Histórico e contextualização do Programa



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PROPOSTA DO PROGRAMA

2015

Histórico e contextualização do Programa

O ensino da antropologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS teve seu início em 1942, com a criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e a cátedra de Antropologia e Etnologia, no curso de graduação em História e Geografia. Em sua origem, a antropologia possuía uma marca predominantemente física e biológica, com ênfase na etnologia e na arqueologia. Os primeiros catedráticos foram médicos e sacerdotes católicos, autodidatas, que não possuíam formação formal específica em antropologia. As primeiras disciplinas ministradas foram Etnologia Geral, Etnologia do Brasil e Antropologia Física/Biológica. Esta marca muda, no entanto, quando, a partir da década de 1960, são designados como assistentes na Cátedra de Antropologia professores com formação em história.


Em 1970, com a Reforma Universitária, a faculdade foi transformada no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, com quatro departamentos: Filosofia, Psicologia, História e Ciências Sociais e foi suprimido o regime de cátedra. Neste novo contexto institucional, foi criada a primeira vaga específica para antropologia, ocupada por um professor com formação em ciências sociais. Quatro anos depois, seria criado o Curso de Especialização em Antropologia Social, marco do início do Programa. Em 1979, foi criado o curso de Mestrado e, em 1991, o curso de Doutorado em Antropologia Social.
Mais de quarenta anos depois de seu início, o PPGAS/UFRGS destaca-se no cenário nacional e internacional pela sua inserção social e cooperação de pesquisa com outras instituições acadêmicas do país e do exterior, especialmente no âmbito do Mercosul. A sua excelência acadêmica é reconhecida pela Capes que, em 2013, concedeu-lhe a nota 07 (sete), depois de ter mantido, nos três triênios anteriores, a nota 06 (seis). A diversidade de suas linhas de pesquisa articula-se em torno de um projeto coletivo que lhe dá identidade e projeção. Sua internacionalização se expressa na produção científica de seus pesquisadores, na sua força de atração de estudantes estrangeiros de mestrado, doutorado e pós-doutorado, na abrangência de seu campo de pesquisa empírica, que abarca, hoje, os cinco continentes, e na presença contínua de professores visitantes de diversos países no quadro de seus docentes temporários.
A estrutura institucional do Programa está fundada sobre o seu Conselho de Pós-Graduação – formado por 16 docentes permanentes, dois docentes colaboradores e quatro representantes discentes – e sobre sua Comissão de Pós-Graduação, composta pelo coordenador, o coordenador substituto e o representante docente – eleito pelos docentes do Conselho – e por um representante discente, eleito pelos alunos. O Programa também conta com uma Comissão de Bolsas, responsável pela distribuição anual das bolsas de estudo para os estudantes e pela implementação da política de bolsas do Programa, assim como uma Comissão de Ações Afirmativas e uma Comissão de Acessibilidade, ambas criadas no ano de 2015, com o objetivo de promover o acesso e a permanência de negros, indígenas e deficientes na pós-graduação em antropologia da UFRGS. Todas as comissões são compostas por discentes e docentes do Programa. A Equipe Administrativa é formada por uma secretária executiva e por duas bolsistas que auxiliam na secretaria.
O Programa conta com o Laboratório de Antropologia Social e com diversos núcleos de investigação que desenvolvem projetos de pesquisa, de extensão e consultorias em áreas clássicas e inovadoras da antropologia como: cultura, saúde, direitos humanos, cidadania, religião, etnologia, economia, alimentação, turismo, meio ambiente, migrações e ciência. Publica, desde 1995, a revista Horizontes Antropológicos, classificada pelo sistema Qualis da Capes como A1, e as revistas dos núcleos do programa, todas elas também com boas classificações no sistema de certificação: Debates do NER (Qualis B1), Espaço Ameríndio (Qualis B1) e Iluminuras (Qualis B1). Seus pesquisadores e estudantes contam com uma ampla infraestrutura para pesquisa, com o acervo de uma das bibliotecas mais importantes em ciências sociais do país, com bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, bem como com auxílios para pesquisa de campo e para participação em eventos científicos.
No cumprimento de sua missão acadêmica e social, o PPGAS/UFRGS vem implementando o seu projeto, visando metas de qualificação consonantes com a sua posição internacional e sua liderança no âmbito nacional. Ao longo de sua existência, até 2015, foram defendidas 107 teses de doutorado - sendo 10 teses de doutorado defendidas em 2015 - e 285 dissertações de mestrado no Programa, sendo 19 dissertações de mestrado defendidas em 2015.



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