Grécia Atenas, Rodes e muito mais por descobrir



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Os países pobres fazem 

poucos progressos

A quarta conferência das Nações Unidas 

sobre os Países Menos Desenvolvidos 

(PMD) terminou a 13 de Maio em 

Istambul com um novo programa de 

acção de 10 anos que estabelece o 

objectivo de reduzir para metade o 

número de PMD até 2020.



 

Se este plano for executado, 

mudará a vida das populações 

nos países menos  

desenvolvidos

Cheick SidiDiarra © AP/Reporters




14

Perspectiva

N

o clima actual, em que os 



governos e os agentes de vul-

garização não têm recursos 

adequados para dar resposta 

às diversas necessidades dos agricul-

tores, são necessárias inovações para dar 

resposta aos desafios, que são complexos. 

Revitalizar os serviços de vulgarização 

e de aconselhamento e reforçar a sua 

ligação a outros intervenientes são duas 

acções fundamentais para o futuro da 

alimentação e dos meios de subsistência 

rurais, segundo o CTA, Centro Técnico 

de Cooperação Agrícola e Rural, uma 

instituição ACP-UE que trabalha 

no domínio da informação para 

o desenvolvimento. Como é 

que estas mudanças podem ser 

mais bem realizadas, a fim de 

reconstruir a confiança e faci-

litar a aprendizagem de 

um modo económico? 

“A explosão no 

c re sc i mento de 

telemóveis ofe -

r e c e  m a n e i r a s 

i nteressa ntes de 

par tilhar conheci-

mentos”, afirma Ibrahim 

Tiemongo, perito do 

CTA. “Em 2004, a ONG 

camaronesa Ser viços de 

Apoio às Iniciativas Locais de 

Desenvolvimento (SAILD) desen-

volveu o serviço ‘Está lá, Engenheiro?’ – 

‘Hello engineer’ – em que os agricultores 

fazem uma chamada para um número de 

telefone e peritos agrícolas respondem 

com conhecimentos técnicos.” Outras 

iniciativas em diferentes países ACP 

incluem a Jamaica, onde a Autoridade 

para o Desenvolvimento Rural Agrícola 

(RADA) criou um “balcão único” para 

dar conselhos e informações técnicas e 

comerciais às empresas e para facilitar o 

investimento. O Sistema de Informação 

às Empresas Agrícolas (ABIS) fornece 

informações sobre produção, mercados 

e intervenientes. Os agentes de vulgari-

zação no terreno usam Blackberries para 

comunicar com os agricultores e dar 

conselhos em tempo oportuno. Alguns 

agentes de vulgarização também utili-

zam sistemas de posicionamento global 

(GPS) para recolher e registar dados dos 

agricultores. 

“No estado de Cano, Nigéria”, conti-

nua Ibrahim Tiemgogo, “os programas 

de vulgarização pela rádio fortalece-

ram os agricultores do ponto de vista 

social, cultural e económico. As mul-

heres, os jovens e grupos de agricul-

tores são formados ou sensibilizados 

em primeiro lugar pela Rede para o 

Avanço das Mulheres (WOFAN) sobre 

vários temas, por exemplo as pescas, 

com base nas necessidades específicas 

da comunidade. Quando são suscita-

das questões importantes, a WOFAN 

contacta pessoas de recurso das facul-

dades de Agricultura e Comunicação 

de Massas da Universidade de Bayero 

e os serviços de vulgarização agrícola 

para darem apoio técnico e facilitarem 

sessões de perguntas e respostas a fim de 

enriquecer o conteúdo dos programas.” 

Semanalmente, a WOFAN e represen-

tantes da comunidade gravam os pro-

gramas de rádio em cassetes, que são 

depois enviadas à Rádio Cano para a 

montagem final. Grupos de ouvintes 

sentam-se à volta dos rádios quando os 

programas vão para o ar, a fim de escu-

tarem, comentarem e trocarem opiniões 

sobre os programas. 

“Estes são alguns exemplos para mel-

horar a eficácia e o alcance dos serviços 

de vulgarização e de aconselhamento”, 

diz Judith Francis, perita principal no 

CTA. “Agora que a situação mudou e 

que os governos e a comunidade interna-

cional estão mobilizados e empenhados 

em assegurar um ambiente encoraja-

dor para o desenvolvimento agrícola e 

rural, o CTA e os seus parceiros nacio-

nais, regionais e internacionais estão 

a organizar uma conferência interna-

cional sobre ‘Inovações nos Serviços 

de Vulgarização e de Aconselhamento: 

Ligar o Conhecimento à Política 

e à Acção para a Alimentação e 

Meios de Subsistência’, em Nairobi, 

Quénia, de 15 a 18 de Novembro de 

2011, a fim de aproveitarem plena-

mente este espaço político.” M.M.B.  

 

 

 



Para mais informações, consultar:  

www.cta.int





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