Hfd revista, V. 5, n. 10, p. 73-90, ago/dez 2016 Uma análise crítica das condições de trabalho


HFD Revista, v.5, n.10, p.73-90, ago/dez 2016 Sweatshops



Baixar 252.45 Kb.
Pdf preview
Página10/14
Encontro13.07.2022
Tamanho252.45 Kb.
#24247
1   ...   6   7   8   9   10   11   12   13   14
8832-Texto do artigo-28251-1-10-20161201
84
HFD Revista, v.5, n.10, p.73-90, ago/dez 2016
Sweatshops
De acordo com Burns e Bryant (2007), a definição do termo “sweatshop” pode 
variar e seriam estas algumas delas:
• Um empregador que viola duas ou mais leis trabalhistas federais, relativas à 
segurança e saúde ocupacionais, remuneração do trabalhador, ou outras leis 
regulamentadoras.
• Trabalho no qual a remuneração está abaixo do piso da categoria; jornada de 
trabalho excessivamente longa sem pagamento de hora extra; ambiente de 
trabalho insalubre; trabalhadores que sofrem constantemente assédio moral 
ou sexual; trabalhadores não habilitados a se reunirem para negociar melho-
res termos de trabalho.
• Locais que geralmente empregam de 20 a 50 trabalhadores, muitos deles 
imigrantes ilegais, dispostos a suportar longas jornadas de trabalho, baixa 
remuneração e condições de trabalho miseráveis, somente para ter um em-
prego. Os proprietários pagam em dinheiro, mas frequentemente se negam 
a pagar o piso salarial da função, as horas extras, os feriados e outros bene-
fícios.
Em função da natureza altamente descentralizada da indústria têxtil, é difícil 
estimar o número de sweatshops nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Com as 
constantes levas de imigrantes que desembarcam em diversos países do mundo, a 
mão de obra desse tipo de negócio é constante. (BURNS e BRYANT, 2007).
Em Bangladesh, de acordo com Hunter (2015), milhares de crianças trabalham 
em fábricas ilegais que não são inspecionadas, em longas jornadas de trabalho. As 
fábricas fazem roupas para o mercado local e indiano, mas também fornecem para 
marcas internacionais famosas e estabelecidas através de subcontratos, o que torna 
difícil para as empresas saber exatamente de onde todas as suas roupas estão vindo.
As crianças, que não frequentam a escola, são incumbidas das mais diversas 
tarefas, do bordado de lantejoulas ao tingimento de tecidos, e até limpeza. Os tra-
balhadores do vestuário trabalham seis dias por semana, desde o amanhecer até o 
anoitecer e seus proventos estão bem abaixo de um salário mínimo. Quando aca-
ba a jornada, dormem dentro da própria fábrica ou em quartos alugados próximos 
ao local de trabalho. De acordo com a UNICEF, há aproximadamente um milhão de 
crianças de 10 a 14 anos trabalhando como operários em Bangladesh, mas o número 
é muito maior quando a faixa de idade é expandida. 
De acordo com Burns e Bryant (2007) a indústria do vestuário é a fonte mais 
rentável da economia de Bangladesh porque movimenta 25 bilhões de dólares em 
exportações anualmente e emprega 04 milhões de trabalhadores, principalmente 
mulheres. Depois da China, Bangladesh é o segundo maior exportador de vestuário 
do mundo. O país tem tido destaque desde o colapso do Edifício Rana Plaza em um 
subúrbio da capital Daca, em 2013, no qual mais de 1.100 pessoas morreram, a maio-
ria costureiras. 
Por sua vez, o governo de Bangladesh, representado por Syed Ahmed, inspetor 
geral das fábricas, afirma que atualmente 81% das fábricas aderiram às normas refe-


Uma análise crítica das condições de trabalho na indústria têxtil 
desde a industrialização do setor até os dias atuais
85
HFD Revista, v.5, n.10, p.73-90, ago/dez 2016
Tatiana Castro Longhi
Flávio Anthero Nunes Vianna dos Santos
rentes à segurança estrutural e prevenção contra incêndios. Do restante, enquan-
to umas foram fechadas, outras receberam notificação e prazo para regularização. 
(HUNTER, 2015). 

Baixar 252.45 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   6   7   8   9   10   11   12   13   14




©historiapt.info 2022
enviar mensagem

    Página principal