Harmonia iii/2013 – Programa Revisão



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Harmonia III/2013 – Programa


  1. Revisão Harmonia tonal diatônica: campos harmônicos maior e menor (2 leis tonais). Princípios básicos do sistema tonal: escala maior (jônico) e menor, ideia de função, TSD, hierarquia entre os acordes, progressões, cadências. Tensão e relaxamento, discursividade, direcionalidade, causalidade, teleologia. Expansão: harmonia tonal cromática. Integração dos campos maior e menor (3a e 4a leis). Movimentos fortes de fundamentais: ciclos de 4a ascendentes, 3a descendentes. Acordes sem fundamental. Empréstimos modais. Modulação diatônica (por acorde pivô) cromática e enarmônica. Mediantes cromáticas. Acordes aumentados e diminutos. Acordes de sexta aumentada. Sexta napolitana. Pedal. (Análise de um exemplo do Schoenberg e exercício de tonalidade ampliada). Cifragens. Acordes com 9a, 11a, 13a.

  2. Alto romantismo e expressionismo. Hipercromatismo. Modulação constante. Lógica harmônico- contrapontística. Tonalidade vagante, suspensa, pantonalidade. Emancipação da dissonância. Início da ideia de verticalização (da harmonia ao timbre, em oposição à discursividade funcional que dilui as qualidades específicas dos acordes – ver Debussy em Harmonia IV). Lógica intervalar: hipertematismo. Atonalismo livre. Livro da Maria Lúcia Pascoal:

http://pt.scribd.com/doc/23284623/Estrutura-Tonal-Harmonia-Pascoal-1

  1. Contexto histórico: Romantismo e expressionismo alemão/românticos franceses. Caracterização histórica do romantismo. Liberalismo econômico, subjetivismo, revolução francesa, expansão dos meios expressivos (harmonia, forma, orquestração/timbre, dinâmicas etc.)

  2. Textos: Olivier Alain, Dieter de la Motte, Barraud, Schoenberg, Kostka (início do cap.1), no final do curso Kostka (cap. 1 inteiro), meu prefácio no livro do Antenor Ferreira. Introdução às teorias de Schenker (Felix Salzer). DVDs:

  3. Repertório a ser analisado: Beethoven, Schumann, Chopin, Brahms, Fauré, Liszt, Mahler, Schonberg, Alban Berg. Tom Jobim, Chico Buarque, Edu Lobo e Guinga. Partituras no Stoa (http://stoa.usp.br/rogercos/profile/), no IMSLP e na biblioteca.

  4. Metodologia: exercícios escritos, cantados e tocados. Leitura e discussão de textos teóricos e musicológicos. Audição e análise de obras do repertório.

  5. Texto introdutório Schoenberg: o romantismo e a harmonia condicionada pela dimensão extramusical:


Os compositores do período romântico acreditavam que a música deveria “expressar” algo. Tanto quanto nos períodos anteriores, as tendências extramusicais, tais como os assuntos poéticos e dramáticos, emoções, ações e até questões filosóficas da Weltanschauung (visão de mundo), tinham se tornado influentes. Tais tendências acarretaram mudanças em cada um dos traços da substância musical. Alterações na constituição dos acordes modificaram, de modo decisivo, os intervalos das melodias e resultaram, igualmente, em modulações mais ricas; em vez de os ritmos e as dinâmicas do acompanhamento e, inclusive, a melodia derivarem de estímulos puramente musicais, tornaram-se símbolos de objetos extramusicais. Na música descritiva, o pano de fundo, a ação, a atmosfera e as demais características do drama, poema ou história, foram incorporados como fatores constituintes e formativos da estrutura musical. A partir de então sua união tornou-se indissolúvel. Nem o texto, nem a música expressam seu sentido completo quando isolados um do outro. [...].Essas influências extramusicais produziram o conceito de tonalidade expandida. As transformações e sequências remotas de acordes passaram a ser vistas como estando dentro da tonalidade. Tais progressões podem, ou não, produzir modulações ou estabelecer as diversas regiões. Funcionam, principalmente, como enriquecimentos harmônicos e, portanto, aparecem, com frequência, em trechos muito curtos, até mesmo em um único compasso. Embora possamos relacioná-las às regiões para efeitos de análise, em muitas situações seu efeito funcional é apenas passageiro e temporário.

SCHOENBERG, Arnold. Funções Estruturais da Harmonia. Stein, Leonard (ed.). Seincman, Eduardo (trad.). São Paulo: Via Lettera. 1948 (orig.) / 2004 (trad. bras.). pp. 99-100.


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