Grécia Atenas, Rodes e muito mais por descobrir



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Descoberta da Europa

Lamento, hoje as notícias não 

são boas

Konstantina Papadimitriou é a directora 

de Política e Campanhas da “ActionAid 

Hellas” (www.actionaid.gr), uma 

ONG que se dedica nomeadamente a 

fazer pressão junto dos deputados do 

Parlamento Europeu. Algumas das sug-

estões do grupo foram apoiadas pelos 

membros gregos do Parlamento e o 

grupo é responsável pelo acabamento das 

notícias relativas à Grécia em documen-

tos de referência* para a CONCORD, 

a confederação europeia de ONG do 

desenvolvimento. A “ActionAid Hellas” 

está farta de apelar para um empenha-

mento mais forte da Grécia em relação 

aos países menos desenvolvidos e por 

uma maior transparência da política de 

desenvolvimento do país.  

A “ActionAid” é uma organização de 

massas que segue de perto o modelo 

da Amnistia Internacional (AI). A sua 

sucursal grega conta com o apoio de 

44.000 doadores e um número signifi-

cativo de activistas, grande parte dos 

quais são jovens, entre os 18 e os 30 

anos. Funciona em estreita colaboração 

com as outras secções da organização, 

em especial as estabelecidas em África, 

por exemplo na comunidade Bama no 

Quénia. Uma das importantes activi-

dades recentes da “ActionAid Hellas” foi 

a campanha “HungerFREE”, tendo tam-

bém dirigido a iniciativa a nível mundial 

concebida por ONG e por federações de 

futebol, “1GOAL  Education For All” 

(http://www.join1goal.org/), que reuniu 

88.000 assinaturas na Grécia, incluindo 

de 22.000 estudantes.  

Konstantina Papadimitriou começa 

por lamentar a baixa percentagem do 

PIB grego, 0,17% (números de 2009), 

atribuído à ajuda ao desenvolvimento

um valor mais pequeno em comparação 

com os 0,19% do ano anterior e muito 

longe dos 0,7% com que a União 

Europeia se comprometeu. Além disso, 

acrescenta que “mesmo assim os fundos 

destinaram-se essencialmente aos nos-

sos vizinhos, nomeadamente a Albânia, 

Moldávia e Sérvia. Foi anunciada uma 

mudança em termos destas prioridades, 

mas até agora nada foi concretizado. Não 

existe um único país menos desenvolvido 

entre os dez maiores beneficiários da 

nossa ajuda ao desenvolvimento. Os fun-

dos atribuídos a África diminuíram e o 

anúncio de uma estratégia a favor de 

outras regiões ACP, como as Caraíbas 

e o oceano Índico, é apenas uma ideia 

vaga. Não foram apresentados nem veri-

ficados valores reais.”  

No que diz respeito à transparência, “os 

procedimentos públicos de convite à 

apresentação de propostas foram vagos. 

Os montantes reservados não foram pub-

licados, nem os nomes dos candidatos 

ou dos vencedores, que foram escolhi-

dos sem serem conhecidos quaisquer 

critérios de selecção. Para este exercí-

cio financeiro ninguém sabe quanto foi 

reservado para a ajuda ao desenvolvi-

mento e assim, neste tempo de crise 

financeira, as pessoas não sabem o que 

foi feito do seu dinheiro. Lamento, mas 

não são boas notícias.”

A única nota positiva detectada pelo 

representante da “ActionAid” é que a 

actual equipa da “HellenicAid” con-

sulta mais do que anteriormente as 

ONG e parece mais preocupada com 

a eficácia do organismo. No entanto, 

são boas intenções não sustentadas 

por compromissos específicos. H.G.  

*  Grande penalidade contra a pobreza 

http://www.concordeurope.org/ 





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