História da arquitetura grega



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ABSTRACT 

The author in this paper focuses on the Greek architecture from its prehistory,  

centered  in  the  city  of  Troy  and  the  study  of  the  Homeric  poem  and  the  results  of 

excavations  in  Turkey  opening  up  an  opposition  between  the  written  text  and  the  built 

environment. Develops through this idea, a discussion of the real and imaginary generated 

by  the  Homeric  poems  and  the  Schliemann  excavations  and  the  construction  of  different 

social aspects in this contradiction. 

KEY WORDS:  Greek Architecture, History, Troy, Theory of Architecture. 

 

 



Introdução 

Tróia é a cidade mítica da Ilíada de Homero e ao mesmo tempo é uma cidade real 

própria da história da arquitetura grega. Esta dualidade indica uma condição de dissociação 

que , provavelmente, nunca venha a ser retirada. Quanto mais se pesquisa sobre esta cidade 

Homérica mais se distanciam a cidade simbólica da cidade real, ao mesmo tempo que esta 

distância  propõe  uma  tensão  tão  particular  para  a  compreensão  de  Tróia  que  ambas  se 

tornam pontos relevantes como marco da história da civilização grega e ocidental. 



 

Situada  em  Hissarlik,  na  Turquia,  em  uma  colina  a  sudeste  do  Helesponto,  contém,  nos 



seus assentamentos, pelo menos nove fases da cidade que abrigaram uma civilização desde 

antes  do  Segundo  Período  Minóico  Médio,  ou  2.200  anos    AC,  até  o  Terceiro  Período 

Minóico  Recente,  de  1.400  a.C  a    1.250  a.C.  A  batalha  entre  os  gregos  micênicos  e  os 

troianos- a guerra de Tróia - acontece em 1180 a.C. 

A empresa armada que destruiu a cidade de Tróia foi contada ao longo dos séculos e 

encontrou  sua  forma  definitiva  com  a  intrigante  figura  de  Homero,  aedo,  cantor  das 

histórias  da  guerra  ,e      imagem  do  gênio  humano  que  se  emoldura  nos  versos  da  Ilíada. 

Mais de quatrocentos anos separam a guerra e a cidadela de Tróia da Ílion de Homero. Esta 

separação expõe a arte metafórica ,e a literatura-história expõe o pensamento humano como 

uma dobra sobre si-mesmo.  

O homem grego contou o seu passado ao mesmo tempo que cantava o seu futuro. A 

dualidade da cidade-cidadela mostrará o fim de uma civilização e o início de outra. 

A  Tróia  cantada  por  Homero  não  foi  a  manutenção  da  cidade  histórica,  mas  foi  a 

reinvenção  desta  mesma  cidade  e  a  invenção,  numa  forma  de  história  com  seus  valores 

míticos  e  sociais,  de  uma  Grécia  que  estava  surgindo  e  que  estava  para  desenvolver  os 

valores da Paidéia e da polis.  

Os ecos do passado que fizeram Homero constituir a imagem de Tróia sitiada permitiram a 

invenção  grega  da  cidade,  uma  instituição  permanente  do  exercício  do  discurso  e  da 

presença  da  assembléia.  Tróia  escavada  e  encontrada  como    sítio  real  não  contém  os 

espaços possíveis para esta instituição, não é uma cidade, é uma fortificação. Esta é a base 

da  relação  de  Tróia  como  cidade  e  como  cidadela,  como  instituição  do  mundo  grego  e 

como fortificação real da história vivida.  

Homero contou sua história e participou na invenção da Grécia.  

Esta é a base deste recontar a história, perceber os ecos do passado e imaginar nosso 

próprio tempo. 

 




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