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Sugestões de estórias para a dinâmica



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Sugestões de estórias para a dinâmica 
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1- Desesperado com o miserê que enfrentava e sem perspectiva de melhora, Jesus Gonçalves, mara-
nhense que vive há vinte anos em Brasília, resolveu o problema de moradia de modo original: aban-
donou a casinha na qual morava, em Taguatinga, prestes a ser penhorada em virtude de atraso no 
pagamento de impostos, instalando-se numa tumba vazia do cemitério de São Francisco Assis, que 
se transformou no seu lar “doce lar”. O negócio correu bem até o início do mês, quando Jesus, ao 
deixar a sua “sepultura conjugada”, foi surpreendido pelo administrador do cemitério, que chamou 
a polícia para prender o intruso. Na polícia, Jesus contou que, além de morar de graça, recolhia a 
comida dos despachos feitos naquele cemitério. Dava-se até ao luxo de fumar uns charutinhos após 
o jantar, já que não dispensam os caprichados despachos. Algumas vezes, bebia até vodca soviética 
ou polonesa, que substitua a tradicional cachaça no ritual macumbeiro de “luxo”.
2 – O presidente da câmara dos vereadores do rio de Janeiro, Roberto Cid, foi obrigado, na semana 
passada a suspender uma sessão de edilidade carioca que presidia, em virtude de um respeitável 
rato ter adentrado o plenário, provocando protestos e correrias. Apesar da perseguição movida ao 
ratão, não foi possível matá-lo ou aprisioná-lo, já que ao retirar-se do plenário revelou uma grande 
intimidade com os corredores da “Gaiola de Ouro” e tomou chá de sumiço nas suas dependências. 
Alguns dizem que fazem campanha para moralizar a casa suspeitam que o corpo estranho talvez 
figure no listão dos funcionários fantasmas que assombram o orçamento da Câmara.
3 - Apavorada com a aparição de uma barata na sala, uma dona de casa de Telavive deu combate 
tão feroz e desastrado à invasora do seu lar que por um triz não liquida o maridinho, internado num 
hospital com duas costelas quebradas, queimaduras e fissura da bacia. Depois de atingido por fortes 
vassouradas durante o corpo-a-corpo entre a cara-metade e o inseto, ele se sentou, mais tarde no 
vaso sanitário, onde a pessoa atirara a barata e derramara formicida. Em meio à leitura de um jornal, 
no trono, jogou a guimzba do seu cigarrinho no vaso e foi vitimado por um terrível fogaréu. Mais tar-
de, no corre-corre para socorrê-lo, os enfermeiros de uma ambulância tiveram um tal acesso de riso 
ao saber a origem de desgraça que um deles acabou escorregando na escada e jogando o paciente 
no chão, o que lhe valeu a fissura na bacia.
  
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Texto adaptado - FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. 7. ed. Rio de Janeiro: Paz    e Terra, 2000. 
p. 46-49.


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Qualificação Profissional: Agente Comunitário de Saúde -  Unidade 1: O Agente Comunitário de Saúde e o SUS
Tempo estimado: 2 horas
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