Grupo de Pesquisa – Acessibilidade no Ensino Superior: da análise das políticas públicas educacionais ao desenvolvimento de mídias instrumentais sobre deficiência e inclusão – capes/obeduc



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Acessibilidade e Permanência dos Alunos com Deficiências e Transtornos Funcionais da Universidade: A visão de alunos e professores

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Ana Lucia Lima da Costa Pimenta Monteiro2

Aline Olin Darde3

Beatriz dos Santos Medeiros4

Karoline Pimentel dos Santos5

Lais Oliva Donida6

Sandra Pottmeier7



Ana Paula de Oliveira Santana8
Nas últimas décadas, no universo educacional, as discussões sobre a inclusão escolar vêm ganhando cada vez mais espaço. Isso está relacionado à sistematização de propostas, leis e documentos oficiais, como na Declaração Mundial sobre Educação para Todos (UNESCO,1990); na Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), na Resolução CNE/CEB no. 2 de 11 desetembro de 2001, que define Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (BRASIL, 2001a), no Plano Nacional de Educação para o Decênio 2011-2020 (BRASIL, 2001a, 2001b, 2008a; 2008b; 2010, 2011). Giroto, Berberian, Santana (2014), ressaltam que esses documentos, adotados recorrentemente em nosso país como referencias para a concretização da inclusão escolar, deflagram, além de avanços, contradições e ambiguidades que, historicamente, estão atreladas às precárias formas de vida de grupos sociais classificados como deficientes, incapazes e/ou carentes.Para minimizar a exclusão que foi tão recorrente durante muito tempo, os documentos oficiais delimitaram um grupo específico que necessita de uma educação especial. O seu público alvo são os alunos com deficiências (mental, visual, auditiva, física/motora, múltiplas), condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos/neurológicos ou psiquiátricos e alunos que apresentam altas habilidades/superdotação. Além desse grupo específico, a ação da educação inclusiva também tem se ampliado para abranger os alunos excluídos dos apoios escolares, os alunos que apresentam transtornos funcionais específicos, embora não façam legitimamente parte dos alunos público-alvo da educação especial. Dentre esses transtornos funcionais específicos estão: dislexia, disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno desatenção e hiperatividade, entre outros (Decreto 6571/setembro 2008). Nesse sentido, a educação inclusiva é um processo dinâmico que tenta diminuir a situação de exclusão escolar e social, enfatizando a importância de ambientes heterogêneos que promovam a aprendizagem de todos os alunos. A educação inclusiva deve, assim, ocorrer nos diversos níveis de ensino e compreender inúmeros fatores que vão desde questões políticas (a definição de leis para a promover a acessibilidade e permanência desses alunos) até questões pedagógicas. Nesse contexto oprojeto de pesquisa vem para analisar a condição de inclusão dos estudantes que são público-alvo da educação especial e de estudantes com transtornos funcionais específicos. Abordará uma pesquisa qualitativa. Segundo Minayo (2010), o método qualitativo é o que se aplica ao estudo da história, das relações, das representações, das crenças, das percepções e das opiniões, produtos das interpretações que os humanos fazem a respeito de como vivem, constroem seus artefatos e a si mesmo, sentem e pensam. Os sujeitos da pesquisa serão 16 estudantes que são público-alvo da educação especial, além de estudantes com transtornos funcionais específicos, sendo 10 da graduação e 6 da pós-graduação. Esta pesquisa será realizada através de entrevistas semi- estruturadas com a elaboração e aplicação de um roteiro de entrevista com os estudantes, professores, intérpretes e bolsistas com o intuito de analisar as condições de ensino/aprendizagem e a análise documental do rendimento escolar dos alunos com o intuito de realizar uma avaliação sobre a condição de aproveitamento do aluno nas diversas disciplinas cursadas.



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