Géssica Cristina Cortacio Bezerra educaçÃo matemática: concepçÕes e prática docente no terceiro ano do ensino fundamental



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INTRODUÇÃO

Meu histórico como aluna do Ensino Fundamental em uma escola pública da Zona Norte do Rio de Janeiro é repleto de situações nas quais me deparava com um ensino tradicional, pouco questionador e que quase não relacionava a matemática com as questões do contidiano.

No entanto, durante o início do ensino médio, no curso técnico em contabilidade, minha relação com a matemática tornou-se um pouco melhor e mais prazerosa do que no decorrer do Ensino Fundamental. Tinha me encontrado em meio a uma imensidão de números que anteriormente me assustavam, mas que passei a ver com mais naturalidade.

Influenciada por um gosto inesperado pelos cálculos, segui com meu objetivo de cursar a faculdade de Estatística na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Uma vez que meu primeiro grande objetivo foi alcançado, deu-se início ao que seria minha grande tormenta. Ex-aluna de escola pública durante todo o ensino fundamental e logo em seguida de um curso técnico, que obviamente tem como objetivo a qualificação do profissional para o mercado de trabalho, me deparei, já no primeiro período, com dificuldades causadas pela falta de preparo e de apropriação dos conceitos e operações da matemática básica.

Neste período, questionei minha capacidade como aluna. Até que uma professora de cálculo, no intuito de me auxiliar, me apresentou a um livro de Pré-Cálculo. Visto que, segundo ela, minhas dificuldades não eram provenientes de minha “falta de inteligência”, e sim a consequência de conhecimentos matemáticos insuficientes adquiridos no ensino básico.

Prossegui melhor a partir daí. Porém após alguns anos de curso, com muitas dúvidas e pouca noção do que eu realmente fazia naquele ambiente, optei por uma mudança radical no meu estilo de vida. Fiquei um tempo longe da Universidade e tempos depois, ingressei no curso de Pedagogia nesta instituição em busca de respostas à algumas questões que me inquietavam. Com uma postura diferente e envolvida em outra atmosfera, me vi em meio a discussões fundamentais para a compreensão do ser humano e da sociedade em que vivemos.

Foi assim que a matemática novamente voltou a me preocupar, mas agora sob uma nova perspectiva, a do exercício da profissão de professor.

Por muito tempo, me culpava pelo fracasso escolar. Com muito custo e após incontáveis momentos de reflexão, notei que a realidade é muito mais complexa e, assim como não seria justo cair sobre mim todo o peso das minhas dificuldades, também não poderia cometer o equívoco de julgar todos os professores que tive durante minha formação básica.

Foi exatamente tentando compreender a complexidade da prática docente que a matemática voltou a me afligir. Questões como: Como o professor pensa sobre sua própria prática? É comum fazerem esta reflexão? Como está o ensino da matemática nos dias de hoje? Continua tradicional?

É em busca de responder a estas perguntas e, naturalmente, a outras que virão, que desenvolvi esta pesquisa, pois acredito que somente voltando-me para a prática em sala de aula é que serei capaz de pensar como será minha própria prática como futura professora e como poderei contribuir para que o ensino desta disciplina no curso básico seja visto e tratado de forma mais critica e emancipadora.

Para tal, retornei para uma sala de aula do terceiro ano do Ensino Fundamental do Campus São Cristóvão I do Colégio Pedro II, como pesquisadora, a fim de buscar a resposta para meus questionamentos. Sendo assim, este trabalho tem o objetivo de analisar e refletir sobre a prática do profissional de educação na tarefa de ensinar matemática para que futuramente possa refletir sobre minhas próprias práticas.





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