História da arquitetura grega



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CASA TRÓIA I a 

A  casa    preservada  mais  antiga,  pertencente  à  segunda  fase  do  Primeiro 

Assentamento,  foi  construída  em  forma  retangular  e  mede  ,  externamente,  18,75  m  de 

comprimento por 7m de largura, possui uma entrada em pórtico num dos lados menores e 

nenhuma divisão interna.  

A  divisão  espacial  se  estabelece  por  comportamentos  expressos  na  construção.  Ao 

imaginarmos que esta construção data de uma época próxima a 2.500 anos A.C.  podemos 

entender a estruturação espacial interna . 

Esta sala única congregava  atividades vitais e demonstra um rito cotidiano próprio. 

Continha a  área para preparar alimento, descansar e guarda de comida. Junto ao pórtico de 

entrada encontra-se uma das duas plataformas em pedra que serviam de camas.  

Frente a elas e ao centro da sala há uma das lareiras , a outra está na parede paralela à das 

camas e junto a ela uma prateleira para apoiar a massa do pão.  

A  cavidade  para  pia  e  latrina  se  localiza  na  mesma  parede  das  plataformas  para 

cama  mas  fora  do  ambiente  do  salão.  Ao  lado  desta  cavidade  encontra-se  a  porta  para 

entrada no megaron. Os cereais para o pão eram guardados em vasos dentro do salão. 

 

 

Fig.  3    Casa  em  Tróia  Ib  ,  note-se  a  irregularidade  e  falta  de  acabamento  das  paredes  , 



embora já demonstre a construção em forma de megaron 

O telhado, a julgar a forma de fragmentos de telhados encontrados nas escavações , 

era  plano  e  feito  de  galhos  que  apoiavam  a  argila  que  fechava  a  cobertura.  A  argila  era 

necessária para a vedação contra a chuva.  




 

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Uma característica interessante destas construções é a existência de um local dentro 

da casa que servia para jogar restos de comida. Conforme esta quantidade se avolumava o 

piso , em terra, era recoberto por uma nova camada. Este procedimento permite, ao escavar 

estas  construções,  encontrar  camadas  com  ossos  e  conchas  que  indicam  costumes  desta 

população. 

O aumento do nível do piso exigia apenas que a soleira do pórtico de entrada fosse 

reinstalada.  Pouquíssimas  construções  desta  época  tinham  o  piso  recoberto  por  pedra, 

normalmente era aplainado com terra e mantinha-se apenas a soleira em pedra. 

Em pedra era, também, a alvenaria de base destas construções que se erguia até a altura de 

um metro e depois seguia em tijolos secos ao sol. Feitos com a própria terra umedecida às 

vezes  levavam  palha  para  permitir  maior  liga  do  material.  Secos  ao  ardente  sol  de  verão 

constituíam um bom material para construção da alvenaria. 

A proteção lateral com barro e superior com o beiral do telhado, permitiam uma boa 

durabilidade para este material que viria servir a uma ou mais gerações. 

As pedras  que serviam para  a base das paredes eram  empilhadas e pouco trabalhadas.  Os 

instrumentos  eram  pouco  eficazes  para  definir  os  detalhes  em  pedra  e  os  entalhes  em 

madeira.  

O tipo de solo e rocha existentes nestas regiões permitia encontrar pedaços de rocha 

que se quebravam com cortes laterais, fornecendo, ao construtor antigo, placas de variados 

tamanhos que podiam ser aplicadas em bases, pisos e paredes, como foram encontrados em 

algumas casas nas escavações. 

 




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