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partida podem ser confirmadas ou



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partida podem ser confirmadas ou
reformuladas total ou parcialmente no
jogo das argumentações. Assim, saber
argumentar é convencer o outro ou a si
mesmo sobre uma determinada idéia.
Convencer o outro porque, quando
adotamos diferentes pontos de vista
sobre algo, é preciso elaborar a melhor
justificativa para que o outro apóie
nossa proposição. Convencer a si
mesmo porque, ao tentarmos resolver
um determinado problema,
necessitamos relacionar informações,
conjugar diversos elementos presentes
em uma determinada situação,
estabelecendo uma linha de
argumentação mental sem a qual se
torna impossível uma solução
satisfatória. Nesse sentido, construir
argumentação significa utilizar a melhor
estratégia para apresentar e defender
uma idéia; significa coordenar meios e
fins, ou seja, utilizar procedimentos que
apresentem os aspectos positivos da
idéia defendida.
Por isso, a competência IV é muito
valorizada no mundo atual, tendo em
vista que vivemos tempos nos quais as
sociedades humanas, cada vez mais
abertas, perseguem ideais de democracia
e de igualdade. Em certo sentido, a vida
pede o exercício dessa competência, pois
hoje a maioria das situações que
enfrentamos requerem que saibamos
considerar diversos ângulos de uma
mesma questão, compartilhando
diferentes pontos de vista, respeitando as
diferenças presentes no raciocínio de
cada pessoa. De certa forma, essa
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Livro do Professor
competência implica o exercício da
cidadania, pois argumentar hoje se refere
a uma prática social cada vez mais
necessária, à medida que temos que
estabelecer diálogos constantes,
defender idéias, respeitar e compartilhar
diferenças.
R
ECORRER

ELABORAR

RESPEITAR
 
E
 
CONSIDERAR
O objetivo da competência V é valorizar a
possibilidade de o aluno “recorrer
recorrer
recorrer
recorrer
recorrer aos
conhecimentos desenvolvidos na escola
para elaboração
elaboração
elaboração
elaboração
elaboração de propostas de
intervenção solidária na realidade,
respeitando
respeitando
respeitando
respeitando
respeitando os valores humanos e
considerando
considerando
considerando
considerando
considerando a diversidade
sociocultural”.
Recorrer significa levar em conta as
situações anteriores para definir ou
calcular as seguintes até chegar a algo
que tem valor de ordem geral. Uma das
conseqüências, portanto, da recorrência é
sua extrapolação, ou seja, podermos
aplicá-la a outras situações ou encontrar
uma fórmula ou procedimento que
sintetiza todo o processo. Elaborar
propostas, nesse sentido, é uma forma de
extrapolação de uma recorrência. Propor
supõe tomar uma posição, traduzir uma
crítica em uma sugestão, arriscar-se a
sair de um papel passivo. Por extensão,
acarreta a mobilização de novas
recorrências, tornando-se solidário, isso
é, agindo em comum com outras pessoas
ou instituições. Este agir em comum
implica aprender a respeitar, ou seja,
considerar o ponto de vista do outro,
articular meios e fins, pensar e atuar
coletivamente.
A sociedade contemporânea diferencia-
se de outras épocas por suas
transformações contínuas em todos os
setores. Dessa maneira, as mudanças
sociais, políticas, econômicas, científicas
e tecnológicas de hoje se fazem com
uma rapidez enorme, exigindo do
homem atualizações constantes. Não
mais é possível que solucionemos os
problemas apenas recorrendo aos
conhecimentos e à sabedoria que a
humanidade acumulou ao longo dos
tempos, pois estes muitas vezes se
mostram obsoletos. A realidade nos
impõe hoje a necessidade de criar novas
soluções a cada situação que
enfrentamos, sem que nos pautemos
apenas por esses saberes tradicionais.
Por essas razões, elaborar propostas é
uma competência essencial, à medida
que ela implica criar o novo, o atual.
Mas, para criar o novo, é preciso que o
sujeito saiba criticar a realidade,
compreender seus fenômenos,
comprometer e envolver-se ativamente
com projetos de natureza coletiva. Vale
dizer que tal competência exige a
capacidade do sujeito exercer
verdadeiramente sua cidadania, agindo
sobre a realidade de maneira solidária,
envolvendo-se criticamente com os
problemas da sua comunidade, propondo
novos projetos e participando das
decisões comuns.
B
IBLIOGRAFIA
BLOOM, B. S.; KRATHWHL, D. R.; MASIA, B. Taxionomia de objetos educacionais.
Porto Alegre: Globo, 1972. v. 1. Domínio Cognitivo.
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II. Eixos conceituais que estruturam ENCCEJA
BORDIEU, P. A economia das trocas simbólicas. In: ORTIZ, Pierre (Org.). Sociologia.
2. ed. São Paulo: Ática, 1994. p.156-183. (Grandes cientistas sociais; v. 39). Tradução
de Paula Monteiro, Alícia Auzemendi.
BRASIL. Leis etc. Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e
Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,
Brasília, DF, v. 134, n. 248, p. 27.833-27.841, 23 dez. 1996. Seção 1.
CHOMSKY, N. A propósito das estruturas cognitivas e de seu desenvolvimento: uma
resposta a Jean Piaget. In: PIATTELLI-PALMARINI, Massimo (Org.). Teorias da



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