História da arquitetura grega



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CASA TROIA II 

O conjunto arquitetônico da segunda cidadela de Tróia, ou Tróia II, está composto 

por  sete  fases  do  Segundo  Assentamento  nos  quais  se  encontram  os  vestígios  de 

construções  que  remontam  de  2500  a.C.  a  2200  a.C.  e  que  constituem  um  dos  principais 

Assentamentos de Tróia. 

As  sete  fases  demonstram  o  desenvolvimento  que  teve  esta  cidadela  ao  longo  dos 

cerca  de  trezentos  anos  e  uma  técnica  construtiva  que  se  desenvolveu  pela  habilidade  de 

seus construtores  e pela  forma buscada  como  meio  de constituição de uma ambiente  com 

valor simbólico agregado.  A murada à volta do palácio é uma característica já encontrada 




 

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na regIão da Ásia Menor como forma da proteção à casa do rei e dos conseqüentes estoques 

de grãos e tesouros provindos provavelmente de pilhagens, possuindo um valor prático na 

sua forma. Escoras de alvenaria alternadas com contrafortes sustentavam a murada de Tróia 

II  c  e,  no  seu  lado  interno,  a  cobertura  para  aposentos  apoiava-se  em  colunas  de  madeira 

com bases em pedra. 

O que se torna característico em Tróia II é a preocupação estética , já comentada, de 

uma  proporcionalidade  que  indica  os  esforços  em  demonstrar  um  valor  do  ambiente  e  de 

seu uso. 

O  megaron  II  A,  da  terceira  fase  do  Segundo  Assentamento  ou  Tróia  II  c,  mede 

aproximadamente 10 m de largura e 20 m de comprimento e foi construído tijolos secos ao 

sol sobre uma alvenaria de base em pedra e sua cobertura, um telhado inclinado de madeira 

e  argila,  também  devia  ser  sustentado  internamente  por  colunas  em  madeira.  Embora  não 

tenham sido encontrados vestígios das bases em pedra para estas colunas a sua existência é 

quase certa se considerarmos  a técnica envolvida para construção da cobertura. O telhado 

avançava na parte posterior para efeito de proteção da parede dos fundos e era sustentado 

pelo avanço das paredes formando um falso pórtico. A inexistência de vestígios de porta na 

parede  dos  fundos  indica  um  caráter  de  proteção  deste  avanço  do  telhado  e  não  da 

possibilidade  de  um  outro  local  na  construção  como  será  conhecida  a  sala  posterior  nos 

templos gregos chamada de opistódomo.  

As paredes laterais, ortogonais às paredes do salão, formavam o pórtico de entrada e 

continham  a  única  porta  de  entrada  para  o  megaron.  Construídas  em  tijolos  secos  ao  sol 

recebia  um  acabamento  em  madeira  nas  suas  extremidades  para  proteção  que,  consenso 




 

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entre os autores pesquisados, é uma forma prototípica das antas clássicas. Este acabamento 

também  foi  encontrado  em  Tirinto  e  em  Micenas,  constituindo  uma  aproximação  da 

construção troiana da grega continental. 

Fig. 4  Recinto dos palácios em Tróia II. Observar o alinhamento do propileu com o 

megarom IIA e a simetri proposta com os megarons IIB e IIE. 

 

Este megaron foi construído alinhado em relação ao propileu desta mesma fase e 



ambos  foram  construídos  sobre  o  um  megaron  e  um  propileu  pré-existentes.  Somente  o 

pórtico  do  megaron  II  A  é  quase  do  tamanho  do  megaron  anterior,  o  que  demonstra  o 

desenvolvimento da cidadela e da tipologia de edificação. Em outras áreas da mesma fase 

da  cidadela  há  construções  sem  o  brilho  arquitetônico  que  transparece  nas  construções 

principais. 

A  axialidade  é  um  elemento  marcante  na  construção  destas  edificações  pela  já 

referida hierarquia espacial resultante do conjunto propileu, pátio, portico e salão e pelo seu 

desenvolvimento no paralelismo existente entre os megarons II A e II B. Vestígios indicam 

a  existência  de  uma  outra  edificação  ao  lado  do  megaron  II  A  e  que  formaria,  no 

alinhamento  do  megaron  II  B,  duas  peças  laterais  que  ressaltariam  a  imponência  do 

megaron  II  A  neste  conjunto  arquitetônico.  Podemos  lembrar  que  estas  abstrações 

geométricas não existiam nesta época e o resultado espacial é empírico mas não desprovido 

de valor. 

 




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