Géssica Cristina Cortacio Bezerra educaçÃo matemática: concepçÕes e prática docente no terceiro ano do ensino fundamental



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Quadro de horário nas turmas

Turmas

10/04

14/04

15/04

302

14h




14h20min

303

10h




9h45min

304




14h30min

13h20min

305

7h30min

10h




306

15h

13h30min




307




7h30min

7h30min

308

16h15min

15h30min




Segui com minha presença nas salas de aula de acordo com as premissas definidas na reunião e permanecia nas turmas até o horário de entrar na turma seguinte. No caso da turma 308, permanecia até o encerramento do dia letivo às 17h40m.

Afim de sistematizar os dados coletados na pesquisa, optei por trabalhar quatro situações específicas as quais considerei importantes para melhor definir minha experiência neste projeto. Estas situações foram descritas por mim em meu caderno de campo e representam um recorte do cotidiano da escola e a prática do professor em sala de aula.


3.3 – Os quatro casos do cotidiano escolar que me provocaram



Caso 1: Turma A com 18 alunos


A turma A possui 18 alunos e o tema abordado na aula era a subtração.

Quando cheguei na sala, a professora Gisele10 já havia dividido a turma em 2 grupos de 5 alunos e 2 grupos de 4. Os grupos demonstravam uma boa interação com os colegas e com a docente, que era chamada por eles pelo nome e não de “tia”, como a mesma fazia questão de frisar.

Gisele conversou com as crianças sobre o “clube do livro”, projeto de literatura desenvolvido com todas as turmas do terceiro ano e que é trabalhado de forma interdisciplinar.

O projeto consiste na compra de obras literárias para que a turma leia no decorrer do ano e monte um diário de leitura, produzido por eles como um álbum de figurinhas onde colam a imagem da capa do livro que leram e comentam suas percepções acerca da leitura.

Para o funcionamento do projeto, cada aluno deveria contribuir com a taxa de trinta e cinco reais e, no final do prazo definido para contribuição, a professora compra os livros utilizando a verba arrecadada. Um quadro foi montado na parede lateral da sala, onde a cada dia, quando alguém colaborava, o valor daquela contribuição era somado pela turma. Eles pegavam cédulas de dinheiro fictício em uma caixa e colavam no quadro, fazendo a combinação das cédulas.

Neste dia, após conversarem sobre a quantia já arrecadada e quanto faltava para completar o total necessário, a professora colocou três problemas no quadro para que trabalhassem em conjunto.

Os problemas eram:

1) A turma escolheu o livro “Panquecas da Mama Panya” para o clube do livro. Na livraria Saraiva, esse livro custa R$ 37,00. Uma contribuição para o clube é suficiente para comprar este livro? Vai faltar dinheiro? Quanto?

2) Outro livro escolhido foi o “Barba azul” da Ruth Rocha. Esse livro custa R$ 40,00. Qual a diferença de preço dos dois?

3) Se a turma comprar esses dois livros com o dinheiro que já tem, quanto sobrará?

Os alunos faziam anotações cada um em seu caderno, porém trabalhavam em conjunto para encontrar as respostas.

A professora, ao verificar o andamento da atividade nos grupos, notou uma particularidade. Todos apresentavam dificuldades para resolver o segundo problema.

Neste momento, a mesma conversou com a turma, dizendo que os valores dos livros eram de uma pesquisa real e que ela não tinha percebido, mas ela ainda não tinha explicado a estratégia necessária para resolver a questão 2.

Uma aluna respondeu: - “Eu sei professora! É conta de pedir emprestado, mas não sei fazer”. A docente respondeu que ela estava correta, mas que mesmo que ela não tivesse explicado, existia uma forma de eles encontrarem o resultado utilizando os materiais dispostos nas mesas.

Cada mesa tinha uma caixa com materiais, cartas de números, dominó, cubinhos, palitos, moedas de plástico e dinheiro fictício. A educadora pediu para eles conversarem entre eles e combinarem uma forma de resolver. Quem conseguisse, apresentaria para ela e em seguida para os amigos.

Enquanto uns grupos estavam trabalhando com cubos e palitos, um dos grupos decidiu trabalhar com dinheiro e trocando as notas. Depois de algum tempo conseguiu chegar ao resultado correto.

Eles pegaram quatro notas de dez reais para formar quarenta reais. Em seguida, três notas de dez reais, uma de cinco reais e duas moedas de um real formar trinta e sete reais. Eles eliminaram as notas de dez e substituíram o restante de cada valor por moedas de um real. Assim conseguiram subtrair sete moedas de um real de um conjunto de dez moedas de um real, sobrando três moedas de um real.

O resultado levou um certo tempo de trabalho do grupo, mas quando eles explicaram para o restante da turma, foi mais fácil compreender. O restante da aula se desenvolveu em torno do raciocínio apresentado pelo grupo.





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