História do Tempo Presente: oralidade, memória, mídia



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Alexander Freund
Sobre as autoras, os autores
e a organizadora
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História do Tempo Presente:oralidade, memória, mídia
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Apresentação
Janice Gonçalves
Percebida de início, no meio acadêmico brasileiro, como proposta
exótica e algo inconsistente, não obstante a historiadora Marieta
de Moraes Ferreira buscar demonstrar desde logo, e reiteradamente,
suas razões e pertinência (FERREIRA, 1996; FERREIRA, 2000;
FERREIRA, 2002), nos últimos vinte anos a História do Tempo
Presente multiplicou atenções e deixou de ser objeto de artigos
isolados para tornar-se tema privilegiado de revistas acadêmicas,
publicações em livro, eventos, grupos de estudo e de pesquisa
1
.
Como sinal claro de redução da desconfiança inicial, emergiu e foi
1
Sem pretensão de exaustividade, cabe destacar algumas publicações
lançadas em livro no Brasil: entre as coletâneas, as organizadas por Agnès
Chauveau e Philippe Tétart (1999), por Gilson Pôrto Jr. (2007), por Flávia
Varella, Helena Mollo, Mateus Pereira e Sérgio da Mata (2012) e por Lucília
Delgado e Marieta de Moraes Ferreira (2014); entre os capítulos de coletâneas
de temática mais ampla, o capítulo de autoria de Márcia Motta (2012),
contido no livro Novos domínios da História; entre os livros autorais, o de
Mateus Pereira (2009). Por iniciativa do Programa de Pós-Graduação em
História da Universidade do Estado de Santa Catarina foi promovida a
tradução do livro de Henry Rousso, La dernière catastrophe, de modo a ser
publicada em 2016, pela Editora da Fundação Getúlio Vargas. Entre os


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História do Tempo Presente:oralidade, memória, mídia
aprovada pela CAPES, em 2006, a proposta de um programa de
pós-graduação tendo a História do Tempo Presente como área de
concentração: o Programa de Pós-Graduação em História da
Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGH-UDESC).
Em cenário no qual, portanto, as alusões à História do Tempo
Presente acentuam-se, pode-se detectar o aprofundamento do
debate a esse respeito? Ou as referências que se avolumam, em
artigos, entrevistas e palestras, apontam mais propriamente para
a sua banalização? Penso que vivemos simultaneamente as tensões
desses dois movimentos, geradores de produções acadêmicas que
ora apontam para o denso e profundo, ora para o tênue e raso. O
PPGH-UDESC pretende contribuir para a vertente adensada e
qualificada do debate.
Até o final de 2015 foram defendidas cento e duas dissertações
de mestrado no âmbito do Programa (efetivamente implantado,
ressalte-se, em 2007), havendo previsão de defesa das primeiras
teses em 2018, uma vez que o Curso de Doutorado foi aprovado
em 2013 e iniciado em 2014. Trata-se de número significativo de
trabalhos concluídos, disponíveis online, e que conformam o
principal resultado do esforço integrado de docentes e discentes da
UDESC na interpretação da História do Tempo Presente. Ao lado
disso, o Programa abre-se ao diálogo com outros pesquisadores –
abertura que se faz, sobretudo, por meio da revista Tempo e
Argumento (editada desde 2009) e de evento realizado a cada três
anos: o Seminário Internacional História do Tempo Presente, cuja
primeira edição data de 2011. Juntos, dissertações, artigos e
entrevistas publicados na Tempo e Argumento, bem como trabalhos
que compõem os anais do Seminário Internacional (uns e outros
disponíveis na Web), traduzem, em volume bastante expressivo,
uma variedade de concepções e percepções da História do Tempo
periódicos acadêmicos existentes, convém salientar os Cadernos do Tempo



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