Grécia Atenas, Rodes e muito mais por descobrir



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REPORTAGEM

  

46

DESCOBERTA DA EUROPA



 

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NOSSA TERRA



 

26

CRIATIVIDADE



 

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2

Killy, instalação “Croix des Bossales”, 2011 (parte da instalação). Gravuras em papel, papel com lantejoulas, esculturas de 

madeira e borracha reciclada. Exposição “Haiti, reino deste Mundo” galeria Agnès B, Paris @ Hegel Goutier. 

A mesma exposição está presente no pavilhão do Haiti na Bienal de Veneza 2011, 54ª Exposição Internacional de Arte.




N° 23 (N.E.) - MAIO  JUNHO 2011

3



presença da Comissão da União 

Africana na Cimeira do G8 em 

Deauville (26-27 de Maio de 

2011) sublinhou a importância 

da parceria reforçada entre o G8 e África. 

A África está em mudança e torna-se um 

novo pólo de um crescimento mundial, 

apesar de subsistirem dificuldades, nome-

adamente nos países menos desenvolvidos 

e vulneráveis. As duas partes prometeram 

trabalhar em conjunto durante este período 

crucial de mudança, para continuar a pro-

mover valores comuns, como a paz, os direi-

tos humanos, a governação democrática, 

a transparência e o desenvolvimento sus-

tentável.

Foram prometidos quarenta mil milhões de 

dólares como recompensa para os países do 

Norte de África que se manifestaram em 

força para rejeitar os regimes ditatoriais e o 

G8 prometeu uma generosidade semelhante 

para os povos de África que optem pacifi-

camente pela democracia, sem se deixarem 

iludir pelos apelos de sereias de demagogos e 

extremistas que existem à custa da pobreza 

de muitos. O tempo o dirá.  

Para David Matongo, Co-Presidente da 

Assembleia Parlamentar Paritária ACP-UE, 

a pobreza é a maior ameaça para a democ-

racia, como afirmou na entrevista que con-

cedeu ao Correio intitulada "Sem retorno". 

Um Matongo preocupado que salientou que 

as estratégias de desenvolvimento devem 

apoiar os acordos de parceria económica 

entre a UE e os ACP. A não ser assim, para-

fraseando a sua opinião, a única liberdade 

em causa seria a de um lobo num redil, 

atendendo à realidade dos agricultores 

americanos e europeus e outros agricul-

tores ocidentais, que recebem 400 milhões 

de dólares por ano em subsídios.  

Antes da cimeira de Deauville, os 

Presidentes do Conselho Europeu e da 

Comissão Europeia, Herman Van Rompuy 

e José Manuel Barroso, comprometeram-se 

a apresentar até Outubro um projecto de 

legislação que exija maior transparência 

por parte, em especial, das empresas euro-

peias de exploração mineira que operam 

em África. A nossa ronda de notícias gerais 

também salienta as preocupações que os 

pescadores da África Ocidental, por exem-

plo, expressaram no Parlamento Europeu 

relativamente ao excesso de pesca por 

arrastões europeus nas águas africanas.  

O principal tema deste número do Correio é 

dedicado à defesa e à segurança, incluindo 

questões como o papel dos mercenários. A 

força militar, tal como a língua na fábula de 

Esopo, pode ser a pior e também a melhor 

opção em matéria de defesa e de segurança 

fora das fronteiras das nações desenvolvidas, 

que se viram recentemente prontas para 

intervir na Costa do Marfim e na Líbia em 

apoio da democracia, bem como para se 

envolver em verdadeiras guerras como no 

Afeganistão. Tal como veremos, África pode 

tornar-se em breve o laboratório da política 

de defesa e de segurança europeia, em que 

a intervenção se baseia numa gama com-

pleta de instrumentos jurídicos, incluindo 

o Acordo de Cotonu.



O Correio também oferece uma visão geral 

de iniciativas em matéria de defesa e de 

segurança na própria África, a mais pro-

metedora das quais é a criação pela União 

Africana de uma “Força de Resposta 

Rápida” africana. Outro desenvolvimento 

importante a que fazemos referência é a 

formação de um verdadeiro exército na 

Somália e, noutro continente, as pressões 

a nível regional e internacional sobre as Fiji 

que levaram a uma série de golpes militares 

durante as três últimas décadas.  

A principal reportagem deste número tem 

a ver com a Papua Nova Guiné, um país 

onde a mortalidade infantil atinge 733 em 

cada 100 000 nascimentos e que, paradoxal-

mente, é também um autêntico jardim do 

paraíso, com paisagens fabulosas e riquezas 

minerais, montanhas de ouro num mar de 

petróleo. O país, contudo, está sujeito ao 

peso da sua história e à tirania da distância, 

uma vez que é constituído por cerca de 600 

ilhas e por muitos grupos étnicos, que falam 

um total de 800 línguas. Os seus parceiros 

europeus aceitaram o desafio de a acom-

panhar no seu desenvolvimento.  

O nosso foco especial sobre uma região 

europeia centra-se desta vez na Grécia e 

especialmente em Atenas e Rodes. Rodes 

é simplesmente linda e Atenas também se 

tornou uma cidade muito bem sucedida 

e atraente. Na altura em que eram relata-

dos os progressos da Grécia em muitos 

domínios, como o aumento do nível de 

vida para chegar quase ao nível de vida dos 

países ricos da UE e avanços na investigação 

científica, a fatalidade abateu-se sobre o 

país e este passou a ser alvo da atenção das 

agências financeiras de rating. Isto exigiu e 

continua a exigir uma intervenção maciça 

da Europa e das instituições de Bretton 

Woods, que tiveram de vir em socorro da 

economia grega. Estes acontecimentos ori-

entaram as atenções para a necessidade 

de reforçar a governação política a nível 

regional e mundial para contrabalançar o 

domínio da alta finança num mundo glo-

balizado.





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