Grécia Atenas, Rodes e muito mais por descobrir



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Marie-Martine Buckens

 

Face à incidência acrescida de guerras 



nalgumas regiões do Grupo ACP, que 

reduzem o mais das vezes a zero os seus 

esforços de desenvolvimento, a prevenção 

de conflitos foi reconhecida como uma 

prioridade nos acordos de cooperação 

assinados em Cotonu, em 2000, entre 

os países da África, Caraíbas e Pacífico 

e o seu principal parceiro, a União 

Europeia. Estas disposições revestiram 

particular importância com a entrada 

em vigor do Serviço Europeu de Acção 

Externa em 1 de Dezembro de 2010. 

 

A eficácia melhorada da parceria estra-



tégica entre a UE e a União Africana 

(UA) foi também um factor essen-

cial que presidiu à decisão tomada 

por esta última de estabelecer uma 

Arquitectura de Paz e Segurança, cuja 

principal consequência operacional 

é a criação de uma African Standby 

Force (ASF) nos próximos três anos. 

 

Participam nestas “missões de paz” outros 



intervenientes importantes. Principalmente 

as Nações Unidas (ONU), cujas missões 

em África são de longe as mais numerosas 

em comparação com o resto do mundo. Os 

Estados Unidos cooperam também com 

alguns Estados-Membros da UE apoiados 

pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento, 

especialmente nas Caraíbas, para 

combater os traficantes de droga. 

 

Regra geral, hoje são preferidas acções 



multilaterais, como por exemplo, acções 

que reabilitam as forças armadas mal 

pagas ou não remuneradas, como 

aconteceu na sequência do motim das 

forças armadas em Burquina Faso no 

final de Março, ou acções de formação 

e pacificação das regiões, como no leste 

da República Democrática do Congo.  

 

Na UE, a “europeização” das intervenções 



de segurança e de defesa nos países ACP, 

especialmente em África, através da sua 

Política Externa e de Segurança Comum 

(PESC) e Política Europeia de Segurança 

e Defesa (PESD), não se faz sem algum 

ranger de dentes por parte das capitais 

europeias. Mas hoje, estas e especial-

mente as antigos potências coloniais 

parecem estar mais ou menos dispostas 

a unirem-se sob o estandarte da UE.





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