História do Tempo Presente: oralidade, memória, mídia



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Reed.ampl. y revis. Buenos Aires: Editorial Imago Mundi, 2010.
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História do Tempo Presente:oralidade, memória, mídia
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História do Tempo Presente:oralidade, memória, mídia
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História, política e mídia
no Brasil em
redemocratização
Reinaldo Lindolfo Lohn
Este texto pretende contribuir com uma discussão sobre a mídia
e sua interface com a política no Brasil durante o processo de
redemocratização, situado a partir de meados da década de 1970.
Sabe-se que os estudos sobre a mídia são necessários para o
conhecimento aprofundado das dinâmicas históricas do tempo
presente. Nesse sentido, integrantes da linha de pesquisa Culturas
Políticas e Sociabilidades, da qual faço parte, no âmbito do
Programa de Pós-Graduação em História da UDESC, estão
envolvidos no projeto de pesquisa intitulado Um país impresso,
que tem como foco de estudo as revistas semanais de informação
geral publicadas no Brasil a partir da década de 1960
1
.
1
Como resultado da primeira etapa do projeto de pesquisa mencionado, foi
publicado o livro Um país impresso: história do tempo presente e revistas


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O objetivo da investigação é o de problematizar representações
e memórias em disputa sobre a sociedade brasileira, desde o período
que marca o início do regime ditatorial no país, em 1964, até a
redemocratização, ao final da década de 1980. Entendemos que
esta longa trajetória marcou experiências individuais e coletivas
por meio de rupturas e tensões em relação aos marcos e processos
históricos que atuaram até a primeira metade do século XX.
A difusão dos meios de comunicação de massa é parte
constitutiva dos fenômenos que marcam as memórias sociais e as
narrativas históricas de nosso tempo presente, ao assumir o papel
de destaque na formação de códigos que vieram a fazer parte de
culturas políticas, novas ou já existentes. Contudo, os estudos sobre
a mídia e a imprensa ainda são pouco frequentes ou têm uma
presença muito discreta nos trabalhos sobre a história política no
Brasil, a não ser como aspecto menor.
Diante disso, é necessário questionar: como é possível que escape
aos historiadores o peso fundamental em nossa democracia de
aparatos editoriais e midiáticos de grande porte como os Diários
Associados, as Organizações Globo ou a Editora Abril?
A imprensa exerceu importante papel como construtora de um
repertório discursivo e de uma memória pública que acentuou o
protagonismo de determinados agentes sociais e políticos, num
processo de elaboração de uma narrativa histórica sobre a
redemocratização brasileira, a partir de meados da década de 1970,
o que repercutiu no arcabouço legal que definiu noções de cidadania
e na conquista de direitos sociais. É necessário, assim, ampliar o
domínio da História do tempo presente, particularmente com a
emergência do campo político como um dos domínios privilegiados



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