensino e em coorientações. A procura do Programa como destino de estágios de pós-doutorado é uma tendência que observa e que vem crescendo a cada ano.
O Programa tem adquirido reconhecimento no país e no exterior pela sua capacidade e investimento na realização de eventos científicos internacionais. Nos últimos tempos, todos os anos têm sido realizados ao menos um grande evento científico, geralmente realizado pelos núcleos e grupos de pesquisa. Ao lado desses grandes eventos, também são promovidos eventos de menor porte com grande frequência. São congressos, simpósios, seminários, palestras, conferências que envolvem os professores e alunos em debates acadêmicos e complementam a formação que acontece em sala de aulas, no âmbito das disciplinas.







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