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Um pioneiro no ‘País do atum’



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Um pioneiro no ‘País do atum’  

Pedro Celso, Vice-Presidente da Associação  

da Indústria do Atum do Pacífico 

Debra Percival

O

s autocarros 



que se dirigem 

para a fábrica de 

conservas de atum 

da RD pertencente a Pedro 

Celso, em Madang, têm 

marcado ‘País do Atum’. 

É um sinal da importância 

desta indústria na costa 

setentrional da ilha da Papua 

Nova Guiné (PNG) no 

Pacífico. O Director-Geral da 

RD Canneries, nascido nas 

Filipinas, criou a sua empresa 

em 1995 a partir do nada. 

Actualmente emprega 3 500 

trabalhadores, principalmente 

mulheres. É igualmente 

Presidente da Associação 

da Indústria do Atum da 

PNG, Vice-Presidente da 

Associação da Indústria do 

Atum do Pacífico e é membro 

do painel de negociações 

PNG/União Europeia sobre 

o novo Acordo de Parceria 

Económica (APE).

Em todo o país, a indústria 

de conservas emprega cerca 

de 10 000 pessoas. Há 

outras fábricas situadas em 

Lae e Wewak e existe uma 

possibilidade de expansão no 

quadro do APE ‘provisório’, 

um acordo de comércio livre 

com a UE. A PNG é um dos 

dois países que até à data 

assinaram um APE provisório 

com a UE; o outro são as 

Ilhas Fiji. A PNG exporta 

principalmente para o Reino 

Unido, Alemanha e Países 

Baixos. 


“Se não fosse a UE

penso que a indústria 

não sobreviveria”, afirma 

Pedro Celso. As regras do 

comércio do novo APE 

permitem à PNG exportar 

o atum de conserva para a 

UE com isenção de direitos, 

apesar de ter um estatuto 

de país com um rendimento 

intermédio. Assinala que 

uma alteração do sistema das 

regras de origem no âmbito 

do APE permite que em 

princípio o atum pescado 

por embarcações de Taiwan, 

Coreia, Japão, China, Estados 

Unidos ou por qualquer 

outro barco que descarregue 

o pescado na PNG para ser 

transformado nas fábricas 

de conserva da PNG seja 

exportado para o mercado da 

UE isento de direitos. Este 

facto, pelo menos em teoria, 

irá incentivar ainda mais o 

investimento na indústria de 

transformação e de conservas 

da PNG.

No entanto, de acordo 

com alguns diplomatas 

estabelecidos na PNG, 

após mais de dois anos de 

funcionamento das novas 

regras, a quota da PNG de 

importações de atum em 

conserva para a UE ainda é 

marginal, cerca de 14 000 

toneladas de um volume 

total de importações de 400 

000 toneladas. E embora 

o Parlamento Europeu 

tenha ratificado o APE da 

PNG, continua a haver 

periodicamente protestos 

orais de um pequeno 

número de deputados 

europeus quanto ao acesso 

da PNG ao mercado da UE, 

nomeadamente por parte da 

Espanha, que também possui 

uma indústria conserveira. 

Martin Dihm, Embaixador 

da UE na PNG, afirmou 

o seguinte: “Estamos a 

realizar um estudo global 

para determinar o impacto 

desta medida e esperamos 

que assim se crie uma 

transparência total e também 

que contribua para convencer 

os deputados europeus 

indecisos, ajudando-nos 

a falar aos governos sobre 

quaisquer problemas 

previsíveis.” 

“O que estamos a tentar 

fazer é processar os lombos 

e depois enviá-los para 

Espanha e Itália para serem 

enlatados. Será uma situação 

em que todos ganham”, 

diz Pedro Celso acerca dos 

planos futuros da indústria 

da PNG.

Mas não prevê uma grande 

expansão da indústria local: 

“Como vejo as coisas, levará 

dez anos para implantar 

a indústria na PNG. 

Estamos a lutar para nos 

expandirmos.” Aponta como 

causa em grande parte os 

elevados custos de produção 

na PNG, incluindo os 

encargos com electricidade. 

O Presidente acrescenta 

que está preocupado com 

o alargamento por parte da 

UE nas futuras conversações 

da Organização Mundial 

do Comércio (OMC), de 

disposições comerciais 

de isenção a outros países 

que possuem indústrias de 

conserva de atum.

N° 23 (N.E.) - MAIO  JUNHO 2011

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Se não fosse a UE, 



penso que a indústria 

não sobreviveria

Pedro Celso © Pacific Associação  

da Indústria do Atum 



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