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pnld 2010 historia
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O Livro
Trata-se de uma obra sobre a história do estado 
do Paraná, destinada a alunos de 4
o
ou 5
º
ano. Ape-
sar de abordar os processos históricos relacionados 
a todo o estado, enfatiza-se a cidade de Curitiba, 
capital do estado, e, a partir desta, convida o aluno 
a trabalhar com os aspectos de sua cidade. As nar-
rativas ficcionais cumprem o papel de mediar o 
conteúdo com temas cotidianos. Na obra, o local é 
entendido como ponto de partida para reflexões mais 
aprofundadas para outros espaços e tempos.
Apresenta sintonia com as tendências mais 
recentes no ensino de História ao se propor a tra-
balhar com as noções de múltiplas temporalidades 
em diferentes contextos e identidades sociais.
Merece destaque positivo a relação estabe-
lecida entre as fontes e a construção do conhe-
cimento histórico, com fontes diversificadas
como, por exemplo, documentos, versos, música, 
fotografias, textos de época, mapas, gráficos e 
textos de jornais. Os textos complementares são 
variados e atendem à pluralidade de fontes e de 
autores e também estimulam o debate.
HISTÓRIA
DO PARANÁ
16303L1722
Autoria:
Graziella Rollemberg
Editora:
Ática


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Guia de Livros Didáticos – PNLD 2010
Propõe uma abordagem dialogal com outras ciências humanas, como a Sociologia e a 
Antropologia, visando contrapor-se a uma história baseada em “grandes personagens” e 
“feitos singulares”. Nesse sentido, privilegia o trabalho com os temas do cotidiano e das 
mentalidades. A maior parte da obra segue as proposições iniciais, porém, em alguns trechos, 
incorre em problemas que, inclusive, são combatidos por ela, e acaba por fazer uma história 
de “grandes personagens”, quando se preocupa em transmitir dados meramente biográficos 
de personalidades paranaenses, numa intenção velada de enaltecer algumas personalidades 
“esquecidas” da história do Paraná e do Brasil.
O professor é entendido como mediador do conhecimento e tem papel fundamental nos en-
caminhamentos pedagógicos. Também merece destaque o cuidado em orientar o professor no 
trabalho com os documentos e com algumas questões relacionadas ao método da história.
Propicia que o aluno construa conhecimento a parti e problematizações. Utiliza, também, 
como recurso metodológico, narrativas ficcionais elaboradas especialmente para o livro, com o 
intuito de, partindo do cotidiano do aluno, ampliar as análises e as relações com os conteúdos 
estudados.
Considerando os textos e as atividades propostas, o livro contribui para a construção de 
valores éticos necessários ao convívio social e à construção da cidadania. Essas noções estão 
indiretamente incluídas nos objetivos da obra. Não há uma preocupação com a questão de gêne-
ro, mas imagens da mulher aparecem pontualmente. Destacam-se os textos e as atividades que 
combatem o trabalho escravo na sociedade atual e a importância da participação política.
O livro equivoca-se ao tratar da temática do desmatamento e degradação ambiental. O 
equívoco reside na transmissão do falso pressuposto de que o reflorestamento “compensa” 
a derrubada de árvores para construção de lavouras. Como se sabe, a mata nativa não pode 
ser caracterizada exclusivamente pelo conjunto de árvores que a compõem, mas envolve 
uma biodiversidade extremamente dinâmica associada aos rios, lençóis freáticos e relevo. 
Mesmo que sejam plantadas árvores da mesma espécie das derrubadas, é evidente que a 
biodiversidade perdida é irrecuperável.
O Manual do Professor é bem elaborado e, apesar de não haver uma explicação detalhada 
sobre o conceito de história local/ região, verifica-se um cuidado especial em orientar metodo-
logicamente o professor, para que este desenvolva seu trabalho didático, mediando sempre 
o local com outros espaços. Destaque para as discussões sobre temporalidade, história oral 
e sobre a verdade histórica. No entanto, algumas das orientações são vagas, especialmente 
as atividades que demandam pesquisa dos alunos.
Apresenta um bom projeto gráfico-editorial. Há questões pontuais com os mapas, como 
o de trazer a divisão do território colonial em capitanias e a linha do Tratado de Tordesilhas. 


Guia de Livros Didáticos – PNLD 2010
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sobreposta a uma representação do atual território brasileiro. Tal mapa pode gerar a interpretação 
de que já existiam, no período Colonial, as atuais fronteiras do território brasileiro.
O tamanho da letra utilizada para comentar as atividades propostas aos alunos, no Manual 
do Professor, nas orientações destacadas em cor azul, prejudica a leitura porque é muito 
pequena. O espaço entre as linhas, também. Os demais aspectos, como formato, dimensão 
e disposição dos textos nas páginas, atendem aos critérios de legibilidade.

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